Monday, October 19, 2009

O Enem e a liberdade individual

"O MEC ainda não conseguiu tornar o Enem universal e obrigatório para todos os estudantes e necessário para a entrada em todas as faculdade e universidades do País. Felizmente! O objetivo é torná-lo obrigatório para todos. Como ambicionam todas as burocracias, sobretudo as que têm poder de estabelecer monopólios. O objetivo é fazer todos ficarem iguais, como Brasília ou Tashkent, capital do Usbequistão. Nada a estranhar. A segunda coisa pela qual Oscar Niemeyer é mais famoso é por ser comunista. Seu objetivo principal era a igualdade por meio dos tijolos, a qualquer custo. Em seu livro O Sagrado Moderno, Avatar Moraes mostra que a arte só veio a existir com o capitalismo. Antes, o que existia era artesanato. Só virou arte depois que o capitalismo criou a possibilidade de aqueles objetos de artesanato (quadros, esculturas, tapetes) serem comprados ou vendidos. Atribuiu-lhes um valor monetário e as pessoas passaram a poder preferir um Picasso a um Modigliani ou um Rafael a um Ticiano. Sem a diversidade de gostos que o capitalismo propicia não existiria a arte como a entendemos hoje." Alexandre Barros (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=423).

9 comments:

Anonymous said...

O mundo das artes ainda não sabe do imenso benefício dado de graça pelo recente incêndio parangolístico. Arte moderna é cascata. Tem alguma coisa mais moderna que Guernica? É da década de 20, 30? Não tem parangolés, só o horror. É um documento histórico.
A história da Espanha não pode ser contada sem aquele quadro. Sem ele, a história é incompleta. Com ele, temos o mais preciso e precioso comentário sobre o que foi o fascismo. A perda de Guernica seria uma perda para a humanidade. A perda parangolésística é equivalente à perda de qualquer obra em barracão de escola de samba - e olha que vi trabalhos de escola de samba muito melhores. Se parangolé não tivesse dado uma graninha pra galera e tutti quanti, todos seriam unânimes em apontar o embuste. Claro, na minha modesta e ignorante opinião.

sol-moras-segabinaze said...

"O mundo todo crê que Guernica foi um quadro pintado por Picasso em homenagem ao bombardeio da cidade basca de Guernica, embora no quadro não se encontre nem sombra de bombas, bombardeios ou cenas de guerra. Os fatos foram bem outros. Picasso havia pintado uma tela de oito metros de largura por três e meio de altura, intitulada "La Muerte del Torero Joselito", plena de cores fúnebres, que iam do preto aobranco, em homenagem a um amigo seu, o toureiro Joselito, morto em uma lídia. O quadro ficara esquecido em algum canto de seu ateliê. Ao receber uma encomenda para o pavilhão republicano da Exposição Universal de Paris de 1937, Picasso lembrou do quadro. Foi quando Guernica foi bombardeada pela aviação alemã. Oportunista genial, o malaguenho não teve dúvidas: titulou o quadro como Guernica. De uma só pincelada, o vigarista espanhol traiu a memória do amigo e mentiu para a História. E até hoje não há jornal que não ponha um aposto explicativo, quando ao quadro se refere: pintado em homenagem ao massacre de Guernica pelos nazistas. Multidões desfilam ante o embuste em Madri, conduzidas por solícitos guias que acreditam ver campos de guerra em cenas de arena. Os guias não só acreditam como induzem as massas de crédulos a acreditar na versão bélica proposta por Picasso."

http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=983

Anonymous said...

O fato do anônimo não entender a obra não é motivo suficiente para
desmerecê-la. Obra de arte não foi feita para o povão.

Anonymous said...

Joselito deu uma contribuição importantíssima para a arte. Nunca havia escutado a versão.

sol-moras-segabinaze said...

Mas é aquela coisa, Picasso dominava a técnica e podia cometer garranchos. Se o cara não domina a técnica, pode se refugiar no garrancho ou no conceito.

Não vou meter a mão nesse vespeiro, até porque posso encontrar alguma culpa minha nesse cartório, mas a história do Oiticica rendeu paca.

A mim interessa mais saber como o poder entra nessa história. Porque esse incêndio pode abrir um precendente perigoso, o de que as obras - por serem importantes - pertencem não aos herdeiros, mas ao estado.

rodrigo.feijao said...

porra sol, não está acompanhando os posts do dodo? é um festival de ´o governo tinha de fazer isso´ e ´a arte não pode ser vendida pelo valor de mercado´ (?1?!?)... dá muita, muita tristeza... e o anonimo tem razão: é uma patotinha, como, claro, tinha de ser, defendendo isso... HO tinha dinheiro, senão não era no Jardim Botanico que estariam suas obras. Vende a porra da casa e aluga uma imóvel pra guardar as obras, se elas são importantes. guardou de qq jeito? Não segurou? #SEFODEAI

abs

sol-moras-segabinaze said...

Pois é, Feijão.

O dirigismo cultural arrochando e nego pedindo mais. #SEFODEAÍ

Anonymous said...

Sol, eu sei que havia um toureiro chamado Joselito, e que ele morreu na arena, li no excelente e não venerado Verão Perigoso, do Hemingway, mas esta versão de que
Guernica foi Joselito originalmente
nunca tinha ouvido falar. É vero?

sol-moras-segabinaze said...

Well, não tenho como bater o martelo definitivo, quem sustenta isso é o Janer Cristaldo, um articulista que gosto muito.

Mas me faz bastante sentido.