Tuesday, August 18, 2009

A Basement e a segmentação

Tinha uma buati no Rio chamada Basement. Era meio herdeira da Kitchnet e ficava na Galeria Alaska em Copacabana, perto da DP e logo em frente ao Teatro dos Leopardos. Teve uma época em que eu ia lá sexta, sábado e domingo viver a social do mundo do rock. Rock num sentido amplo, já que ia o pessoal que gostava de rap, heavy metal, rockabilly, hardcore, punk, indie, gótico, industrial, etc. Enfim, você conseguia identificar cada, ahn, tribo e elas, ao mesmo tempo, pareciam conviver muito bem. Pelo menos era o que imaginava a minha cabeça de roqueiro juvenil criado a leite com pêra. Mas por que eles se concentravam ali? Porque não haviam muitas opções de socialização rock. Com o tempo, as buatis e festas foram cada vez mais segmetando, com uma festa predominantemente de rap, de heavy metal, de rock, de emo (esse "movimento" ainda tava sendo gestado) e etc. E a tendência é que as coisas se pulverizem cada vez mais no mundo mais alternativo ao mesmo tempo em que artistas de escala como Ivete Sangallo lotam cada vez mais os seus shows. Mas qual era mesmo o meu ponto? Ah sim, falar do início da minha carreira no rock e acrescentar um verniz filosófico que, na realidade, não passa de uma meia-verdade. Mission accomplished.

13 comments:

rodrigo.feijao said...

cadê a buati de shoegazer?!?!?!

sol-moras-segabinaze said...

Matriz segunda. Paradiso rola também. Quando o Lariú dá som.

Bianchini said...

Estive na Basement no início de 1995, levado pelo Colares, junto com o Diógenes. Tocar Jesus na pistinha era um mundo novo que se abria pros dois ingênuos catarinas.

Anonymous said...

Cadê o Crepúsculo de Cubatão? fred

sol-moras-segabinaze said...

Eu ainda não saía nessa época... Mas ouvi muitas histórias a respeito.

Anonymous said...

Por falar em Galeria Alasca, tinha
o Sotão, reduto gay, ótimo pra pegar mulher!

Anonymous said...

Um amigo meu um dia foi no Crepúsculo, voltou pra casa, colocou o carro na garagem, e nunca mais conseguiu tirar o carro da vaga: ficou imprensado entre duas colunas. Precisaram desmontar os dois parachoques pro carro sair.
Eu não sabia o que era pior, o Crepúsculo ou o Chevette que ele tinha. De qualquer forma, o Chevette também estava no crepúsculo. Thiago

Anonymous said...

Hã, hã...

sol-moras-segabinaze said...

Esse eu não conheci.

Anonymous said...

Tinha o Gayvota também, na Barra, reduto gay de mulheres.

Anonymous said...

Peguei muita mulher lá. Mulher mesmo, não dessas que o Fenômeno pega.

Anonymous said...

Pode liberar a informação, Sol, estamos entre amigos.

sol-moras-segabinaze said...

hehehe