Monday, August 10, 2009

"Educação" não é panacéia

Podem jogar tomates, não me importo, mas de qual "educação" as pessoas tanto falam? Daquela oferecida pelo governo? Daquela via crucis que dura uns 20 anos e começa no CA e termina com um papel habilitando o sujeito a fazer parte de uma guilda? Daquela com um currículo imposto a todos por um comitê central? Daquela com um mercado de trabalho engessado por vários direitos (privilégios) e restrições determinados pela lei? Cuba - sim, serve como exemplo - e os seus defensores (muitos ainda) enaltecem a educação (doutrinação) da ilha-presídio, mas os empregos mais cobiçados ali são os do turismo, que recebem em dólar. Um carregador de malas ganha num dia o que um médico ganha num mês. Mas entre receber essa informação e relacionar corretamente causa e efeito, vai uma distância, muitas vezes nublada no Brasil pela própria "educação cidadã" oferecida pelo MEC. Se o governo tem o poder de determinar o que vai ser ensinado, qual vai ser o interesse dele em formar pessoas que o questionem? Quer dizer, os doutrinadores até estimulam o questionamento, o "senso crítico", mas este se concentra nos bodes expiatórios de sempre: EUA, empresários, capitalismo e o individualismo. Quando chega na hora de questionar os incentivos que o próprio estado fornece, o "senso crítico" dessas pessoas tira férias ou entra em greve.

5 comments:

Anonymous said...

No Brasil não há senso crítico. Há instinto. Se a pessoa chega até uma distância Xis de você, você reage. Se não chegar, pode cometer a maior atrocidade que não altera em nada a sua vida. Não sendo com você, tudo bem. Instinto. Nada se compara à liberdade. Ter tudo aquilo que idealmente se diz existir em Cuba e nunca, jamais, em tempo algum, ter autorização pra sair da ilha, isso é a maior
prova de falta de educação existente.

Anonymous said...

O nobre colega está manipulando as palavras. Concordo com instinto, mas as pessoas querem sair da ilha ou ter boa educação, boa saúde, etc? Ninguém quer sair de lá, só a turma de classe média. Povão mesmo, está feliz. Pelo menos é isso que os mestres Chico Buarque, Hugo Chavez e Zé Dirceu vivem falando, basta ler jornais. E são todos probos.

sol-moras-segabinaze said...

Quem somos nós pra discordar de Chico Buarque, não é verdade?

Anonymous said...

Querido Chico Chavez Dirceu, você começa falando uma coisa, passa pra outra, antes de encerrar o parágrafo tá em outro assunto. Parece político mudando de partido!
O instinto é sério. O cara funciona no limitezinho do perigo pessoal, não do período social. E ainda tem uns malucos por aí defendendo Cuba. Tenho um primo que foi lá 3 vezes, pra ver bonitinho como era. Não é.

Anonymous said...

Chico é o cara. Quando se mete a falar de política não é o cara. A gente tem que separar. Agora, Dirceu e tutti quanti NÃO são os caras, nunca. Abraços, Abigail
(estou lá no outro post)