Friday, August 14, 2009

Panfleto Libertário 5

"A economia é mais assediada por falácias que qualquer outro estudo conhecido pelo homem. Tal fato não é acidental. As dificuldades inerentes ao assunto seriam, em todo o caso, bastante grandes; são, entretanto, mil vezes multiplicadas por um fator insignificante na física, matemática ou medicina: alegações especiais de interesse egoístico. Conquanto qualquer grupo tenha interesses econômicos idênticos aos de todos os demais, cada um tem também, conforme veremos, interesses opostos aos de todos os outros grupos. Enquanto certa política governamental procuraria beneficiar todo mundo a longo prazo, outra política beneficiaria apenas um grupo, à custa dos demais. O grupo que se beneficiasse com esta política, tendo nela interesse direto, achá-la-ia plausível e pertinente. Contrataria os melhores cérebros que pudesse conseguir, para dedicarem todo o tempo na defesa de seu ponto de vista. E acabaria convencendo o público de que o caso é justo ou o confundiria de tal modo que se tornaria quase impossível formar, sobre ele, um juízo claro. Além desses infindáveis argumentos relacionados ao interesse próprio, há um segundo fator principal que todos os dias semeia novas falácias. É a persistente tendência de os homens verem somente os efeitos imediatos de determinada política ou seus efeitos apenas num grupo especial, deixando de averiguar quais os efeitos dessa política a longo prazo, não só sobre esse determinado grupo, como sobre todos os demais. É a falácia de menosprezar consequências secundárias. Nisso talvez esteja toda a diferença entre a boa e a má economia. O mau economista vê somente o que está diante de seus olhos; o bom economista olha também ao seu redor. O mau percebe somente as conseqüências diretas do programa proposto; o bom olha, também, as conseqüências indiretas e mais distantes. O mau economista vê somente quais foram ou quais serão os efeitos de determinada política sobre determinado grupo; o bom investiga, além disso, quais os efeitos dessa política sobre todos os grupos." - Harry Hazlitt

6 comments:

Anonymous said...

Harry, querido, tanto faz que o morro do Alemão esteja com o Zézinho Couve ou com o Julinho Baioneta. É tudo traficante. Governo(s) é assim. Aí o Pirilo Caolho detona o Julinho Baioneta e se associa com o Zezinho Couve e os dois invadem o Juramento. Governo é exatinhamente a mesma coisa. Um grupo pega a fruta-país, descasca e chupa, vem outro grupo e toma das mãos do primeiro grupo e assim passam os séculos. O povo camelando. A opção do povo é camelar. Alguém acha que se não fosse o panfletismo o povo iria cortar cabeça em 1789 na França?
Nunca de núncares. Enfim, cansei.
Abigail.

sol-moras-segabinaze said...

Liagiba, não desista da luta, querida.

Anonymous said...

Ah, tudo isso me cansa por demais, Sol. Vejo as coisas se repetindo há décadas - maneira de dizer, queridos - e tudo é sempre igual, sempre os mesmos, ou filhos dos mesmos, ou amigos dos mesmos, ou inimigos dos mesmos desde os tempos de Tomé de Souza, Martim Afonso de Souza. Aliás, M.A.S.que, pode-se dizer, fundou São Paulo, Santos e São vicente, no seu texto para a Rainha sobre seus atos pró-Portugal, não dedicou uma linha ao Brasil. Nem uma única linha. E tinha grande cópia de terras. E foi o primeiro a deixar os navios surtos em Santos, o primeiro a subir o interior, etc. Ingrato! Abigail.

sol-moras-segabinaze said...

Obrigado por compartilhar essas pílulas de sabedoria, dona Abigail.

Meus respeitos.

Anonymous said...

Martim Afonso de Souza não foi o primeiro a subir pros campos de piratininga não, Abigail. Você está esquecendo de João Ramalho, Antonio Rodrigues e outros. Carlos

Anonymous said...

É verdade. O que eu quis dizer é que Martim Afonso de Souza (não, não conheci Martim Afonso de Souza, sou um pouco mais nova...)
foi o primeiro portugues oficial, ou o primeiro portugues que oficialmente subiu o paredão da serra do mar para conhecer o local, os portugueses espalhados aqui e ali pelos campos, e criar um núcleo não disperso de moradias,coisa que acabou acontecendo de fato, com a vila de Santo André, que depois mudou-se de armas e bagagens pra vila de São Paulo, levando inclusive o Pelourinho, etc. Ramalho, Rodrigues
e o resto da tropa eram todos degredados, ou náufragos, que deram com os costados por lá, se amasiaram com índias, fizeram tratos com índios, comércio com europeus. |Portugues a subir oficialmente os campos, o primeiro foi Martim Afonso. Abigail