Wednesday, June 03, 2009

Seguir a lei no Brasil custa caro

Tava ontem andando no centro do Rio e recebi um folheto dizendo "Carteira estudantil - Descontos de 50% - tratar com Levy". Todo mundo sabe que a falsificação é disseminada, mas as reclamações se concentram em apelos emocionais por "honestidade" e nunca vão no cerne da questão, que é a própria existência da lei da meia-entrada. O que justifica esse privilégio aos "estudantes"? Que eu saiba, uma pessoa não pára de aprender ou estudar até o dia da sua morte. O "estudante", no caso, é aquela pessoa matriculada numa das instituições aprovadas pelo MEC. "Tudo no estado, nada fora do estado, nada contra o estado." Faz sentido esse lema fascista na terra da CLT. Então os legisladores colocam tinta sobre o papel garantindo diversos "direitos" e a realidade trata logo de dizimar esse desfile de boas-intenções. Essas leis não só não funcionam como pervertem toda a noção do que é certo ou errado. Então os desempregados por causa das leis trabalhistas vão pra informalidade e os formais começam a sonegar pra competir com os informais que não pagam ou se submetem às mil regrinhas que os legisladores criam pra ficarem bem na foto com o politicamente correto. Ser honesto no Brasil não compensa. E isso não é culpa de uma natureza essencialmente má do brasileiro, é resultado dos incentivos dados por uma legislação que imagina que a realidade se curva à decretos e portarias.

10 comments:

João Pequeno said...

Sol, você lembra onde foi isso?

sol-moras-segabinaze said...

Ali perto do consulado dos EUA.

João Pequeno said...

Na México ou Pres. Wilson?

sol-moras-segabinaze said...

Entrando na Presidente Wilson vindo do MAM.

sol-moras-segabinaze said...

Mas sei lá se o cara continua dando expediente por ali, faz umas semanas já.

João Pequeno said...

Vale uma checada. De qualquer forma, tu ainda tem o folheto?

sol-moras-segabinaze said...

Vou tentar achar, mas acho que não.

João Pequeno said...

Beleza, tenta aí.

|Abs

João Pequeno said...

Ah, sim... Lembra a que horas foi, mais ou menos?

sol-moras-segabinaze said...

Umas duas da tarde, acho.