Thursday, September 03, 2009

Ilusão da ciência

"Eu, Eclesiastes, fui rei de Israel em Jerusalém. E propus, no meu espírito, procurar e investigar, com sabedoria, tudo o que acontece debaixo de sol." Não sabia que Eclesiastes tinha sido uma pessoa. "Examinei todas as coisas que se fazem debaixo do sol. Pois bem, tudo é vaidade e aflição do espírito!" Como assim? Até quando eu tô na praia com a patroa e uma caipirinha, estou inevitavelmente aflito? "O que é torto não pode se indireitar; o que falta não se pode contar." Quanto pessimismo. Mesmo um católico hardcore como o Reinaldo Azevedo sabe que o pessimismo não é uma categoria moral superior ao otimismo. "Esforcei-me de coração em compreender a sabedoria e o conhecimento, e também a tolice e a insensatez. E reconheci que nessas coisas também está a aflição do espírito." E qual seria a saída pra essa aflição sem fim? Deixe-me adivinhar... Aceitar Deus como meu Senhor e Salvador? Yeaaah, maaan. "Muita sabedoria, muito desgosto; quanto mais conhecimento, mais sofrimento". A ignorância é uma bênção. Mas imagine só como o sofrimento seria amplificado se os homens não fossem atrás do conhecimento. Na realidade, a espécie humana correria o risco de nem ao menos se reproduzir e sobreviver, o que faria da palavra divina letra morta.

2 comments:

Sebastian Volta said...

Eu concordo com Ecclesiastes... se você foi a praia, é porque estava "aflito" em casa...

sol-moras-segabinaze said...

Pode ser.

A curiosidade deixa a gente aflito.