Thursday, July 31, 2008

George Orwell

"The enemies of intellectual liberty always try to present their case as a plea for discipline vs individualism. The issue truth vs untruth is as far as possible kept in the background. Although the point of emphasis may vary, the writer who refuses to sell his opinions is always branded as a mere egoist. He is accused, that is, either of wanting to shut himself up in an ivory tower, or of making an exhibitionist display of his own personality, or of resisting the inevitable current of history in an attempt to cling to unjustified privileges." Orwell sempre foi de esquerda [verdade], defensor do que chamava de "socialismo democrático" [mentira], e sendo eu um cara legal [verdade] e humilde [mentira], diria que não há como saber o que ele defenderia caso estivesse vivo hoje [verdade]. O controle, dizem, pode vir tanto do estado [verdade] como do mercado [mentira]. Não há maniqueísmo aqui [mentira], tudo pode ser relativizado [verdade], o que não significa o mesmo que achar que "tanto faz" [mentira] fazer o bem ou o mal [verdade]. A virtude está no homem [verdade], e não acima dele [mentira]. "Autobiography is only to be trusted when it reveals something disgraceful. A man who gives a good account of himself is probably lying, since any life when viewed from the inside is simply a series of defeats."

A vida dos outros

Recomendo fortemente este filme alemão, que mostra a loucura da Stasi e do comunismo, algo que não só empobrece as pessoas, como tira delas a liberdade e a noção do certo e errado. Trecho do 1984 do George Orwell, tirado do Ação Humana (http://acao-humana.blogspot.com/): "Todas as crenças, hábitos, gostos, emoções e atitudes mentais que caracterizam a nossa época são realmente destinados a sustentar a mística do Partido e impedir que se perceba a verdadeira natureza da sociedade atual. A rebelião física não é possível no momento, nem qualquer preliminar de rebelião. Dos proletários nada há a temer. Entregues a si mesmos, continuarão, de geração em geração e de século a século, trabalhando, procriando e morrendo, não apenas sem qualquer impulso de rebeldia, como sem capacidade de descobrir que o mundo poderia ser diferente do que é. Num membro do Partido, por outro lado, não se pode tolerar nem o menor desvio de opinião a respeito do assunto menos importante. O membro do Partido vive, do berço à cova, sob os olhos da Polícia do Pensamento. Mesmo quando está sozinho jamais pode ter certeza do seu isolamento. Onde quer que esteja, dormindo ou acordado, trabalhando ou descansando, no banho ou na cama, pode ser examinado sem aviso e sem saber que o examinam. Nada do que ele faz é indiferente. Suas amizades, seus divertimentos, sua conduta em relação a esposa e aos filhos, a expressão de seu rosto quando está só, as palavras que murmura no sono, e até os movimentos característicos do seu corpo, é tudo ciosamente analisado. É certo que descobrem não apenas as mais minúsculas infrações, como qualquer excentricidade, por pequena que seja, qualquer modificação de hábitos, qualquer maneirismo nervoso que possa ser o sintoma duma luta íntima. Não tem liberdade de escolha em direção alguma."

Wednesday, July 30, 2008

28

O Supla na verdade quis dizer que o computador do Rock Gol assina os documentos do goleiro de rabo de cavalo, que enxuga o suor e devolve os meses anteriores. Que bom. Não precisa pagar esse mês e o de julho. Engraçado e ligo pra saber o que tá rolando.

Thursday, July 24, 2008

27

Quanta bobagem já escrevi. Coisas que diziam mais de mim do que sobre o meu alvo. Agora tento discutir idéias, e não pessoas. A não ser a minha própria pessoa, que tem como se defender de mim mesmo. Será?

Wednesday, July 23, 2008

Em busca de sentido

Depois da dica do Rodrigo Constantino (http://www.rodrigoconstantino.blogspot.com/), me deparei com o vienense existencialista Viktor Frankl, sobrevivente dos campos de concentração nazistas que fundou a Logoterapia e escreveu "Em busca de sentido": (http://gropius.org/ebooks/frankl.pdf). "Não procurem o sucesso. Quanto mais o procurarem e o transformarem num alvo, mais vocês vão sofrer. Porque o sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de um dedicação pessoal a uma causa maior que a pessoa, ou como subproduto da rendição pessoal a outro ser. A felicidade deve acontecer naturalmente, e o mesmo ocorre com o sucesso; vocês precisam deixá-lo acontecer não se preocupando com ele. Quero que vocês escutem o que sua consciência diz que devem fazer e coloquem-no em prática da melhor maneira possível. E então vocês verão que a longo prazo - estou dizendo: a longo prazo! - o sucesso vai persegui-los, precisamente porque vocês esqueceram de pensar nele."

Tuesday, July 22, 2008

Informalidade

Qual o resultado dessas regrinhas? Um mercado informal gigantesco. A informalidade é o ar que o mercado respira pra se livrar do sufocamento provocado pelo estado. Um legalista imagina que seguir a lei, não importa quão maluca ela seja, é uma obrigação. Não é. Ou o lugar de quem sonega e vive na informalidade é na cadeia? Alguns diriam que sim, imaginando que o sonegador em questão seja a dona da Daslu, e não um camelô. O juízo, no caso, é seletivo. Sonegou e usa tailleur, lei absolutizada. Sonegou e usa chinelo, lei relativizada. Ou vice-versa. Se todos os informais do Brasil fossem presos, o estado teria de construir milhares de presídios pra enjaular esse mundo de gente. Com tantas regrinhas restritivas, tá pra nascer alguém que esteja estritamente de acordo com a lei neste país.

Vigilância Sanitária

Forçação de barra é imaginar que os clientes de um determinado restaurante nem ligam pra higiene do mesmo. Olhe pra dentro de si e constate que se você tem uma experiência anti-higiênica num estabelecimento, você deixa de freqüentá-lo. Órgãos como a Vigilância Sanitária têm muito poder baseados em regras muitas vezes inviáveis (lembrem-se dos custos), tornando os empreendedores reféns dos seus humores e conveniências. O Brasil tem regras demais, fiscais demais e, não por acaso, corrupção demais. Melhor seria ter órgãos privados, competindo entre si, conferindo um selo de qualidade e higiene aos estabelecimentos que requisitassem os seus serviços.

Friday, July 18, 2008

Direita X Esquerda

No imaginário coletivo brasileiro, um "direitista" seria alguém bem conservador nos costumes, a serviço de algum malvado empresário obeso de fraque e cartola pronto pra explorar os pobres trabalhadores. Um "esquerdista", por sua vez, seria um valoroso combatente a favor da massa explorada; alguém que, no instante em que se declara de esquerda, passa a fazer parte do grupo das pessoas de bem. A realidade é mais complexa que isso, claro.

Política e ideologia

A maioria absoluta dos políticos não tem compromisso ideológico algum. Você pode dizer algo do tipo dos setores mais radicais do PT e de partidos como o PSOL, PSTU, PC do B ou PCO. Esses têm ideologia sim, e das mais nefastas. A realpolitik é dominada por políticos que representam setores específicos da sociedade e que recebem dinheiro pra fazer pressão e lobby em Brasília em favor daqueles que os ajudaram a se eleger. A solução: diminuir o poder do estado, diminuindo conseqüentemente o poder dos políticos.

Radiohead - House of Cards

A cultura nacional

Esse assunto é importante porque a patrulha nacionalista (ou nazionalista) ainda é muito grande. Arte não tem nacionalidade e cultura não é algo estático. Em pleno século 21, não é possível que as pessoas ainda pensem que a arte feita no Brasil deva se ater exclusivamente à herança ibérica, africana ou indígena. Somos todos cidadãos do mundo, o território brasileiro é uma linha imaginária criada por outros homens sem o direito de limitar as manifestações espontâneas de um povo.

Mais Mencken

"Nós devemos ao capitalismo quase todas as coisas que possuímos sob o nome de civilização atualmente. O progresso extraordinário do mundo desde a Idade Média não foi causado pelo mero gasto de energia humana, nem mesmo pelos vôos de nossa imaginação, já que os homens trabalharam desde os tempos mais remotos e alguns deles tinham um intelecto inigualável. Não, esse progresso foi causado pela acumulação de capital. Essa acumulação permitiu que o trabalho fosse organizado economicamente e em grande escala – aumentando, assim, enormemente a sua produtividade. Ela forneceu a maquinaria que diminuiu gradualmente a labuta humana e que libertou o espírito do trabalhador, que anteriormente era indistinguível de uma mula. E, principalmente, possibilitou uma preparação mais longa e melhor para o trabalho. Assim, toda arte e artesanato expandiram o seu escopo e alcance, e uma grande quantidade de artes novas e altamente complexas apareceram. Acredito que a liberdade é a única coisa genuinamente valiosa que os homens inventaram. Acredito que é melhor ser livre do que não ser livre, mesmo sendo a primeira opção perigosa e a segunda segura. Acredito que as melhores qualidades do homem apenas podem florescer ao ar livre – que o progresso obtido sob a sombra do bastão dos policiais é um progresso falso, e não tem nenhum valor permanente. Acredito que qualquer homem que coloque a liberdade de outro sob sua guarda irá, certamente, se tornar um tirano, e que qualquer homem que abra mão de sua liberdade, mesmo que seja apenas um pouco dela, se tornará, certamente, um escravo. Em qualquer disputa entre um cidadão e o governo, é meu instinto ficar ao lado do cidadão. Sou contrário a qualquer esforço para tornar os homens virtuosos através da lei." http://www.ordemlivre.org/node/286

O cinema no Brasil

Mais um cineasta escreve no GLOBO dando a sua opinião sobre a situação do cinema no Brasil. O diretor diz que o seu filme foi feito com dinheiro público, mas que ele, mesmo assim, se sente "angustiado" ao perceber que o tal vai passar em poucas salas, enquanto o do Batman vai ser exibido em algumas centenas. Ato contínuo, reivindica "uma política para o mercado de cinema no Brasil". Na prática, que o governo crie uma lei que obrigue os exibidores a passarem os filmes brasileiros e limitarem os estrangeiros. Ou seja, uma cota. Esse é o argumento usado não só pelo cinema, como por todas as atividades econômicas que pedem medidas protecionistas pra "fortalecer a indústria nacional". A figura esquecida nessa equação são os consumidores, que têm de pagar mais e são limitados em suas escolhas. O preço do ingresso também entra no rol das reclamações, mas as coisas que o encarecem, como a meia-entrada e os impostos, não são questionadas. Pra finalizar, o texto tem aquele tom conspiratório de quem sugere que os filmes americanos são enfiados goela abaixo das pessoas. É justamente o contrário: as pessoas querem ver os filmes americanos, os cineastas brasileiros que querem enfiar os seus filmes goela abaixo através da lei. Não coloco em dúvida a boa-fé ou a paixão que o tal diretor tem pelos seus projetos, coloco em xeque os incentivos criados por pressões políticas que beneficiam uns (cineastas, industriais, etc) em detrimento de outros (consumidores). A única política que o mercado de cinema necessita é ser deixado livre, sem distorções causadas pelo estado na sua ânsia em agradar A ou B.

Thursday, July 17, 2008

Estatística

Se os suspeitos são os oprimidos oficiais do politicamente correto, as estatísticas não valem nada: "PRECONCEITO!".

Se os suspeitos são os vilões oficiais do politicamente correto, as estatísticas tão aí pra isso mesmo: "CADEIA!".

Wednesday, July 16, 2008

26

A gente é contra o sistema, mas o sistema não tá nem aí pra nóis.

Como se ele devesse alguma coisa pra nóis...
Caga solenemente na nossa cabeça com juros e correção monetária, uai.







Mantra liberal

Então eu e mais alguns ficamos nadando contra a corrente [ó, que romântico...] questionando o estado e defendendo o famigerado liberalismo. Certamente não é em busca de popularidade. Essa, digamos, cruzada, nasce mais de uma reflexão do que de um desejo de ser "do contra", de um niilismo que nega tudo mas não propõe nada. A questão é clara: qual é a função do estado que, afinal de contas, é o ente em comum a todos os que nascem num determinado território? Se, num extremo, alguém advoga o fim do estado, num outro, alguém defende o estado total. Excluindo tais radicalismos, o que se nota olhando índices que medem a qualidade de vida como o IDH e a liberdade econômica como o Heritage? Uma correlação óbvia entre ambos. De fato, os países com menos burocracia e entraves à livre iniciativa são também os com maior qualidade de vida. Caso este argumento utilitário não seja o suficiente, restaria ainda o reconhecimento da liberdade individual como um valor primordial, algo que exemplificado numa mesa de bar teria a concordância da maioria, mas que na prática política não encontra eco.

Tuesday, July 15, 2008

Estatolatria

Tantas regrinhas "pro nosso próprio bem" acabam tornando as pessoas reféns dos humores e conveniências dos agentes públicos. A tutela do estado sobre os indivíduos não só os infantilizam como, num extremo, os escravizam ao tal "contrato social", documento que, por sinal, ainda não me foi apresentado pra que eu o assine e dê uma procuração aos legisladores pra que eles decidam o que eu posso ou não fazer, o que eu posso ou não consumir. Mas como observou H. L. Mencken: "a maioria não quer liberdade, prefere segurança". No caso brasileiro, uma segurança questionável, já que as pessoas acabam tendo de pagar por fora pros serviços de vigilância particular suprirem aquilo que o estado, tão ocupado em monopolizar a distribuição de cartas e a prospecção de petróleo, não dá conta. Um sintoma clássico da estatolatria em estágio avançado que acomete o Brasil.

Friday, July 11, 2008

Propaganda

Quando não entendemos os reais motivos de um problema, uma medida drástica pode soar como um alento. Eu mesmo, quando adolescente, dei o benefício da dúvida ao Collor quando ele confiscou o dinheiro das pessoas. Como não compreendia as razões da inflação, aquela insanidade parecia ter mesmo algum sentido, afinal de contas, os preços depois da arbitrariedade deram uma estabilizada. Os fins justificam os meios quando não há princípios claros. Essa incompreensão não é exceção, é quase regra. Por ignorarem a natureza do processo econômico, as pessoas se tornam reféns da demagogia dos políticos, que manipulam as suas emoções e ressentimentos pra concentrar ainda mais poder. O populismo é justamente isso. Como relações de causa e efeito ficam obscurecidas pela propaganda de desinformação que dá sustentação ao status quo (grande parte da mídia depende do governo pra sobreviver), o terreno fica livre pros grupos que se alternam no poder. Muda-se eventualmente o indivíduo no comando, mas os mecanismos de controle da sociedade não diminuem, ao contrário, vêm até aumentando, com a aprovação aparentemente satisfeita dos governados.

Thursday, July 10, 2008

O aquecimento global 2

Dizem que o aquecimento causado pelo homem é um consenso entre os cientistas. Não é. (http://www.youtube.com/watch?v=xzSzItt6h-s) Scottmatthews (3 hours ago) Show Hide
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Marked as spam Reply Spam The Goverments of the world are always thinking up new ways of taxing us more and controling our actions etc. Global warming is a fairytale that too many nieve people believe and never question. The climate has always changed (Dinosaurs, the ice age, etc)and will always continue to do so! Existem cientistas de vários tipos e pode-se manipular estatísticas ao gosto do freguês. Não se sabe ao certo nem as temperaturas do passado, quanto mais as do futuro. Subestima-se a capacidade humana de encontrar soluções e novas tecnologias pra resolver os problemas. É um processo constante de descoberta que não cabe em planejamentos de um comitê central. É da Terra que tiramos o nosso sustento. Ela vai continuar na área por um bom tempo, nós é que temos de fazer as escolhas certas pra permanecer por aí.

Wednesday, July 09, 2008

25

O debate de idéias faz diferença.
As pessoas são capazes de entender o que funciona e o que não funciona.
O mundo melhora e o bem triunfa.
Just can't get over myself.
Hic.




24

Ninguém liga pro que você pensa.
Sexo vende.
Você acha que esses seus textinhos vão fazer alguma diferença?
Get over yourself.
Zzzzzz.

O aquecimento global

Depois que o comunismo bateu as botas (é o que os mais otimistas dizem), a nova ameaça à liberdade é o apocalíptico "aquecimento global", que assegura que se não forem tomadas drásticas medidas emergenciais, a Terra vai simplesmente derreter por causa da "ganância do homem em consumir e consumir". O homem, esse detalhe. O politicamente correto considera que uma variação de alguns décimos na temperatura no último século é o suficiente pra se condenar o modo de produção vigente desde a revolução industrial [imagens de fumaça saindo das chaminés das fábricas]. Ao contrário do que previa o pessimismo malthusiano, o processo batizado por Marx como "capitalismo" não só aumentou a população como também a expectativa de vida. Qualquer semelhança com o discurso socialista não é coincidência. A solução dos Nostradamus: mais concentração de poder em órgãos como a ONU. Querem mais é poder sobre os outros. George Carlin sobre os bem intencionados iluminados: (http://www.youtube.com/watch?v=ljNDbKpusT0)

Friday, July 04, 2008

Felicidade e liberdade

Reforçando o que escrevi ontem, O Globo de hoje traz uma notícia sobre os países mais felizes do mundo. A Dinamarca vem em 1° lugar, com a Costa Rica (um território associado aos EUA) em 2°. O Brasil está em 30° lugar e os EUA em 16°. O cientista político que coordenou o estudo, Ronald Inglehart, diz o seguinte: "Nosso estudo indica que a prosperidade está vinculada à felicidade, mas não é o fator mais importante. Liberdade pessoal é ainda mais importante, e liberdade de várias formas. Liberdade política, como na democracia, e liberdade de escolha." Pois então, aí está materializado em dados o que os liberais sempre sustentaram. A democracia liberal não traz apenas níveis maiores de prosperidade, como dá também as condições necessárias pra que os indivíduos corram atrás de seus objetivos. Ainda de acordo com o estudo, realizado desde 1981, o mundo está ficando mais feliz, especialmente depois da década de 90, justamente o período chamado pelos socialistas de "auge do domínio neoliberal".

Thursday, July 03, 2008

Querer e poder

Todos os estilos de vida são possíveis numa sociedade liberal. Isso não significa o mesmo que uma onipotência, do tipo "querer é poder". Nem sempre se consegue aquilo a que se aspira. Mas o ideal permanece ali, como um norte. O mais trágico de qualquer coletivismo é justamente castrar toda a chance de transcendência, submetendo os indivíduos a um desígnio supostamente superior aos seus próprios sonhos e desejos. Mata-se a livre iniciativa e temos então servos, que abaixam a cabeça em troca de uma falsa sensação de segurança fornecida pelo grupo no poder. Compare, por exemplo, as ruas de Havana neste vídeo da década de 30 (http://www.youtube.com/watch?v=fEMYLkpYxX8) com a situação atual (http://www.youtube.com/watch?v=Ven8_mrtYZY). Resume bem o abismo entre a liberdade e a escravidão, entre o dinamismo e a estagnação. Claro que a liberdade não é garantia de felicidade, a verdadeira liberdade dá margem tanto pro erro quanto pro acerto, mas a mera possibilidade de se fazer o próprio destino já engrandece o espírito e faz toda a diferença.

Wednesday, July 02, 2008

Fernando Pessoa, o "insensível"

Um dos mal entendidos mais comuns em relação ao liberalismo é o de que as pessoas que o defendem "só pensam em dinheiro". É justamente o contrário. A plataforma de um liberal não se baseia no dinheiro, mas na liberdade do indivíduo em fazer as suas próprias escolhas e arcar com as conseqüências de seus atos. Isso significa que alguém que queira focar as suas energias em ficar muito rico, vai ter a liberdade de fazê-lo, assim como alguém que queira viver de outra maneira, também. Todos os estilos de vida são possíveis numa sociedade liberal, desde que se respeite o direito dos demais. Fernando Pessoa definiu assim o liberalismo: Doutrina que mantém que o indivíduo tem o direito de pensar o que quiser, de exprimir o que pensa como quiser, e de pôr em prática o que pensa como quiser, desde que essa expressão ou essa prática não infrinja diretamente a igual liberdade de qualquer outro indivíduo.