Monday, July 13, 2009

"Adevogado" das liberdades individuais

Tem os links aí do lado, as citações que coloco e tal, mas a busca pela verdade é individual, eterna e intransferível. Não sou "adevogado" de Mises, Dawkins ou Rand, sou advogado das liberdades individuais. Essas pessoas não inventaram a liberdade, elas forneceram insights e argumentos pra que essa liberdade fosse corretamente compreendida e defendida. Quando Mises fala que as pessoas agem seguindo os seus próprios interesses, ele constata o óbvio. Ele não está dizendo que as pessoas têm o direito de passar por cima das outras e nem que as escolhas sejam isentas de erros, isso é uma caricatura. Quando Dawkins diz que Deus "provavelmente não existe", ele não está chamando automaticamente de "burros" todos os crentes, ele está constatando o óbvio. Ele não está dizendo pros ateus saírem por aí caçando os crentes, isso é uma caricatura. Quando Rand fala que o indivíduo é um fim em si mesmo, ela constata o óbvio. Ela não está dizendo pras pessoas só pensarem em si mesmas, isso é uma caricatura. Lógico que essas coisas são "óbvias" pra mim, não quero e nem posso falar pelos outros. Concordo não porque foram eles que disseram, mas porque são pensamentos coerentes com a minha própria visão do que seja a liberdade. O que acontece na microesfera libertária é um conflito inevitável entre os que acreditam e os que não acreditam em Deus. Isso faz diferença, mas não o suficiente pra separar esses liberais na luta contra grande parte dos diversos tipos de coerção.

6 comments:

Haemocytometer said...

"Quando Dawkins diz que Deus "provavelmente não existe", ele (...) está constatando o óbvio."

Até poderia ser óbvio se pelo menos esse conceito de Deus fosse definido com clareza. QUE Deus não existe? NADA do que existe pode ser chamado de Deus?

"O que acontece na microesfera libertária é um conflito inevitável entre os que acreditam e os que não acreditam em Deus."

Essa diferença, aos meus olhos, é mínima. E tendo a concordar mais com os que acreditam em alguma transcendência supra-consciente (uma conceituação menos genérica para Deus), pois eles ao menos admitem que a consciência humana é pífia demais para fazer o papel de objeto de crença (outra conceituação menos genérica para Deus) sozinha.

sol-moras-segabinaze said...

Qual Deus? Qualquer entidade sobrenatural, seja Zeus, Deus, Thor, Odin, sei lá, o Espaguete Voador serve também.

"Essa diferença, aos meus olhos, é mínima. E tendo a concordar mais com os que acreditam em alguma transcendência supra-consciente."

Pois é, como é que se definiria essa transcendência?

As coisas que a gente não compreende não são necessariamente frutos de uma entidade sobrenatural.

Ainda não conseguimos compreender tudo o que acontece no cérebro e esse gap pode ser o motivo de se evocar essa transcendência.

Haemocytometer said...

"As coisas que a gente não compreende não são necessariamente frutos de uma entidade sobrenatural."

Concordo. E acrescento: há coisas incompreensíveis por natureza, e, não sendo sobrenaturais, também não são da alçada da consciência.

Mas você não respondeu à minha outra pergunta: NADA do que existe pode ser chamado de Deus?

sol-moras-segabinaze said...

Estou falando do Deus onipotente, onisciente, que criou o universo, céu, inferno, etc, esse que as diversas religiões evocam.

Do quê você está falando?

Sebastian Volta said...

Eu acho que quem acredita em Deus não deveria poder votar! hahaha!
Afinal... Quem acredita no que não existe, é louco; quem é louco, é civilmente definido como incapaz; quem é incapaz, não pode votar; logo...
Hahaha! Parafraseando o autor deste blog, "isto é óbvio para mim"!

sol-moras-segabinaze said...

hehe

Essa democracia plebiscitária que vivemos por aqui tem mais é que ser questionada mesmo, mas não tirando o voto dos religiosos, obviamente.