Friday, March 19, 2010

Chávez descobre uma mentira na internet

"Obrigar alguém a escolher de acordo com as minhas escolhas, a patrocinar as causas que eu considero importantes, é ridículo, mas é esse ridículo princípio que está no núcleo de todo socialismo. Não há nada de acidental na repressão socialista. Como disse Mises, todo socialista é um ditador disfarçado. Se a pluralidade de opiniões fomenta uma democracia liberal, a mesma pluralidade ameaça um regime socialista, porque o socialismo significa concentrar milhões de vidas sob um único mecanismo de decisão. Diferentes vozes não são interpretadas como debate aberto, mas como dissidência perigosa. O século XXI iniciou com a avalanche multiplicadora da informação. Nunca foi possível acessar tantas mentiras, exageros, xingamentos e manipulações com a facilidade que temos agora. No entanto, nunca a população mundial esteve tão bem informada. O caos de informação online é acompanhado pela demanda de coordenação, de filtro, de verificação. E é na própria liberdade online que surgem os instrumentos para esses fins. Não é preciso autoridade central alguma para determinar a veracidade de cada post, cada email, cada tweet. Há sites destinados a corrigir a propagação de mentiras e, o mais importante, há a desconfiança generalizada sobre a informação que se consome online. A Wikipedia não derrotou a Enciclopédia Britânica por ser mais confiável; derrotou-a exatamente por ser desconfiável. É por isso que ela funciona: porque você pode ir verificar o erro e consertá-lo. A nossa liberdade de informação alucinante amedronta os governos baseados na uniformidade do pensamento. Cada vez mais os ditadores disfarçados inventarão motivos, terminologia e retórica para controlarem nossa liberdade online. Dizem que um mundo mais complexo necessita de mais controle. Pelo contrário. É a simples sociedade tribal que pode ser facilmente controlada de cima para baixo. A complexidade social e tecnológica necessita de maior diversidade de gerenciamento, mais ambientes para experimentação, mais regras emergindo da cooperação voluntária. Enfim, requer maior liberdade." Diogo Costa (http://www.ordemlivre.org/textos/938).

4 comments:

João said...

Engraçado, claro que a motivação de Chávez era só porque o site o critica e que achar uma mentira na internet é como achar um cocô de cachorro em uma calçada de Botafogo, mas a propagação de mentiras via internet vrou uma arma ou, como disse o Mainardi, "A internet tem esse lado sombrio: ela permite que idéias criminosas sejam propagadas abertamente"

Nesse ponto - e sem a menor dúvida de que a ação do chapolin foi meramente casupistica em favor próprio - acho que sites podem, sim, ser punidos caso deem guarida a comentários que difamem ou que incitem a crimes. Noutro dia, reclamei, mas vi mantidos comentários pedindo a morte de presos políticos em Cuba, tachados como "empregadinhos da CIA", "bandidos à [ese pessoal sempre usa crase errada] serviço do império" e por aí vai.

Abs

sol-moras-segabinaze said...

João, uma mera opinião não pode ser crime, mesmo que a opinião seja a de que toda a oposição em Cuba seja "empregadinha da CIA".

rodrigo.feijao said...

com certeza, Sol.

"Cada vez mais os ditadores disfarçados inventarão motivos, terminologia e retórica para controlarem nossa liberdade online."

Não sei se o Diogo Costa cita isso explicitamente, mas a bandeira mais evidente para este tipo de controle é a pedofilia. Transita no legislativo e até no executivo todo tipo de regulamentação para acesso, distribuição e controle de informações pessoais dos brasileiros. Tudo para evitar a pedofilia, afinal, quem é a favor da pedofilia? Pelo visto a galera que valoriza sua privacidade...

como disse um dos ceos do "don´t do evil" google "se vc não quer que ninguém saiba não deveria estar fazendo" ah, seu grande filha da puta! se eu não fizer você não vende a informação pros seus clientes : )

João said...

O crime não é a opinião - esta é apenas a "justificativa". O crime é a apologia ao crime (previsto no código penal), ao homicídio - ou a genocídio, como no caso das ameaças anitsemitas ao Caio Blinder.