Monday, March 09, 2009

Soninha

Sempre simpatizei com ela, pessoa obviamente bem intencionada que compra umas brigas boas. Mas, além de comentarista, VJ, vereadora, subprefeita e budista, a Soninha - vi ontem no programa do João Gordo - se diz "comunista, com muito orgulho". É de partir o coração. Soninha diz que quer ser prefeita de São Paulo pelo PPS ("o antigo Partidão"), pra depois se "recolher num templo budista e fazer trabalho comunitário". Eis aí uma das distinções mais importantes entre o capitalismo e o comunismo. No capitalismo, a Soninha é livre pra comprar um terreno e fazer ali o trabalho comunitário que quiser, se associando de maneira voluntária com quem quiser. No comunismo, todos são obrigados a se engajar nos tais trabalhos comunitários sob as ordens do comitê central. Não há comparação e o abismo moral entre as duas opções é gigantesco. O problema é que o comunista bem intencionado se coloca sempre no papel de quem decide. Mas uma tirania não se torna boa ou desejável porque concorda conosco. Uma tirania é ruim e indesejável porque, por mais nobres que sejam os fins anunciados, tira a liberdade de escolha das pessoas.

6 comments:

Tibiriçá Ramaglio said...

É de partir o coração mesmo, mas não causa espanto. A esquerda conseguiu se fazer passar por bem-intencionada, ética, idealista, democrática, apesar dos mais de 100 milhões de mortos que os comunistas carregam nas costas. Cabe a nós, liberais, restabelecer a verdade.

sol-moras-segabinaze said...

Tamo junto.

Bia said...

Comunista-budista....será que ela não vê o que a China faz com o Tibet? Que hipocrisia.

Felipe said...

Isso me lembra uma canção dos Smiths, "Stop me if you think that you've heard this one before", onde o narrador diz que depois de uma reflexão budista, ele planejou um assassinato em massa... Tudo a ver com o comunismo de Soninha.

sol-moras-segabinaze said...

Podicrê.

sol-moras-segabinaze said...

Smiths, gosto muito.