Tuesday, August 18, 2009

Deus, Moisés, os magos e as rãs

E continua a saga de Moisés e Aarão tentando usar da diplomacia divina pra livrar os hebreus das garras da escravidão egípcia. O Senhor ficava botando pilha: "Diga ao faraó que eu farei isso e aquilo se ele não libertar o povo escolhido." Só que o faraó tinha uma carta na manga: os seus próprios sábios e feiticeiros. Então quando Moisés jogava uma vara no chão e ela virava uma serpente, os feiticeiros do governo faziam o mesmo, como numa batalha mágica. O Senhor, ciente das dificuldades de convencer o duro coração do faraó, lançou mão de um milagre que imaginou ser o suficiente pra impressioná-lo: transformar as águas do Nilo em sangue. "Os peixes que estão no rio morrerão, e o rio ficará tão poluído que os egípcios sentirão nojo de beber a água do rio". Pô, fala sério, ninguém barra essa. Mas os magos conseguiram fazer o mesmo, de modo que tudo ficou na mesma. A se destacar a paciência do faraó em ouvir as alegações de Moisés e de seu irmão, numa época em que a matança corria desenfreada. Como a praga do rio de sangue não funcionou, o Senhor anunciou a praga das rãs. Os magos do governo, mais uma vez, conseguiram replicar o milagre. Ou seja, depois de coagularem de vez a água do Nilo, duplicaram o número de rãs, para a felicidade geral da nação. Deus, conselho de amigo: use logo os seus super-poderes e destitua os tais magos de seus super-poderes, porque a sua credibilidade como the ultimate magician vem sofrendo nos últimos capítulos da Bíblia um tremendo baque.

2 comments:

Raphael Moras de Vasconcellos said...

Não seria mais inteligente os magos do faraó combaterem as magias de Iavé, ao invés de reforçá-las?

sol-moras-segabinaze said...

Pois é.