Wednesday, March 10, 2010

Por que toda discussão política termina em Cuba?

Porque Cuba é o horizonte utópico da turma no poder, a ditadura de estimação de todos os esquerdistas latino-americanos. Eles tentam disfarçar, mas os fatos falam por si só. Fidel e Che são os modelos, os profetas, os santos do outro mundo possível. Então se o camarada mete o pau em Cuba, logo aparece alguém pra relativizar a ditadura louvando a sua educação e a sua saúde. Yeah, right, que bela educação essa em que só são permitidos os livros escolhidos pelo ditador e que bela saúde essa em que o ditador vai se tratar com médicos de outros países. Cuba é emblemática porque ali está revelada toda a verdade da alternativa à economia de mercado e aos direitos individuais. Não há liberdade de imprensa, não há liberdade de ir e vir e não há liberdade de iniciativa. Ou seja, as pessoas devem seguir as ordens do ditador se não quiserem ir pra cadeia. Tal arranjo é indefensável, mas no Brasil tem muita gente que considera aquilo bacana, inclusive o seu presidente e o seu partido que dominam amplamente a máquina estatal - além dos departamentos de ciências humanas das universidades que formam a, digamos, elite intelectual do país. Isso é ou não é preocupante e digno de discussão?

2 comments:

sol-moras-segabinaze said...

Post também publicado no Instituto Millenium:

http://www.imil.org.br/blog/por-que-toda-discussao-politica-termina-em-cuba/

Anonymous said...

http://boletimhsliberal.blogspot.com/2010/04/maniqueismo.html#links

É lamentável ver o maniqueísmo de um Ruy Castro que, qual um Arnaldo Jabor qualquer, vez por outra, descarrega suas baterias contra Cuba, por seus presos políticos, contra as Farc, por seus prisioneiros da selva, e contra o Irã, por suposta execução em massa de opositores. Bem ao agrado dos EUA, que utilizaram o mesmo argumento para arrasar territórios bem distantes do seu. Também ao agrado da linha editorial desta Folha. Nada contra um protesto que se paute em informações bem apuradas, uma boa arma do jornalismo. O que se lamenta é que não se dê a mesma dimensão para o despejar diuturno de bombas sobre a população civil palestina e do Paquistão. Esquece-se o volume de artefatos nucleares, não controlados, de Israel. Faz-se cego aos assassinatos de lideranças sindicais e populares pelo governo da Colômbia e para os centros de tortura que os EUA mantêm em várias partes do mundo.