Monday, June 29, 2009

Comentários sobre os comentários

"E é por isso que, neste mundo em que vivemos, não existem alcoólatras, nem viciados em drogas, nem apostadores que perdem perdem todo o seu patrimônio em mesas de pôquer ou corrida de cavalos, nem maníacos sexuais, nem pessoas que não conseguem dominar sua compulsão por comida, nem mulheres anoréxicas, nem deprimidos suicidas, nem..." Antônio, limitações e circunstâncias não estão dissociadas da escolha. Mesmo um alcoólatra, antes de pedir a primeira dose, está fazendo uma escolha. Ele pode até ter a consciência de que aquilo não vai lhe fazer bem a longo prazo, mas aquilo, naquele momento, vai aumentar a sua satisfação. "O fato é que essa não é a lógica da vida, e sim a lógica dos organismos. A vida se processa no tempo, e no acaso que ele acarreta. O organismo quer eternidade para si, o tempo quer mudança. Mudança que faça o organismo não mais se reconhecer como o mesmo, é encarada por ele como morte. Portanto, a vida obedece, sim, a lógica da morte. E vice-versa." Não entendi bem, Lois. De qualquer maneira, pensei num negócio. Se o individualismo segue a lógica da vida - a sobrevivência - o coletivismo - o altruísmo compulsório - segue a lógica da morte. Não é à toa que nem todos os desastres naturais do século passado mataram tanto quanto o comunismo. Sim, sou radical e maniqueísta contra a escravidão. "Não se pode falar de comportamento humano sem desvios, sem exceções, sem loucura, sem acidentes, sem pontos fora da curva. No mais, não, não é possível analisar a ação humana ignorando as circunstâncias." Igor, ninguém está ignorando as circunstâncias, ela está na equação da ação humana, o texto explica isso. No mais, gostaria que você me explicasse qualquer dia desses o motivo da sua implicância com a Ayn Rand. "Mulheres que sofrem na mão de homens cafajestes e piranhões -- e no entanto elas só se apaixonam por sujeitos do tipo, um após o outro." Os sentimentos e necessidades de cada um são, oh!, pessoais e intransferíveis. Essa mulher, aos nossos olhos, pode estar se desmoralizando, mas quem sabe o que passa pela sua cabeça é ela e mais ninguém. Nós só podemos conjecturar e dar uma de Freud sobre os seus motivos. "A intenção realmente pode ser ir do 9 para o 10, mas nem tudo é preto no branco. De fato, concordo com os post acima, da minha maneira, não deve ser descartado a possiblidade de se confundir 10 com 9 e vice-versa." Ricardinho, li outro dia uma frase que me fez muito sentido: o homem não é um animal racional, é um animal que racionaliza. Nem toda escolha parece racional pra quem está de fora, por isso que o valor é subjetivo. As pessoas não têm todas as informações que precisariam pra tomar uma escolha 100% racional, elas agem com o que têm.

13 comments:

Anonymous said...

O que dizer??
Sophia

sol-moras-segabinaze said...

Fique à vontade pra dizer o que quiser, Sophia.

Anonymous said...

O problema é que o que eu tinha pra dizer já foi contestado!!!
!rs!
Tenho que pensar.
Sophia

Eulalia said...

Escreveu com uma segurança.
Pareceu o dono
da verdade.

sol-moras-segabinaze said...

A verdade não tem dono, Eulália.

Anonymous said...

Eulalia.

moscaazul said...

Não é isso, Sol. Quis dizer que não se pode deduzir as regularidades da ação do homem a partir desse axioma. Esse reducionismo é falso. Faltou psicologia, uma noção básica da psique humana. Mesmo se a praxeologia fosse uma regra geral, e não esse axioma rígido e limitado, ela certamente seria furada aqui e ali. Nada disso é explicado no próprio texto.

moscaazul said...

Sobre Ayn Rand, não é implicância, ela é fraquinha mesmo. Muito primariazinha.

Acho que foi mais do que refutada aqui:
http://moscaazul.wordpress.com/2009/03/09/lixo-intelectual

e aqui: http://moscaazul.wordpress.com/2009/03/11/lixo-intelectual-ii

Pois é, Ayn Rand está para filosofia como Stevie B está para música clássica.

Abs,

sol-moras-segabinaze said...

Me diga, Igor, você não age buscando passar, segundo a sua própria avaliação, de um estado menos satisfatório pra um mais satisfatório?

sol-moras-segabinaze said...

Igor, li lá e um dia vou parar pra tentar responder a algumas coisas que você escreveu. Não sou advogado de Rand, como não sou também de Mises, mas acho que você está deixando a sua religião - ou crença religiosa - influenciar alguns dos seus julgamentos. A sua crítica é desproporcional pra alguém que, como ela, defende a liberdade individual como você. Claro, ela tinha lá os seus desvarios pessoais, mas não considero que isso desqualifique o cerne do seu pensamento.

Ab

moscaazul said...

1- Acho que passo 50% do tempo em estados objetivamente menos satisfatórios do que o que me seria possível. Talvez mais. Cansei de trocar 10 por 0.

2-Esquecendo que eu tenho religião, Sol, sobre a egolatria Randiana, que tangencia totalmente com a praxeologia, "se há essa preocupação em usar o bem comum como uma das vantagens dessa ética, ninguém percebeu que isso já deixou de ser egoísmo?"

2.1- Sol, apenas leia a parte em que ela tenta avaliar Kant, e não me diga se a dona não é dum primarismo medonho. E ainda se diz filósofa. Não dá. Todo arremedo de lógica dela é tremendamente infantil. Erros basilares, mesmo. De interpretação de texto e conhecimento histórico.

sol-moras-segabinaze said...

Igor:

1 - Você pode ter trocado 10 por 0, mas você não sabia disso no momento em que fez essa escolha. Ou sabia?

2 - Acho que é exatamente disso que falava a matáfora da mão invisível, não? Nem é a intenção do cara fazer o bem comum, mas ele acaba fazendo mesmo sem ter sido essa a sua intenção inicial.

3 - Depois vejo essa parte do Kant. hehe Juro, tenho que sair agora.

Ab

Antonio said...

Sol

Se vc não se convenceu com nenhum dos comentarios que foram colocado aqui até agora, não será com mais um -- qualquer um.

Por isso, fico por aqui.

abs