Thursday, October 15, 2009

O dia do professor

Qual "educação" é o problema do Brasil? Essa via crucis em busca da autorização do MEC pra se fazer parte de alguma guilda? Essa "educação" uniformizada por um comitê central? "Educação" fornecida pros súditos ficarem pianinho com o estado e death metal com o mercado? "Precisamos de melhores salários e condições de trabalho!" Eu também, mas isso não se resolve com decretos, tem a ver com a demanda e a produtividade do trabalho. As greves que os professores da rede pública volta e meia se engajam acabam com as reivindicações sendo atendidas (mesmo que parcialmente) e os problemas persistem. Por que? Porque os incentivos estão errados. O currículo deve ser livre, o exercício das profissões deve ser livre e as pessoas devem ser livres pra contratar quem elas quiserem, independente de certificados e diplomas. O mercado de trabalho é engessado e a informalidade é enorme porque existem milhões de regrinhas que obrigam o camarada a frequentar aulas caras, inúteis e doutrinárias que nada têm a ver com o que ele quer fazer da vida. O mercado de trabalho é regulado assim pra proteger da concorrência os grupos de interesse influentes. Se as coisas fossem resolvidas com pressão de sindicatos, era só dar logo o poder pros sindicalistas. Quer dizer, isso já aconteceu, e aí? O Brasil, por acaso, saiu do estado semi-civilizado em que se encontra pra se juntar ao mundo desenvolvido? Todo o papo furado sobre a "educação" cubana adiantou alguma coisa praquele país?

3 comments:

João said...

"O o exercício das profissões deve ser livre e as pessoas devem ser livres pra contratar quem elas quiserem, independente de certificados e diplomas."

Comemorei um bocado quando o STF derrubou a obrigatoriedade do diploma de jornalista (que tenho). É uma imposição que, a rigor, não deveria nem ser objeto de julgamento porque não tem nenhuma legitimidade.

(Infelizmente, dias depois, o mesmo STF manteve o absurdo monopólio estatal dos Correios)

sol-moras-segabinaze said...

Monopólio na entrega de cartas, veja você que maluquice.

Anonymous said...

Sol,não vejo espanto com o monopólio da entrega de cartas. O seu presidente fala de um jeito que leva a pensar que o PT detém o monopólio da felicidade aos brasileiros de baixa renda. O pSDB detém o monopólio de ódio aos mesmos pobrinhos. Um país não é um país pelas coisas que ele lembra de dizer, e sim pelas que ele esquece. Exemplo? Filho real. O alagoano do olho vidrado. O alagoano que pulou a cerca. O maranhense que fugiu pra se eleger.
O paraense das mil maracutaias. O ex braço direito "chefe de uma quadrilha organizada para lesar cofres públicos", como disse o ministro relator da principal corte de justiça do país. O publicitário careca. O publicitário baiano. O país esqueceu desses caras. Por país leia-se imprensa, a mesma que descobriu as mutretas, agora se cala. Já abriste a carta capital, caro amigo? Leve um carrinho de mão: está abarrotada de anúncio federal. Tom Jobim disse que o Brasil não era pra amador. Eu copio o maestro soberano. O Maranhão não é pra amador. Alagoas não é pra amador. Pará não é pra amador. Cansei. Sou um amador recém chegado a um país de putas velhas.