Tuesday, June 30, 2009

O luxo de hoje é a necessidade de amanhã

Na casa mais humilde existe uma televisão, uma geladeira e um fogão. Podem não ser top de linha, mas estão lá, trazendo conforto e diversão. Há algumas décadas, eram privilégios de poucos. Nos EUA, um jovem de 16 anos que não tenha um automóvel se sente marginalizado. Trabalha virando hamburgers no Burger King, mas dirige um carrão. Lembro quando o telefone no Brasil era um luxo declarado no Imposto de Renda. Outro dia vi um mendigo falando no celular. A obesidade é hoje um problema maior que a fome. O uso do computador, que aqui viveu uma ridícula reserva de mercado, hoje está disseminado. Claro, ainda não no nível da TV, mas um dia chega lá. Isso está alterando tudo. Alguns não gostam de mudança, mas ela é inevitável. Reservas de mercado caem de podres, a informação circula sem rédea e não há palavras que consigam descrever o avanço que isso significa pra liberdade. As pessoas vivem uma média de 80 anos e a população cresce. Os que reclamam do mundo contemporâneo não viveram séculos atrás pra saber como era a vida. They take it for granted, usufruem dos avanços mas não sabem bem o que causou toda essa prosperidade relativa. Relativa porque eu posso imaginar um mundo onde todos têm tudo o que querem na hora que desejam. O império da abundância na Terra. O mundo perfeito pra se condenar o presente em nome de um futuro utópico. O homem nunca está satisfeito, realidade tão evidente quanto a morte.

3 comments:

Raphael Moras de Vasconcellos said...

Qual outro axioma explicaria o comportamento do indivíduo na família e nos diversos graus de coletividade (prédio, rua, bairro, cidade...), acomodando o primeiro axioma "9 e 10"?

sol-moras-segabinaze said...

Ué, a sua família, o seu prédio, a sua cidade estão inseridos nas circunstâncias da ação humana.

Não são entidades separadas.

sol-moras-segabinaze said...

http://moscaazul.wordpress.com/2009/06/30/na-na-ni-na-nao/#comments