Wednesday, September 09, 2009

O livre mercado (trocas voluntárias)

Quando você vai na padaria e troca os seus reais por pães, você está fazendo uma troca voluntária. Perceba que tanto você quanto o padeiro dizem "obrigado" após a troca. Isso não acontece à toa, ambos estão satisfeitos com o negócio. O mesmo vale pra qualquer outra transação voluntária, caso contrário, não haveria troca. Se você dá os seus reais em troca dos pães, é porque você valoriza mais os pães que os reais e o padeiro valoriza mais os reais que os pães. Alguém (um esquerdista) poderia alegar que você só comprou aqueles pães ali porque foi "seduzido pela propaganda". Isso não faz diferença, porque a palavra final do que fazer com o seu dinheiro tem que ser sua mesmo. Entre as várias opções de pão, você escolheu aquele. Entre as várias opções de padaria, você escolheu aquela. O poder da propaganda é o de te informar da existência daquilo e fazer aquilo parecer o mais sedutor possível. Qual seria a alternativa? Claro, regular a publicidade e deixar que os políticos e burocratas decidam o que você pode ou não consumir. Você, afinal de contas, é um demente que - se deixado livre - sairia babando sem rumo por aí. E daí que você prefere comer no McDonald's ao invés daquele natureba? Tanto o natureba quanto o McDonald's são livres pra tentar te convencer a gastar ali o seu dinheiro. Se você não é livre pra consumir, você não é livre at all.

6 comments:

Sebastian Volta said...

"Se você não é livre pra consumir, você não é livre at all."
Muito boa essa frase. Assim como "errar é humano", pois há uma certa sabedoria de que errar é realmente uma característica humana, pois o erro é o risco do livre-arbítrio. Formigas não erram, apenas agem -- é tudo programado. O problema é que vários indivíduos da espécie humana odeiam suas condições, tentando ser formigas a qualquer custo, fomentando esta grande abstração chamada Estado -- o formigueiro humano.

sol-moras-segabinaze said...

Verdade. Também conhecidos como "cupins".

Luiz Mário Brotherhood said...

Sr. Sol, me desculpe a propaganda, mas o que o "Sebastian Volta" falou parece muito com o que Ayn Rand fala em "The Objectivist Ethics" (Sebastian, deves conhecer, correto? - Sr. Sol também...).

Pooor acaso, eu traduzi esse texto pra português (deu um baita trabalho). Se estiverem interessados: http://luizmariobr.blogspot.com/2009/09/etica-objetivista-por-ayn-rand.html

Obrigado!

sol-moras-segabinaze said...

Valeu, Luiz. O "sr." não é necessário. hehe

Sim, vi lá. Coloquei o teu site aqui nos meus links também. Ab

Anonymous said...

hmm,nao.

voce nao é livre porque é obrigado a pagar.

se voce é privado de algo que vc precise por nao poder pagar por isso, você nao é livre.

só seremos livres "at all" quando o ser humano oferecer seu produto ou serviçi sem exigir retribuicao.e aí,tudo será de graça. isso é liberdade: abolicao do dinheiro e gratuidade para qualquer produto ou serviço.

se ninguem cobrar, nao haverá custo. sem haver custo, nao haverá necessidade de cobrança. sem cobrança, aí sim, haverá liberdade.

sol-moras-segabinaze said...

Foi sério esse comentário?