Thursday, August 06, 2009

O Deus laico 2

O estado, naturalmente. [que sujeitinho arrogante!] Como percebem que pedir vantagens pessoais "pro cara lá de cima" não traz, muitas vezes, o resultado esperado, as pessoas se reúnem pra pressionar quem tem o monopólio do uso da força aqui embaixo, o estado. [é mesmo? e a quem você pressiona?] Li agora no "O Globo" sobre um sindicato que recruta pessoas por 40 reais pra engrossarem manifestações "pro cara lá de Brasília". [mais um que acha que pobre tem mais é que se fuder] Não importa a causa, o lance é fazer barulho pra conseguir alguma vantagem pessoal, obviamente camuflada sob o manto infalível do "bem comum". [vai pra uma ilha deserta, vai...] Como o estado não está separado da economia, muito longe disso aliás, os lobbies se transformam na forma mais lucrativa de "concorrência". [qual a tua sugestão? deixar tudo nas mãos das corporações?] Se o Deus laico tem o poder de dar subsídios, criar protecionismos e reservas de mercado, por que não se beneficiar desse poder? [isso, vai arrumar voto e depois a gente conversa] Claro que isso se dá às custas de todos os outros que não têm as conexões políticas certas, mas quem disse que a lei era igual pra todos? [pra quê lei igual? pra beneficiar quem já tá bem de vida?] Só o estado, ao contrário do que a propaganda estatista diz, é capaz de assegurar monopólios. [pára de ler ideologia e vai pra rua!] Agora mesmo tá pra cair o monopólio da distribuição de cartas e o Ministro Hélio Costa, pra preservar a sua reserva de mercado, cai numa falácia comum: "Vão se perder muitos empregos!" [é alguma mentira?] É o que, diria Bastiat, se vê. [pronto, lá vem uma citação de merda...] O que não se vê são os empregos que deixam de ser criados por causa desse monopólio, é o dinheiro que as pessoas economizariam caso houvesse competição no setor. [o monopólio estatal é um direito democrático, ora bolas!] É a crença de que o estado e os políticos sejam a solução que possibilita a corrupção, os privilégios, os Lulas e os Sarneys da vida. [vai ter que aturar, meu camarada] Do jeito que está configurado, o estado não é a solução, é o problema. [o que o bestalhão tá propondo? anarquia?]

9 comments:

Anonymous said...

Trata-se de um abelhal, com aquela multidão de abelhinhas fazendo suas tarefinhas há milhões de ano. Pequenos pedaçõs de açucares in natura que vão para o buraco, sem duplo sentido, e que lá servem para alimentar novas abelhinhas que são a nova geração das abelhinhas. E no meio deste trabalho organizado, com fim definido, e sem subterfúgios, há um estado enorme chamado Rainha-Mãe, que fica lá engordando e botando ovinhos de milhões de novas abelhinhas. Até aí, tudo bem, é assim que funciona. Mas aí alguém teve a idéia de fazer uma colônia paralela, com o trabalho naturalmente das abelhinhas, desviando o néctarzinho para suas celulinhas de engordar abelhinhas.
Todas com estrelinhas. E gostaram. E fizeram tanto isso que um dia descobriram que a colméia inteira trabalhava para alimentar a colônia paralela, cada vez mais gorda e feliz, enquanto as abelhinhas sofriam. Essa é uma história muito longa que passa por colméias do nordeste, sobretudo nordeste, acima de tudo nordeste,
e sua multidão de boquinhas vorazes e parentes preguiçosos e filhas com vontade de crescer na vida. Vida de abelha é um verdadeiro marimbondo de fogo! Abraços, Alfredo de Risolis.

sol-moras-segabinaze said...

hehehe

Valeu pelas reflexões, Seu Risolis.

Anonymous said...

Não concordo com o Risolis não. Pô, que sobrenome, com todo o respeito. As coisas não são simples assim não, como nas metáforas postadas. Tem muita coisa no meio do caminho. Sidney

sol-moras-segabinaze said...

Fale aí do meio do caminho, Sidney.

Numa boa, sem patrulha.

sol-moras-segabinaze said...

Aliás, se você ainda estiver aí, hoje é o meu aniversário e, se estiver na pilha, apareça lá na mureta da Urca.

Abraço

Anonymous said...

Olá, Sidney, bem que você poderia colocar seu sobrenome pra eu dar uma sacaneada também. Meio do caminho que eu conheço é o poema do Drummond. Que quer dizer onda alta em gaélico, uma coisa assim.
Não vale dizer que não concorda mas não contra-argumentar.Às armas, Sid. Alfredo de Risolis.

Anonymous said...

Sol, quem gosta de ficar na mureta é o Sidney! Tô zoando. É que não vi seu post ontem, parabéns.Alfredo

sol-moras-segabinaze said...

hehehe

Valeu, Alfredo.

Anonymous said...

Alfredo, meu sobrenome é Andrade, infelizmente não dá pra vc zoar.
Quanto ao posto, o que eu acho é que vc simplificou demais as coisas. Claro, é um post, não uma exegese em profundidade, mesmo assim pra quem ler, seus argumentos podem ser facilmente absorvidos porque são claros, mas não porque são corretos. É um desvio de rumo. Quando eu disse que tinha muita coisa no meio do caminho foi querendo significar que as coisas não são assim na vida real, só com essa única variável. Tem prressões políticas, pressões da mídia, pressões da opinião pública, pressões econômicas e socias, ou seja, um monte de fatores que manobram os fatos para um lado e para o outro.
Por exemplo. Há 15 anos o Lula estaria defendendo o Sarney desesperadamente como hoje, ou estaria tentando desesperadamente detonar El Bigodón? Pressões políticas. É isso que eu quis dizer. Abraços, Sidney