Tuesday, June 30, 2009

Psicologia versus Praxeologia

"No meu último artigo, esbocei a abordagem misesiana da praxeologia, ou a ciência da ação humana. Contrariamente à posição positivista da economia convencional - que defende que todas as teorias econômicas devem levar a previsões que podem ser testadas (ou seja, refutáveis) -, Ludwig von Mises acreditava que os teoremas econômicos só poderiam ser válidos se fossem deduzidos do axioma "os humanos agem". Muitos leitores mandaram-me e-mails desafiando essa visão misesiana. Uma grande dúvida era se a psicologia deveria ou não utilizar o método experimental. Afinal, a psicologia também lida com seres humanos, em particular com seu estado mental e seu temperamento. Portanto, a pergunta recorrente foi: os austríacos também acreditam que o método das ciências naturais - em outras palavras, a formulação de uma hipótese que é em seguida sujeita a verificação experimental ou refutação - é tão inapropriado para a psicologia quanto é para a economia? Em resposta, digo que Mises foi bem claro ao traçar a divisória entre psicologia e praxeologia: a psicologia lida com teorias que explicam por que as pessoas escolhem determinados fins ou como as pessoas irão agir em determinadas situações. A praxeologia, por outro lado, lida com as implicações lógicas do fato de que as pessoas têm objetivos (fins) e agem para atingi-los. Por causa dessa diferença, pode ser inteiramente apropriado para os psicólogos testarem experimentalmente suas hipóteses, ao passo que seria um enorme equívoco se os economistas passassem a imitar o método utilizado pela física." Robert Murphy (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=231).

4 comments:

moscaazul said...

"os humanos agem"

Ué, o axioma mudou. Não era sei lá o que d satisfação? Para falar a verdade, ao contrário do habitual, achei o texto pouco claro, Sol.

Abs

sol-moras-segabinaze said...

Os humanos agem querendo sair de uma estado de menor satisfação pra um de maior satisfação.

Ou alguém age querendo sair de um estado de maior satisfação pra um de menor satisfação? Nem um masoquista faz isso, já que tem prazer na dor ou no desconforto. Agora, quando eu tô picando um tomate e me corto, isso não foi intencional, foi um acidente.

Igor, sobre a sua resposta no seu blog, você sabe bem que o estado serve justamente pra isso, pra proteger a vida, liberdade e propriedade contra a coerção alheia.

E as circunstâncias de cada estão inseridas no conceito da ação humana.

É a última vez que repito isso. hehe

Ab

sol-moras-segabinaze said...

E vc tem razão, a introdução que escolhi é mesmo melhor do que o resto do texto.

sol-moras-segabinaze said...

Este texto aqui fala sobre as diferenças entre a "Economia praxeológica e Economia matemática":

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=95