Friday, August 14, 2009

Panfleto Libertário 6

"Vícios são aqueles atos pelos quais um homem prejudica a si mesmo ou sua propriedade. Crimes são aqueles atos pelos quais um homem prejudica a pessoa ou a propriedade de outrem. Vícios são simples erros cometidos por um homem em sua busca pela felicidade. Ao contrário dos crimes, eles não implicam nenhuma malícia em relação aos outros e nenhuma interferência em suas pessoas ou propriedades. Nos vícios, a própria essência do crime — isto é, o desejo de prejudicar a pessoa ou a propriedade de outrem — inexiste. É uma máxima da lei a de que não é possível haver crime sem intento criminoso; isto é, sem o intento de invadir a pessoa ou a propriedade de outrem. Porém, ninguém jamais pratica um vício com tal intento criminoso. Pratica-se um vício visando-se a própria felicidade tão-somente, e não por qualquer malícia em relação aos outros. A não ser que essa clara distinção entre vícios e crimes seja feita e reconhecida pelas leis, não é possível que existam na terra quaisquer direitos, liberdades ou propriedades individuais; quaisquer direitos de um homem de controlar sua pessoa e propriedade, e o correspondente e igual direito de outro homem de controlar sua pessoa e propriedade. Quando um governo declara que um vício é um crime, e o pune como tal, há uma tentativa de falsear a própria natureza das coisas. É tão absurdo quanto seria uma declaração de que uma verdade é uma mentira ou de que uma mentira é uma verdade." - Lysander Spooner.

5 comments:

Raphael Moras de Vasconcellos said...

A gente não pode internar por uns dias aquela tia maluca que tentou se matar?

sol-moras-segabinaze said...

Como é que se evita que alguém tente se matar? Amarrando a figura numa cama?

Anonymous said...

Não vai adiantar, Raphael, ela tenta de novo. É a sina das tias malucas. Ei, isso dava nome de filme!

Anonymous said...

Acontece algo estranho, e isso deve-se talvez ao fato de eu ter uma deformação profissional, vinda do fato de ser redator há mais de 75 anos. O algo estranho é que todo texto parece ter sido escrito pela mesma pessoa. Lysander Spooner, Mencken, Harry Hazlitt. Não sei se os textos foram traduzidos pela mesma pessoa, o que lhes dá uma fluência muito especial, ou por qualquer outro motivo que não me ocorre agora. Teria uma explicação? abs fred.

sol-moras-segabinaze said...

Bem observado. Talvez por quererem dizer a mesma coisa e, no caso dos textos de Rothbard e Spooner, terem sido realmente traduzidos por uma mesma pessoa, o cara o Libertyzine, no link ao lado.

Foi mal não ter dado o crédito, Erick.