Tuesday, June 30, 2009

Psicologia versus Praxeologia

"No meu último artigo, esbocei a abordagem misesiana da praxeologia, ou a ciência da ação humana. Contrariamente à posição positivista da economia convencional - que defende que todas as teorias econômicas devem levar a previsões que podem ser testadas (ou seja, refutáveis) -, Ludwig von Mises acreditava que os teoremas econômicos só poderiam ser válidos se fossem deduzidos do axioma "os humanos agem". Muitos leitores mandaram-me e-mails desafiando essa visão misesiana. Uma grande dúvida era se a psicologia deveria ou não utilizar o método experimental. Afinal, a psicologia também lida com seres humanos, em particular com seu estado mental e seu temperamento. Portanto, a pergunta recorrente foi: os austríacos também acreditam que o método das ciências naturais - em outras palavras, a formulação de uma hipótese que é em seguida sujeita a verificação experimental ou refutação - é tão inapropriado para a psicologia quanto é para a economia? Em resposta, digo que Mises foi bem claro ao traçar a divisória entre psicologia e praxeologia: a psicologia lida com teorias que explicam por que as pessoas escolhem determinados fins ou como as pessoas irão agir em determinadas situações. A praxeologia, por outro lado, lida com as implicações lógicas do fato de que as pessoas têm objetivos (fins) e agem para atingi-los. Por causa dessa diferença, pode ser inteiramente apropriado para os psicólogos testarem experimentalmente suas hipóteses, ao passo que seria um enorme equívoco se os economistas passassem a imitar o método utilizado pela física." Robert Murphy (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=231).

O #forasarney ou um novo iluminismo

Cheguei há pouco no twitter, mas já deu pra perceber que o negócio ali é agitado. Há uma militância doida pra fazer a diferença e a presença de celebridades e semi-celebridades fortalece essa intenção. Então a última é o apelo pelo afastamento do Sarney do Senado. Não tenho nada a favor do Sarney, cujo estado natal é um dos mais pobres do Brasil e cujo partido apóia qualquer um que esteja no poder. Sabe como é, os princípios de fato norteiam as ações dessa gente. Mas, veja bem, tirar o Sarney dali não resolve nada. Entra outro no lugar e a corrupção e o tráfico de influência permanecem inalterados. O PT passou vinte anos denunciando Deus e o mundo pra chegar no poder e cometer exatamente os mesmos deslizes dos governos anteriores. E a causa disso é o enorme poder dado ao governo, que tem ingerência nos mínimos detalhes da vida cotidiana do país. Nada anda no Brasil sem o carimbo de algum político ou burocrata. Isso dá muita margem pro abuso de poder. Não é questão de colocar "a pessoa certa", é questão dos incentivos dados pelo modelo. Os políticos não são diferentes da maioria da população, são mesmo um reflexo. Foram as próprias pessoas que legitimaram esse status quo, reivindicando que o estado assumisse funções que não deveria assumir. Como resolver isso? Separando o estado da economia, como um dia - nos países civilizados - se separou da religião.

O luxo de hoje é a necessidade de amanhã

Na casa mais humilde existe uma televisão, uma geladeira e um fogão. Podem não ser top de linha, mas estão lá, trazendo conforto e diversão. Há algumas décadas, eram privilégios de poucos. Nos EUA, um jovem de 16 anos que não tenha um automóvel se sente marginalizado. Trabalha virando hamburgers no Burger King, mas dirige um carrão. Lembro quando o telefone no Brasil era um luxo declarado no Imposto de Renda. Outro dia vi um mendigo falando no celular. A obesidade é hoje um problema maior que a fome. O uso do computador, que aqui viveu uma ridícula reserva de mercado, hoje está disseminado. Claro, ainda não no nível da TV, mas um dia chega lá. Isso está alterando tudo. Alguns não gostam de mudança, mas ela é inevitável. Reservas de mercado caem de podres, a informação circula sem rédea e não há palavras que consigam descrever o avanço que isso significa pra liberdade. As pessoas vivem uma média de 80 anos e a população cresce. Os que reclamam do mundo contemporâneo não viveram séculos atrás pra saber como era a vida. They take it for granted, usufruem dos avanços mas não sabem bem o que causou toda essa prosperidade relativa. Relativa porque eu posso imaginar um mundo onde todos têm tudo o que querem na hora que desejam. O império da abundância na Terra. O mundo perfeito pra se condenar o presente em nome de um futuro utópico. O homem nunca está satisfeito, realidade tão evidente quanto a morte.

Monday, June 29, 2009

A lógica da vida 5

"A solução para essas mazelas, assim como para inúmeras outras que poderiam ser apontadas, consiste exatamente em não obstruir a liberdade que as pessoas devem ter para, na sua interação com outras pessoas, buscar o que consideram ser um aumento de satisfação – aumento de satisfação esse que só pode ser avaliado pelo próprio indivíduo, uma vez que só ele conhece as suas circunstâncias e o valor que atribui a cada uma delas. E, além disso, fazer valer o princípio da responsabilidade individual para que cada um possa se beneficiar ou sofrer as conseqüências de suas decisões e, dessa forma, modificá-las e aprimorá-las ao longo da vida nesse processo permanente de remoção da ignorância. Para que o princípio da responsabilidade individual seja efetivo cabe ao Estado zelar pelo cumprimento dos contratos, fazendo com que efetivamente as pessoas sofram as conseqüências de seus atos; para isso foi-lhe atribuído o monopólio da coerção, e não para determinar quais devam ser as nossas decisões. A humanidade tem boa consciência das conseqüências de um comportamento que desrespeite as leis naturais; infelizmente, o mesmo não pode ser dito em relação às leis praxeológicas, ou seja, as leis da ação humana. Seria preciso que a humanidade e, sobretudo, as suas elites intelectuais compreendessem que o desrespeito às leis do comportamento humano provoca conseqüências que podem ser desastrosas, e que poderiam ser evitadas. Mas, se não forem capazes de compreendê-lo, não estarão invalidando as leis do comportamento humano. Estarão apenas empobrecendo a sociedade humana ou impedindo que ela enriqueça tanto quanto poderia, diminuindo o grau de satisfação dos indivíduos que a compõem." Donald Stewart Jr..

A lógica da vida 4

"Para que uma troca voluntária se realize é condição necessária que as partes envolvidas obtenham, com a troca, um aumento de satisfação. Se assim não for, a troca simplesmente não se realiza e as coisas continuam inalteradas. Existem, entretanto, circunstâncias em que somos levados a efetuar trocas que acarretam, pelo menos a uma das partes envolvidas, uma diminuição de satisfação; trocas que, não fora a existência das referidas circunstâncias, certamente não seriam realizadas. Ao realizá-las temos consciência de estar trocando 10 por 9 ou pensamos estar assim agindo por estarmos mal informados. O primeiro caso ocorre quando nos vemos diante de uma situação de coerção, hipótese em que ao nosso ganho somos forçados a acrescentar o benefício de não sofrer a violência decorrente da coerção, seja ela legal ou ilegal. No segundo caso embora pensando estar trocando 10 por 9, estamos sendo levados a agir contra o nosso interesse, contra, portanto, o nosso aumento de satisfação, por fraude ou por ignorância. No caso da coerção somos levados a fazer uma troca que nos é insatisfatória, e só aceitamos fazê-la para evitar uma possível represália, em virtude da existência de um poder de coerção. Diante da arma de fogo de um assaltante, que nos obriga a escolher entre “a bolsa ou a vida”, a grande maioria dos indivíduos preferirá entregar a carteira para poder permanecer vivo. Se nos abstrairmos dos aspectos éticos e psicológicos de uma situação como essa, podemos dizer que a troca assim efetuada representou, em termos estritamente econômicos, um jogo de soma zero: o que um tinha na carteira passou a pertencer a outro." Donald Stewart Jr..

Por que a liberdade assusta tanto?

"Funciona assim: o estado determina que você tem de ter um diploma caso queira seguir uma determinada carreira. Você, então, passa a ser obrigado a perseguir um curso superior. Inevitavelmente serão entre 4 e 6 anos de bons momentos, festas, muita farra e muitos pileques. O seu objetivo é apenas ser aprovado nas matérias (em sua maioria, inúteis) e pôr as mãos no sonhado diploma. A esperança é que, dali pra frente, o futuro será promissor, uma vez que sua reserva de mercado estará garantida. E então o futuro chega e, surpresa!, a coisa não é nada auspiciosa. Todas as regulamentações e tributações governamentais criaram um mercado de trabalho rígido. Você, no máximo, encontra um emprego que paga um pouco melhor que um estágio, porém que exige muito mais; e, na maioria das vezes, você descobre que não é bem aquilo que queria. Você se sente enganado. Começa então a gritar por "direitos". Começa a achar que, só porque cursou faculdade e tem um diploma, tem "direito" a emprego e salário bons. Porém, assim como você, há vários outros na mesma situação. E o mercado de trabalho é regulado demais para conseguir absorver toda essa mão-de-obra. Solução: você tenta encontrar maneiras de restringir o acesso da concorrência não diplomada. A maioria desiste e vai tentar concurso público - afinal, o indivíduo reage a incentivos; e os incentivos salariais do setor público são tentadores demais para ser rejeitados." Instituto Mises Brasil (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=319).

Comentários sobre os comentários

"E é por isso que, neste mundo em que vivemos, não existem alcoólatras, nem viciados em drogas, nem apostadores que perdem perdem todo o seu patrimônio em mesas de pôquer ou corrida de cavalos, nem maníacos sexuais, nem pessoas que não conseguem dominar sua compulsão por comida, nem mulheres anoréxicas, nem deprimidos suicidas, nem..." Antônio, limitações e circunstâncias não estão dissociadas da escolha. Mesmo um alcoólatra, antes de pedir a primeira dose, está fazendo uma escolha. Ele pode até ter a consciência de que aquilo não vai lhe fazer bem a longo prazo, mas aquilo, naquele momento, vai aumentar a sua satisfação. "O fato é que essa não é a lógica da vida, e sim a lógica dos organismos. A vida se processa no tempo, e no acaso que ele acarreta. O organismo quer eternidade para si, o tempo quer mudança. Mudança que faça o organismo não mais se reconhecer como o mesmo, é encarada por ele como morte. Portanto, a vida obedece, sim, a lógica da morte. E vice-versa." Não entendi bem, Lois. De qualquer maneira, pensei num negócio. Se o individualismo segue a lógica da vida - a sobrevivência - o coletivismo - o altruísmo compulsório - segue a lógica da morte. Não é à toa que nem todos os desastres naturais do século passado mataram tanto quanto o comunismo. Sim, sou radical e maniqueísta contra a escravidão. "Não se pode falar de comportamento humano sem desvios, sem exceções, sem loucura, sem acidentes, sem pontos fora da curva. No mais, não, não é possível analisar a ação humana ignorando as circunstâncias." Igor, ninguém está ignorando as circunstâncias, ela está na equação da ação humana, o texto explica isso. No mais, gostaria que você me explicasse qualquer dia desses o motivo da sua implicância com a Ayn Rand. "Mulheres que sofrem na mão de homens cafajestes e piranhões -- e no entanto elas só se apaixonam por sujeitos do tipo, um após o outro." Os sentimentos e necessidades de cada um são, oh!, pessoais e intransferíveis. Essa mulher, aos nossos olhos, pode estar se desmoralizando, mas quem sabe o que passa pela sua cabeça é ela e mais ninguém. Nós só podemos conjecturar e dar uma de Freud sobre os seus motivos. "A intenção realmente pode ser ir do 9 para o 10, mas nem tudo é preto no branco. De fato, concordo com os post acima, da minha maneira, não deve ser descartado a possiblidade de se confundir 10 com 9 e vice-versa." Ricardinho, li outro dia uma frase que me fez muito sentido: o homem não é um animal racional, é um animal que racionaliza. Nem toda escolha parece racional pra quem está de fora, por isso que o valor é subjetivo. As pessoas não têm todas as informações que precisariam pra tomar uma escolha 100% racional, elas agem com o que têm.

Friday, June 26, 2009

A lógica da vida 3

"O sucesso do método experimental das ciências naturais pode ter induzido a que esse mesmo método fosse usado nas ciências humanas. Mas ocorre que as ciências humanas, ou praxeológicas, são axiomático-dedutíveis. Ou seja: a partir de um axioma que não possa ser refutado são dedutíveis as conseqüências das regularidades do comportamento humano. Não adianta fazer experiências; não bastam boas intenções: é preciso refutar o axioma original. E o axioma central da ação humana: toda ação humana visa obter um aumento de satisfação – o que aqui enunciamos como sendo ninguém troca 10 por 9 – está aí para ser refutado por quem for capaz de fazê-lo. Mas, se isso não for possível há que respeitá-lo e compreender que não respeitá-lo produz, inexoravelmente, conseqüências indesejadas. E isso é assim porque a lógica do comportamento humano é a mesma de todo ser vivo, seja ele uma simples célula, uma bactéria ou um ser humano. Todos têm o mesmo propósito: o de prover a sua sobrevivência e a sua descendência. Por isso, um ser vivo não efetua qualquer troca que lhe seja química ou fisicamente possível, mas somente aquelas que lhe propiciem um aumento de coerência e de eficiência para a realização de seu propósito. Por isso o ser vivo não troca 10 por 9. Se assim procedesse estaria contrariando a lógica da vida, e terminaria por deixar de existir. Podemos imaginar um Universo regido por leis físicas completamente diferentes: um Universo em que a gravidade afaste os corpos ou que a luz seja instantânea. Não há nenhuma impossibilidade lógica nisso. Podemos imaginá-lo de qualquer forma, porque o Universo não tem um propósito. Mas não podemos imaginar um ser vivo que troque 10 por 9; porque o ser vivo tem um propósito: preservar a sua própria vida. Do ser humano à forma mais elementar de vida, “o sonho de cada célula é tornar-se duas”, como assinalou o cientista François Jacob, ganhador do prêmio Nobel de Medicina. Trocar 10 por 9 seria negar a própria vida. Seria pretender que a vida pudesse obedecer à lógica da morte." Donald Stewart Jr..

A lógica da vida 2

"Por isso, tanto no caso das decisões de natureza econômica quanto no caso de decisões de natureza afetiva, política ou de qualquer outra natureza, para que o número de acertos e o aumento de satisfação sejam cada vez maiores, é indispensável, convém repetir, que prevaleça a liberdade individual e que os indivíduos sofram ou usufruam as conseqüências de suas escolhas. O Estado, que detém o monopólio da coerção, tem como função precípua garantir esse direito à liberdade individual não só nos seus aspectos políticos, mas também nos seus aspectos econômicos. Se assim o for, prevalecerá na sociedade uma economia de mercado. A economia de mercado é um fenômeno natural, como o leito de um rio no seu caminho para o mar. O Estado não tem como implementá-la; pode apenas obstruí-la. Os indivíduos, desde que lhes seja garantida a liberdade, empregarão o melhor do seu esforço e do seu talento para trocar 9 por 10, numa troca voluntária em que sempre ambas as partes ganham, e a comunidade progride. E assim farão existir uma economia de mercado sem que tenha sido esse o seu desígnio explícito. Foi para descrever esse fenômeno que Adam Smith cunhou a tão famosa expressão “mão invisível”, no célebre e notável trecho de seu livro A Riqueza das Nações: “o indivíduo, ao visar apenas alcançar um aumento de sua satisfação, é como que conduzido por uma mão invisível a promover um objetivo que não fazia parte de sua intenção”. A humanidade em geral e as elites intelectuais e políticas em particular ainda não se deram conta da importância de conhecer e respeitar as regularidades da ação humana. Parecem crer, como bem assinalou Ayn Rand, “que a ciência só é aplicável quando lidamos com objetos inanimados; quando se trata de seres humanos o conhecimento deixa de ser necessário, os princípios passam a ser irrelevantes, a causalidade não produz efeitos, as conseqüências não podem ser previstas, e para que possa existir uma sociedade livre e próspera bastam líderes com boas intenções e bastante poder”." Donald Stewart Jr..

A lógica da vida

"1 – A regra básica do comportamento humano, ou ninguém troca 10 por 9 O comportamento humano é um ato de vontade. Por ser um ato volitivo escolhemos e adotamos o tipo de comportamento que nos parece ser, nas circunstâncias, o mais conveniente. Todas as formas de comportamento são, em princípio, passíveis de ser escolhidas e adotadas. Convém, preliminarmente, esclarecer que devemos entender comportamento humano como uma forma de ação que tem condições de ser adotada; uma forma de ação cuja implementação esteja ao nosso alcance. Portanto, apenas escolhemos, entre as formas de comportamento possível, aquele que nos parece ser o mais adequado. Obviamente, de nada nos adiantaria escolher um comportamento impossível. Seria uma contradição. Convém também não confundir comportamento com desejo: comportamento é uma forma de ação que só depende de nós; desejo é algo que, para ser realizado, depende não só de nosso comportamento, mas também de circunstâncias exógenas. Ganhar na loteria é um desejo; comprar um bilhete é um comportamento. Entre os diversos comportamentos possíveis, existem alguns que provocam conseqüências que nos são desagradáveis, embora num primeiro e mais rápido juízo possam ter-nos parecido um caminho mais curto e menos penoso para a consecução do objetivo pretendido. Assim sendo, na medida em que sejamos capazes de identificar essas conseqüências desagradáveis como decorrentes do comportamento adotado, ou seja, na medida em que tenhamos consciência das relações de causa e efeito, reduzimos o espectro de nossas escolhas, pela exclusão daquelas ações cujas conseqüências desejamos evitar. As primeiras grandes limitações ao exercício de nossa vontade na escolha do comportamento que iremos adotar nos são determinadas pelas leis naturais. Sabemos todos que não devemos sair andando pela janela ou colocar a mão no fogo para apanhar um objeto, embora essa pudesse ser a nossa melhor opção, não fossem as bem conhecidas e desagradáveis conseqüências que as leis físicas e fisiológicas impõem ao nosso comportamento." Donald Stewart Jr. (http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=a+l%C3%B3gica+da+vida+donald+stewart&meta=&aq=f&oq=).

Os planos obâmicos são uma negação da realidade

"No início da década de 2000, o Federal Reserve manipulou para baixo a taxa básica de juros, jogando-a para níveis não justificáveis pela realidade do mercado. Essa ação ludibriou consumidores e produtores a incorrer em investimentos que eram insustentáveis. Em particular, toda essa energia financeira artificialmente criada foi despejada no mercado imobiliário, um setor que já vinha sendo uma prioridade política para vários governos sucessivos. Para entender as implicações disso, imagine o que aconteceria se um restaurante chique passasse a oferecer uma refeição de cinco pratos acompanhada de vinho francês a rodo para todos os clientes - tudo por $1. Os clientes seriam abundantes e pródigos? Pode apostar. Eles inclusive seriam descontrolados e extravagantes, optando por enfrentar a enorme fila e se divertir no restaurante ao invés de fazer outras coisas durante esse tempo. O restaurante ficaria constantemente lotado, agitado e alegre, embora obviamente ele não possa sustentar indefinitivamente tal situação. Não obstante, a diversão é ótima enquanto dura. Em algum momento, porém, a realidade inevitavelmente se impõe. O gerente observa que não há mais mesas e talvez nem haja mais comida. Os empregados estão exaustos. Ademais, a contabilidade não está fechando: eles estão perdendo dinheiro a cada refeição servida. Em algum momento, o gerente terá de dar as más notícias e todos terão de voltar pra casa. Foi esse ciclo de expansão e contração que, grosso modo, acometeu a economia americana. Os planejadores políticos, entretanto, parecem sempre trabalhar com a hipótese de que podem manter o crescimento artificial para sempre - para isso, basta manterem os juros em queda constante. Isso é o equivalente a um dono de restaurante achar que pode continuar mantendo as pessoas esperando na fila mesmo sabendo que não há mais mesas, comida e funcionários à disposição. Seria uma impossibilidade física e econômica ele tentar cumprir suas promessas." Lew Rockwell (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=318).

O pragmatismo petista 3

Assim como o PT trabalha pra ampliação e manutenção do seu poder aqui dentro, sua diplomacia tenta aumentar a influência do país lá fora. Diga-me então com quem andas. Os petistas, no caso, andam com Castro, Chávez, Morales, Corrêa, Kirchner, Ortega e Ahmadinejad. Além desses, cogitou abrir uma embaixada na Coréia do Norte. Ou seja, a política externa do PT está alinhada com o crème de la crème da humanidade. Claro que, para as esquerdas, nada é mais diabólico que os EUA, aquele país malvado onde as pessoas se arriscam no oceano e nas fronteiras pra entrar. A comitiva brasileira do PT faz uma excursão pelo Oriente Médio e visita todas as ditaduras locais menos Israel, a única democracia naquela área. Não, as esquerdas gostam mesmo é do Hezbollah e do Hamas. Querem a destruição da civilização-ocidental-capetalista direto de seus personal computers, pô. O que os 80% que aprovam o Lula pensam a respeito? Uma pesquisa anos atrás mostrou que o Brasil era um dos países mais anti-americanos do mundo, superando inclusive alguns países islâmicos. Anti-americano e anticapitalista. Brasileiro gosta mesmo é de bastante estado, por isso vive uma lua-de-mel interminável com o PT e as esquerdas em geral. Mas preparem-se: caso tal política externa seja bem sucedida, a América Latina poderá finalmente se juntar na UNASUL, com sua bandeira vermelha de inspiração soviética e chinesa (http://www.travel-images.com/unasur.gif) e sua plataforma "anti-imperialista". Então finalmente evoluiremos desse neoliberalismo desalmado que nos castiga e nos transformaremos numa Cuba continental, sonho de qualquer pessoa sensata e bondosa que tenha consciência social. A luta continua, companheiros.

Thursday, June 25, 2009

O pragmatismo petista 2

O pragmatismo é uma variante do realismo - realismo cínico, eu diria - que serve pra justificar qualquer política que favoreça quem o evoca. O "partido da ética", por exemplo, meteu a mão na m. quando chegou ao poder. "Ele foi obrigado a isso pelas circunstâncias". Tadinho, foi obrigado a comprar o Congresso... Todos se lembram quando o PT se dizia "contra tudo isso que está aí". Eu mesmo, ignorante e bem intencionado, caí nessa esparrela. Então o mesmo partido que se recusou a assinar a Constituição Besteirol de 88 por não ser socialista o suficiente, hoje luta com todas as suas armas ($$ e cargos) pra manter tudo como está. É o neoconservadorismo, o neoreacionarismo em ação. Qual foi a reforma implantada pelo PT? Empurram todas com a barriga, não querem perder nem receita (reforma tributária), nem popularidade (reforma da previdência), nem controle sobre o mercado de trabalho (reforma trabalhista) e nem o apoio do seu grupo de interesse favorito, os funcionários públicos (reforma administrativa). Fizeram um escarcéu quando o governo anterior, num esforço de racionalização, estabilizou a moeda e fez algumas privatizações. "É o maldito neoliberalismo!" Propuseram inclusive o impeachment de FHC por isso. No poder, perceberam que a estabilidade da moeda os favorecia e que uma empresa como a Vale rendia mais pagando impostos que sendo administrada pelo governo. São desonestos, mas não são burros. Enquanto culpam até hoje a "herança maldita" pelos problemas acumulados, fazem uso justamente das políticas monetárias do governo anterior pra manter a economia razoavelmente em ordem. O que essa gente fala, não se escreve.

Wednesday, June 24, 2009

O pragmatismo petista

Quando estavam na oposição, Lula e o PT denunciavam ininterruptamente isso ou aquilo pela imprensa, que publicava o que dizia o "partido da ética" sem pensar duas vezes. Agora no poder, reclamam do "denuncismo" da imprensa que "atrapalha o país". Claro, a liberdade de imprensa servia maravilhosamente quando estavam na oposição, quando eram a pedra. Como viraram vidraça, tal liberdade não serve mais. Tentaram colocar o cabresto na imprensa no início do mandato com o Conselho Federal de Jornalismo. Não conseguiram. Fazem então o que podem, usando as jóias da coroa - as estatais - pra patrocinarem os seus representantes e porta-vozes na mídia. Privatizar essas coisas tiraria dos donos do poder um instrumento de propaganda monumental, além de moeda de troca no jogo político. O que importa é a manutenção do poder, o "pragmatismo" tão celebrado pelos cínicos; os princípios não valem nada, obviamente. Na oposição, Lula demonizava o Sarney. Na situação, Lula angeliza o Sarney. Os fins justificam os meios, é o que o maior demagogo que este país já conheceu nos ensina. O homem também tenta dar lições de economia nos jornais "burgueses". Segundo o ungido, impostos altos são bons pro povo, que pode receber dinheiro do governo e "ir na venda comprar arroz, feijão, cachaça e ativar a economia". Os jornais "burgueses" - aparentemente tão comprometidos em abalar a infinita popularidade do presidente - nem se dão ao trabalho de desmontar a falácia. Ora, ao comprar o arroz, o feijão e a cachaça, o pobre também está pagando muitos tributos. Então funciona assim: com uma mão, o governo tira 5 do pobre (impostos). Com a outra, devolve 1 (Bolsa-Famíla). Com tal prestidigitação, ele garante a sua permanência no poder, colocando no seu bolso e de seus companheiros os 4 restantes.

Tuesday, June 23, 2009

As seis lições 6

"As idéias intervencionistas, as idéias socialistas, as idéias inflacionistas de nossos dias foram engendradas e formalizadas por escritores e professores. E são ensinadas nas universidades. Poder-se-ia então observar: "A situação atual é muito pior.'' Eu respondo: "Não, não é pior." É melhor, na minha opinião, porque idéias podem ser derrotadas por outras idéias. Ninguém duvidava, na época dos imperadores romanos, de que a determinação de preços máximos era uma boa política, e de que assistia ao governo o direito de adotá-la. Ninguém discutia isso. Mas agora, quando temos escolas, professores e livros prescrevendo tais e tais caminhos, sabemos muito bem que se trata de um problema a discutir. Todas essas idéias nefastas que hoje nos afligem, que tornaram nossas políticas tão nocivas, foram elaboradas por técnicos do meio acadêmico. Um famoso autor espanhol falou a respeito da "revolta das massas". Devemos ser muito cuidadosos no uso desse termo, porque essa revolta não foi feita pelas massas: foi feita pelos intelectuais, que, não sendo homens do povo, elaboraram doutrinas. Segundo a doutrina marxista, só os proletários têm boas idéias, e a mente proletária, sozinha, engendrou o socialismo. Todos esses autores socialistas, sem exceção, eram "burgueses", no sentido em que eles próprios, socialistas, usam o termo. Karl Marx não teve origem proletária. Era filho de um advogado. Não precisou trabalhar para chegar à universidade. Fez seus estudos superiores do mesmo modo como o fazem hoje os filhos das famílias abastadas. Mais tarde, e pelo resto de sua vida, foi sustentado pelo amigo Friedrich Engels, que - sendo um industrial -, era do pior tipo "burguês", segundo as idéias socialistas. Na linguagem do marxismo, era um explorador. Tudo o que ocorre na sociedade de nossos dias é fruto de idéias, sejam elas boas, sejam elas más. Faz-se necessário combater as más idéias. Devemos lutar contra tudo o que não é bom na vida pública. Devemos substituir as idéias errôneas por outras melhores, devemos refutar as doutrinas que promovem a violência sindical. É nosso dever lutar contra o confisco da propriedade, o controle de preços, a inflação e contra tantos outros males que nos assolam. Idéias, e somente idéias, podem iluminar a escuridão. As boas idéias devem ser levadas às pessoas de tal modo que elas se convençam de que essas idéias são as corretas, e saibam quais são as errôneas. No glorioso período do século XIX, as notáveis realizações do capitalismo foram fruto das idéias dos economistas clássicos, de Adam Smith e David Ricardo, de Bastiat e outros. Precisamos, apenas, substituir más idéias por idéias melhores. A geração vindoura conseguirá fazer isso. Não apenas espero que assim seja: tenho mesmo muita confiança neste futuro. Nossa civilização não está condenada, malgrado o que dizem Spengler e Toynbee. Nossa civilização sobreviverá, e deve sobreviver. E sobreviverá respaldada em idéias melhores que aquelas que hoje governam a maior parte do mundo, idéias que serão engendradas pela nova geração." Mises - (http://www.ordemlivre.org/ebooks/Ludwig+von+Mises+-+As+Seis+Li%C3%A7%C3%B5es).

As seis lições 5

"Há quem atribua aos programas de liberdade econômica um caráter negativo. Dizem: "Que querem de fato os liberais? São contra o socialismo, a intervenção governamental, a inflação, a violência sindical, as tarifas protecionistas... Dizem 'não' a tudo." Esta me parece uma apresentação unilateral e superficial do problema. É, sem dúvida, possível formular um programa liberal de forma positiva. Quando alguém afirma: "Sou contra a censura", não se torna negativo por isso: na verdade, esta pessoa é a favor de os escritores terem o direito de determinar o que desejam publicar, sem a interferência do governo. Isso não é negativismo, é precisamente liberdade. (É óbvio que, ao empregar o termo "liberal" com relação às condições do sistema econômico, tenho em mente o velho sentido clássico da palavra)." Mises - (http://www.ordemlivre.org/ebooks/Ludwig+von+Mises+-+As+Seis+Li%C3%A7%C3%B5es).

Monday, June 22, 2009

A mão invisível e o futebol

A mão invisível não faz sentido pro Robinson Crusoé. É justamente num jogo coletivo que a metáfora do Adam Smith se aplica. É do interesse de cada jogador ter a melhor atuação possível pra beneficiar o seu time. Claro que a "melhor atuação possível" está condicionada às limitações de cada um. Você não espera que o volante de contenção resolva a partida num lance de habilidade. Isso pode até acontecer, mas não é o que se espera normalmente dele. Tanto é verdade que, provavelmente, ele não tem o maior salário da equipe, reservado àquele camarada como o Maradona, capaz de sair driblando os adversários até fazer o gol, como aquele que fez saindo do meio de campo contra a Inglaterra na Copa de 86. Um técnico socialista (haha!) veria o argentino driblando e fazendo lances de efeito e castraria as suas habilidades: "Você está sendo muito individualista, fominha, Mirandinha, toque a bola pro lado." E o time não sairia do lugar. Um técnico capitalista (hoho!) enxergaria o potencial do Pibe de Oro e o estimularia, sabendo que isso beneficiaria o seu time. No outro lance famoso desse jogo, o Maradona fez um gol usando a mão. O governo do jogo, o árbitro, não enxergou a irregularidade e validou a jogada. A injustiça não foi cometida pela mão invisível, foi resultado da falha da mão visível.

Saturday, June 20, 2009

As seis lições 4

"O mais importante a lembrar é que a inflação não é um ato de Deus, que a inflação não é uma catástrofe da natureza ou uma doença que se alastra como a peste. A inflação é uma política, uma política premeditada, adotada por pessoas que a ela recorrem por considerá-la um mal menor que o desemprego. Mas o fato é que, a não ser em curtíssimo prazo, a inflação não cura o desemprego. A inflação é uma política. E uma política pode ser alterada. Assim sendo, não há razão para nos deixarmos vencer por ela. Se a temos na conta de um mal, então é preciso estancá-la. É preciso equilibrar o orçamento do governo. Evidentemente, o apoio da opinião pública é necessário para isso. E cabe aos intelectuais ajudar o povo a compreender. Uma vez assegurado o apoio da opinião pública, os representantes eleitos do povo certamente terão condições de abandonar a política da inflação. Devemos lembrar que, no final das contas, poderemos estar todos mortos. Aliás, não restam dúvidas de que estaremos mesmo mortos. Mas deveríamos cuidar de nossos assuntos terrenos - neste breve intervalo em que nos é dado viver - da melhor maneira possivel. E uma das medidas necessárias para esse propósito é abandonar as políticas inflacionárias." Mises - (http://www.ordemlivre.org/ebooks/Ludwig+von+Mises+-+As+Seis+Li%C3%A7%C3%B5es).

As seis lições 3

"O primeiro exemplo famoso de controle de preços é o caso do imperador romano Diocleciano, notório como o último imperador romano a perseguir os cristãos. Na segunda metade do século III, os imperadores romanos dispunham de um único método financeiro: desvalorizar a moeda corrente por meio de sua adulteração. Nessa época primitiva, anterior à invenção da máquina impressora, até a inflação era, por assim dizer, primitiva. Envolvia o enfraquecimento do teor da liga metálica com que se cunhavam as moedas, especialmente as de prata. O governo misturava à prata quantidades cada vez maiores de cobre, até que a cor das moedas se alterou e o peso se reduziu consideravelmente. A conseqüência dessa adulteração das moedas e do aumento associado da quantidade de dinheiro em circulação foi uma alta dos preços, seguida de um decreto destinado a controlá-los. E os imperadores romanos não primavam pela moderação no fazer cumprir suas leis: a morte não lhes parecia uma punição demasiado severa para quem ousasse cobrar preços mais elevados que os estipulados. Conseguiram impor o controle de preços, mas foram incapazes de preservar a sociedade. A conseqüência foi a desintegração do Império Romano e do sistema da divisão do trabalho." Mises - (http://www.ordemlivre.org/ebooks/Ludwig+von+Mises+-+As+Seis+Li%C3%A7%C3%B5es).

As seis lições 2

"Mas a idéia de que uma forma capitalista de governo pode impedir, através de um controle sobre o que as pessoas consomem, que elas se prejudiquem, é falsa. A visão do governo como uma autoridade paternal, um guardião de todos, é própria dos adeptos do socialismo. Nos Estados Unidos, o governo empreendeu certa feita, há alguns anos, uma experiência que foi qualificada de "nobre". Essa "nobre experiência" consistiu numa lei que declarava ilegal o consumo de bebidas tóxicas. Não há dúvida de que muita gente se prejudica ao beber conhaque e uísque em excesso. Algumas autoridades nos Estados Unidos são contrárias até mesmo ao fumo. Certamente há muitas pessoas que fumam demais, não obstante o fato de que não fumar seria melhor para elas. Isso suscita um problema que transcende em muito a discussão econômica: põe a nu o verdadeiro significado da liberdade." Mises - (http://www.ordemlivre.org/ebooks/Ludwig+von+Mises+-+As+Seis+Li%C3%A7%C3%B5es).

Sob a maconha (single)


Friday, June 19, 2009

Existe, é natural. Não existe, é sobrenatural.

Eu, como o nome indica, nasci dentro de uma cultura hippie. Então cresci me alimentando de coisas naturebas e até hoje nunca comi carne de boi. Claro que, depois de algumas visitas a Tirandentes em Minas, acabei sucumbindo à linguiça de porco, a carne é fraca e gostosa. Soja, glúten, tofu, arroz integral, verduras sem agrotóxicos, you name it, minha família estava na vanguarda desses movimentos. Muito bacana, com aquela distinção entre a comida "natural" e a "industrializada". Mas as químicas e as indústrias não vêm da natureza e, por isso mesmo, não são também "naturais"? Óbvio, até um corante de anilina é "natural". As garrafas plásticas, o terror dos ambientalistas, não vieram de um plano paralelo, vieram da Terra mesmo. O que seria sobrenatural? O Super-Homem, a mula-sem-cabeça e o Saci Pererê. E até que as evidências provem o contrário, Deus também faz parte do sobrenatural como o Bicho Papão e os X-Men. Sei que este é um tema delicado que mexe com as paixões mais profundas e não quero desrespeitar ninguém, mas eis mais uma capacidade humana: a de criar coisas que não existem pra preencher algum tipo de necessidade, natural ou sobrenatural.

Thursday, June 18, 2009

A busca pelo conforto também é natural

Não é porque o homem consegue racionalizar a realidade que ele é uma entidade separada da natureza. Não, é um animal com instinto de sobrevivência como todos os outros. Desenvolvendo a razão e sendo capaz de produzir além da sua subsistência, foi capaz de se dedicar a outras atividades além da alimentação e procriação. Criou-se então a arte, as diversões, os gadgets e toda sorte de coisas que tornaram a vida mais agradável. Quem não gosta de conforto? Quem não gosta de ficar chapado no sofá assistindo ao programa favorito na TV? Um dos motivos que fazem a pessoa trabalhar é adquirir conforto pra si e pros seus. O trabalho não é um fim, é um meio. Uma amiga diz que essa "busca pelo conforto a qualquer preço virou um câncer que eventualmente vai nos dizimar." Muito pelo contrário, essa busca pelo conforto - que não é artificial, faz parte ela mesma do instinto de sobrevivência - é o que nos move pra, como diria Mises, passar de um estado menos satisfatório pra um mais satisfatório. A vida na selva é dura e dura pouco. E essa busca por conforto não vai exaurir os recursos naturais. A água que consumimos não sai do rio diretamente pra um buraco negro, ela continua no planeta. Diz o George Carlin no vídeo clássico (http://www.youtube.com/watch?v=X_Di4Hh7rK0) que a Terra "is a self correcting system". Claro que, por isso, não devemos sair por aí emporcalhando e destruindo gratuitamente as coisas, mas o uso construtivo daquilo que vem da Terra para o nosso benefício deve ser celebrado ao invés de execrado.

Wednesday, June 17, 2009

O mito do aquecimento global antropogênico

As pessoas estão enfeitiçadas pelo discurso politicamente correto, convencidas de que o planeta vai acabar caso não se concentre muito poder na ONU. Vão se tocar da besteira que fizeram quando estiverem escravizadas pelo coletivismo ambiental. A gente tenta alertar, mas esses esforços são desqualificados como coisa de gente "egoísta" e "gananciosa". Não entendem os fundamentos da liberdade ou os desprezam. É uma tática recorrente do poder, propagandear um catastrofismo iminente pra que as pessoas clamem que "alguém faça alguma coisa urgentemente!" Quem vai fazer "alguma coisa"? Aquela gente altruísta de terno e gravata, claro. Assim se aumentou o estado, assim se aumentou o controle sobre as pessoas. Elas parecem ainda não se importar, mas as liberdades não são confiscadas de uma vez, é um processo gradual de doutrinação da opinião pública, anestesiando-a contra a servidão que se avizinha. Uma servidão consentida, pela mãe Terra, pelo falso consenso que se formou a respeito do "aquecimento global". No Rio faz frio há algumas semanas e a Vieira Souto ainda não foi invadida pelas águas, mas os computadores da ONU estão calculando o fim da humanidade, quem somos nós para questionar? Subestima-se a capacidade do homem em se adaptar, em criar novas tecnologias e superestima-se a capacidade dos burocratas ambientais e suas previsões. Malthus foi um must séculos atrás. Superestima-se a influência do homem no "aquecimento global" e subestima-se as variações de temperatura que acometem o planeta desde sempre. A Groelândia (Greenland) já foi verde, hoje está coberta de gelo. Os ambientalistas melancia não gostam da civilização construída nos últimos 2 séculos, todos conhecem a sua ladainha anticapitalista. Essa é só a mais nova investida contra a liberdade e a propriedade privada.

Tuesday, June 16, 2009

As seis lições

"No capitalismo, os padrões salariais não são estipulados por pessoas diferentes das que ganham os salários: são essas mesmas pessoas que os manipulam. Não é a companhia cinematográfica de Hollywood que paga os salários de um astro das telas, quem os paga é o público que compra ingresso nas bilheterias dos cinemas. E não é o empresário de uma luta de boxe que cobre as enormes exigências de lutadores laureados, mas sim a platéia, que compra entradas para a luta. A partir da distinção entre empregado e empregador, traça-se, no plano da teoria econômica, uma distinção que não existe na vida real. Nesta, empregador e empregado são, em última análise, uma só e a mesma pessoa." - Mises (http://www.ordemlivre.org/ebooks/Ludwig+von+Mises+-+As+Seis+Li%C3%A7%C3%B5es).

166












"Dai-me um mosquito / muito cremoso / é pio crocante / lá no pââântano."
Algumas coisas são muito maneiras quando a gente anda de ônibus. As pessoas parecem gostar de ficar encostadas nas outras. "É, vamos passear alguns quarteirões com a minha coxa encostada na sua. Por que não? Eu podia chegar um pouco pro lado mas, quer saber?, é até gostoso." O ar-condicionado congelante no frio carioca de hoje também merece menção e me cativou sobremaneira.
Então pra evitar o ônibus, resolvi ir de bicicleta. It was a nice ride, maaaan.
Mesmo assim, eram muitos os obstáculos. Mas sempre se podia contar com a solidariedade do carioca, esse povo amigo.

Sunday, June 14, 2009

Sob a maconha 4

O LIBERALISMO É O ANARQUISMO POSSÍVEL Isso não parece óbvio? Outro dia tava falando com um camarada e a namorada dele - uma menina legal e social-democrata típica - disse que achava o anarquismo mais bacana que o liberalismo que, aos olhos dela, não parecia passar de "uma defesa dos ricos". É mais ou menos por aí a objeção reinante ao liberalismo. Há uma corrente liberal radical conhecida como anarco-capitalismo que diz que a iniciativa privada produz melhores serviços que o estado em todas as áreas, inclusive na segurança. Um anarquismo liberal com o qual me identifico. No entanto, o anarquismo continua identificado com dissidências do comunismo. Mais Proudhoun que Rothbard. O argumento dos "socialistas libertários" pela descriminalização da maconha, por exemplo, está equivocado. Não é por causa da "guerra contra os pobres", é porque cada um é dono do seu próprio corpo. Caso contrário, estaríamos justificando a escravidão. Relações voluntárias assentadas na propriedade privada e não iniciação de força, as prioridades de quem defende as liberdades individuais.

Sob a maconha 3

SEM TEMPO PARA DESENVOLVER A ARGUMENTAÇÃO Ah, isso é muito bom. Você fica meio que imbuído [linda palavra] de uma missão e quer realizá-la a contento [linda palavra 2]. Então volta e meia se engaja, voluntariamente, naturalmente, em discussões ao vivo ou pela internet. Você quer influenciar o mundo positivamente. Pelo menos é o que você gosta de imaginar que está fazendo. Sim, a mentalidade determina o rumo das coisas pro bem ou pro mal. Ou não? Os valores e princípios são importantes. Quais "valores" e princípios" é que são elas [linda expressão]. Aí você começa a ler e a escrever, caramba, existe uma lógica nos acontecimentos. Se você se concentrar e deixar as suas emoções mais primitivas de lado, você consegue enxergar as causas e os seus efeitos. Não tem mistério, se coloque no lugar do outro. Isso é o que me deixa mais maluco com desconstrucionismos e coisas do tipo, essa tentativa constante de desqualificar os esforços pra se compreender a realidade. Eu não estou aqui e agora, fazendo o que estou fazendo? Tudo isso é uma ilusão? Eu não tenho escolha? Livre arbítrio? Ah, comigo não, violão [linda expressão 2].

Sob a maconha 2

NO SISTEMA "EGOÍSTA" SÓ SE GANHA SERVINDO AO OUTRO Pois é, numa dessas contradições loucas que sempre me chamaram a atenção, o sistema capitalista é permanentemente acusado de estimular o egoísmo. Me parece o contrário. No capitalismo, só ganha dinheiro quem consegue agradar o outro. O chato é que os nossos esforços ficam submetidos aos desejos dos outros, mas é justamente este o ponto. Eu queria ganhar bastante dinheiro fazendo as minhas músicas post, mas as pessoas não parecem tão interessadas assim. É do jogo. O que significa a metáfora da "mão invisível"? Que os humanóides, ao cuidarem de seus próprios interesses, beneficiam todos os outros. Que quando cada um faz bem o seu trabalho, isso é bom para todos. Me parece razoável e coerente com o instinto de autopreservação. Queria mesmo era ver enaltecidas todas as conquistas que a humanidade alcançou nos 2 últimos séculos. Ao invés disso, falam mal do capitalismo em seus personal computers. Dentro dessa mentalidade, a próxima eleição será disputada entre um autoritário do PSDB e uma totalitária do PT. Sabe como é, o neoliberalismo foi o responsável pela crise. Aliás, é "servindo ao outro" ou "servindo o outro"?

Sob a maconha

UMA TARDE NUM CANTO DE BOTAFOGO E O JORNAL Cara, você percebe um monte de coisa. Que não é por acaso que as pessoas gostam de beber. "Escapismo!" Porra, o que não é "escapismo"? O que é religião senão escapismo? A gente vai morrer, mesmo. Beber dá um energize. É uma tendência. Se deixar, a maioria fica chapando o dia inteiro, comendo, bebendo e isso mesmo. Então você fica bebendo num bar num canto de Botafogo, observando o movimento e lendo o jornal. É, fica se fazendo de inteligente em público, analisando os outros como se fizesse parte de uma espécie diferente. Yeah, right! As substâncias te estimulam ou deprimem, o que de qualquer maneira deixa um monte de coisa diferente acontecendo na tua cabeça. Aí você, crente de que tem algo a dizer, tem mais uma idéia incrível: um aparelho que registre automaticamente no word os seus pensamentos. Claro, o meu raciocínio merece ser registrado para toda a humanidade por toda a eternidade. Devia ter editais para projetos dessa natureza. Então você olha pro jornal e lê um artista islandês pintando o mesmo modelo por um ano inteiro e percebe que os pombos são animais perfeitamente adaptados. Viadagem essa fixação com a Islândia. E com os pombos. No Prosa e Verso, o milésimo especial sobre as "Alternativas ao Capitalismo" traz muitos filósofos e muita impostura intelectual. Fico lendo essas coisas e praguejando que nem um maluco. Podia ficar aqui rebatendo cada um desses mestres da confusão mental, mas a caipirinha de lima tá acabando.

Wednesday, June 10, 2009

Uma piada sinistra

"Sempre me impressionam os velhos sentados em muros, ou no passeio ao lado da rua, pensativos, olhar distante. Será que se sentem culpados pelo que aconteceu ao seu país? Será que lutaram ao lado de Fidel e agora se arrependem? Impossível puxar conversa com eles, pois não abrem a boca. É difícil aceitar Cuba socialista. É muito diferente do que foi, por exemplo, o leste europeu durante o império soviético. Lá as pessoas eram duras, o clima tenso, pesado, falavam línguas estranhas, sentia-se muito mais a brutalidade do regime. A completa impossibilidade de comunicação colocava um muro entre os poucos turistas e a população do país. É dificil se acostumar com o fato de que a tragédia da Europa Oriental, tão distante, aconteceu aqui, nos trópicos, com essas mulatas, essa música deliciosa, e o povo tão gentil falando uma língua quase igual a nossa. Também é perturbador constatar que, em sua maioria, os cubanos têm consciência dos crimes, violências, e de quanto é ridículo o seu governo." - Claudio Mafra (http://www.imil.org.br/artigos/uma-piada-sinistra/).

A caverna é o limite

Leio que a "França adota corroças contra o aquecimento global". Faz sentido. Depois de tanto bradarem contra o progresso, os ambientalistas estão conseguindo fazer o mundo regredir. Eles poderiam ir para as suas cabanas no campo, andar no lombo de um cavalo, plantar a sua agricultura de subsistência e deixar o resto da humanidade em paz. Mas não, desprezam tanto a civilização que querem levar todo mundo junto. Então o homem (esse detalhe incômodo), engajado há pouco mais de 2 séculos na atividade industrial, virou o grande vilão do "aquecimento global". Não sabem dizer se vai chover amanhã, mas são capazes de projetar um futuro catastrófico caso não se concentre muito poder na ONU pra impedir que a Terra seja "explorada". Se não explorarmos a Terra, vamos "explorar" quem? Marte? Descobri outro dia que 76% do território brasileiro é protegido por lei. Não se pode plantar, criar gado ou fazer qualquer atividade econômica nessas terras. Não é uma maravilha? Daonde essa gente acha que vem a comida e os bens que consomem? Sem contar que as áreas mais desmatadas são justamente aquelas controladas pelo governo; o que é de todo mundo não é de ninguém, vivo repetindo. Sim, a solução pro "desenvolvimento sustentável" da Amazônia não é tinta sobre o papel e bom mocismo politicamente correto, é a sua privatização. Só assim se produzirão mais alimentos (aumentando a oferta e diminuindo o preço) e os responsáveis terão os incentivos necessários (lucro e prejuízo) pra cuidar da terra. Quem faz exploração predatória é quem não pagou pela área explorada. Quem pagou, tem todo o interesse em preservá-la. Mas do que adianta lógica pra essas pessoas? Estão convencidas de que o "capetalismo selvagem" vai acabar com a humanidade e nem percebem que foi justamente a propriedade privada que não só trouxe níveis de conforto e qualidade de vida nunca antes alcançados como racionaliza melhor do que qualquer outro sistema o uso dos recursos naturais. (http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/12/071207_cavalosfranca_df.shtml).

Monday, June 08, 2009

O patrono da masturbação

Como militante ativo da causa, após a notícia da morte do nosso mestre me vieram à mente alguns insights dos vários benefícios da masturbação. Claro que o valor diminui a cada unidade diária, o que os economistas chamam de "utilidade marginal decrescente", ou seja, a segunda não dá o mesmo prazer que a primeira e assim por diante. Então esse poder tem que ser usado, como todos os outros, com parcimônia e sabedoria. Me lembrei logo dos países islâmicos e suas mulheres cobertas da cabeça aos pés. Ora, por que isso acontece? Porque os camaradas ali não conseguem se controlar. Caso clássico de falta de punheta. As outras religiões também não são simpáticas à prática ("gasta energia vital"), mas pouca gente ainda leva a sério esse tipo de recomendação nos países ocidentais. Sim, somos mais avançados culturalmente que eles. (http://en.wikipedia.org/wiki/Islam_and_masturbation) Masturbação é poder, e como todo poder pode ser usado pro bem ou pro mal. Um cidadão saudável bate a sua e está preparado pra lidar de maneira civilizada com os outros, saindo de um estado em que a libido está em polvorosa pra um mais relaxado, onde a simples visão de uma bela mulher (ou homem, vai saber) não provoca em você os instintos mais primitivos. Nosso patrono deu o exemplo, morrendo fazendo o que provavelmente mais gostava.

Friday, June 05, 2009

165












O novo médico de Grey's Anatomy já esteve na guerra, sabe o drama que é.
Coitado do Peter Lorre. Só não o pegaram pra Cristo porque lhe faltava o physique du rôle.
"Olha aqui, Brando, mais uma olhada boba e eu mando a raposa que tá esquentando o meu toba te morder."
A mecanização pega um, pega geral. O emprego dos digitadores agora corre perigo. A starlet loura, sapeca e sem consciência social, acha graça.

Mogwai - Hunted By A Freak

Thursday, June 04, 2009

Os quadrinhos também têm ideologia

Por causa do Fábio Bianchini, figura querida de Santa Catarina, cheguei neste desenho dos Malvados. Eu já conhecia por alto o trabalho do André Dahmer, mas nunca tinha parado pra analisar realmente o que ia ali. Reconhecia o traço e o tom de crítica social, mas o que vai neste em particular é tão típico que eu não resisto. A coisa começa com a legenda "bem no início, o homem era livre" e um dos malvados dizendo "caçar e transar, o que mais podemos querer?". Se o homem "era" livre, é porque não é mais. Aí um malvado começa a construir ferramentas, até que surge a arma e a legenda diz "com as armas, nasceu a razão". A última cena mostra um malvado com um porrete na mão ordenando ao outro que "trabalhe, não vê que estou com a razão?" Soa familiar? Pois é a mesma leitura que Marx e Engels fazem da Revolução Industrial, a versão socialista do Jardim do Éden. A existência idílica onde o homem tinha apenas que caçar e transar (alguém já parou pra pensar na trabalheira que é matar um animal e comê-lo sem as ferramentas modernas?), até que a mecanização (a maçã do pecado) o tirou desse estado para escravizá-lo. É romântico, mas não bate com a realidade. O homem, desde a Idade da Pedra, tem que produzir ou ser ajudado por alguém que produza se quiser consumir. O trabalho não é um fim em si mesmo, é um meio de se alcançar coisas que valorizamos. Se a abundância fosse o estado natural da humanidade, esse tipo de crítica teria razão de ser, mas, infelizmente, não é. A escassez comanda e é por isso que o capitalismo, tão incompreendido, é o meio mais eficaz de se criar riqueza e dar uma vida mais confortável a todos. Ou alguém aí quer voltar a caçar da mão pra boca?

Mises sobre o capitalismo

"Capitalismo não é sobre as idéias do capitalista; é um sistema econômico. As idéias do capitalista individual podem ser contrárias de várias formas aos princípios da economia de mercado. Sempre houveram homens de negócios que pedem privilégios, proteções, e assim por diante, e como a opinião pública foi favorável a essas coisas eles as conseguiram. As vantagens do capitalismo não são para o benefício e vantagem dos capitalistas, mas para o benefício das massas. Capitalismo é principalmente produção, produção em larga escala, para as massas. O cliente, que tem sempre razão, se beneficia com o capitalismo. Eu não sou a favor da economia de mercado e contra o socialismo porque capitalistas são pessoas muito boas. Alguns são; alguns não são. Nesse sentido não são em nada diferentes de outras pessoas. Eu sou a favor do capitalismo porque ele beneficia a humanidade. Eu não sou contra o socialismo porque socialistas são pessoas ruins, mas porque ele traz um completo declínio no padrão de vida de todos e destrói a liberdade."

Wednesday, June 03, 2009

Seguir a lei no Brasil custa caro

Tava ontem andando no centro do Rio e recebi um folheto dizendo "Carteira estudantil - Descontos de 50% - tratar com Levy". Todo mundo sabe que a falsificação é disseminada, mas as reclamações se concentram em apelos emocionais por "honestidade" e nunca vão no cerne da questão, que é a própria existência da lei da meia-entrada. O que justifica esse privilégio aos "estudantes"? Que eu saiba, uma pessoa não pára de aprender ou estudar até o dia da sua morte. O "estudante", no caso, é aquela pessoa matriculada numa das instituições aprovadas pelo MEC. "Tudo no estado, nada fora do estado, nada contra o estado." Faz sentido esse lema fascista na terra da CLT. Então os legisladores colocam tinta sobre o papel garantindo diversos "direitos" e a realidade trata logo de dizimar esse desfile de boas-intenções. Essas leis não só não funcionam como pervertem toda a noção do que é certo ou errado. Então os desempregados por causa das leis trabalhistas vão pra informalidade e os formais começam a sonegar pra competir com os informais que não pagam ou se submetem às mil regrinhas que os legisladores criam pra ficarem bem na foto com o politicamente correto. Ser honesto no Brasil não compensa. E isso não é culpa de uma natureza essencialmente má do brasileiro, é resultado dos incentivos dados por uma legislação que imagina que a realidade se curva à decretos e portarias.

Uma diferença crucial

Tá rolando um debate lá no site do Arnaldo Branco sobre o filme do Simonal e a coisa descambou, naturalmente, pro socialismo X liberalismo. Então os esquerdistas tentam desqualificar os liberais e os liberais tentam desqualificar os esquerdistas. Não, não estou igualando as duas posições, eu tenho um lado e vou usar um exemplo pra tentar explicar porque imagino ter a razão. O Antônio, um esquerdista com argumentos civilizados (coisa rara), começou a meter o malho na VEJA dizendo que ela é "antidemocrática" porque tenta desqualificar o discurso da esquerda. Repliquei lembrando que existem diversas publicações de esquerda (Caros Amigos, Carta Capital e Le Monde Diplomatique) que fazem o mesmo com o discurso liberal e que a imparcialidade jornalística é um mito. A diferença, e isso é crucial, é que no regime comandado pelos Castro (a caricatura favorita do que seja o socialismo pros liberais) a oposição é proibida, enquanto no regime comandado pelos rednecks conservadores estadunidenses (a caricatura favorita do que seja o liberalismo pros socialistas) a oposição é permitida. Ou seja, nos EUA o David Letterman podia esculhambar o Bush todas as noites, enquanto em Cuba qualquer piadinha sobre os feitores pode terminar em jaula. Não, não é a mesma coisa com sinais invertidos, a distância entre as duas posições é oceânica. (http://www.oesquema.com.br/mauhumor/2009/05/20/a-culpa-e-do-jaguar.htm).

Tuesday, June 02, 2009

A mentalidade na Alemanha

"Go to any theater, museum or open-air concert, and you'll quickly realize that ideas beyond the mindscape of the left are unwelcome there. A contemporary play that doesn't critically settle scores with the market economy? Unthinkable. An artist who, until George W. Bush left the White House, could associate anything with America other than Guantanamo, Abu Ghraib and the Washington's refusal to sign the Kyoto Protocol? Out of the question. Rock concerts against the left? A joke. The left has won, across the board, and has become the happy medium. When we search for a definition of what left means, we can draw on an impressive array of theories. Leftism is a worldview, as well as a way of explaining the world and how everything is interconnected. Most of all, however, it is a feeling. A person who lives a leftist life is living with the appealing awareness of being in the right, in fact, being right all the time. In Germany, leftists are never truly called upon to justify their views. In fact, their views have become the dominant views, not within the population, which stubbornly adheres to its prejudices, but among those who set the tone and in circles where they prefer to congregate." - Jan Fleischhauer (http://www.spiegel.de/international/germany/0,1518,626346,00.html), via Mister X (http://blogdomrx.blogspot.com/).

164

"Enquanto isso, os outdoors do governo estão liberadíssimos, anunciando as suas realizações (são tão bonzinhos!) e os eventos esportivos que vão estar concentrando a corrupção e o superfaturamento nos próximos anos." Isso é gerúndio? Pois então, trata-se da minha estréia no gerundismo. Merece um post. E uma foto aparentemente aleatória.

Propaganda só se for do governo

Aqui no Rio tá acontecendo um negócio maravilhoso. A propaganda nas ruas está desaparecendo. Consigo até ouvir os pensamentos: "Mas tem que desaparecer mesmo!" Um outdoor anunciando um refrigerante fere a sensibilidade estética dessas pessoas. "É a dominação do capital!" Qual é o problema com o "capital"? Nunca vi ninguém rasgando o "capital". [ato falho] Quanto mais competição e propaganda, melhor pra economia e pro "capital" de todo mundo. Então a gente vai no centro do Rio e percebe que havia mais outdoors na década de 80, durante a gestão Brizola, e que o lugar tá parecendo o centro de um país do leste europeu. Enquanto isso, os outdoors do governo estão liberadíssimos, anunciando as suas realizações (são tão bonzinhos!) e os eventos esportivos que vão estar concentrando a corrupção e o superfaturamento nos próximos anos.