Wednesday, March 25, 2009

Sexo

Interrompendo a overdose Radiohead, não pude deixar de reparar no respeitável número de pessoas que vão lá no Google digitar "Cristianismo e Capitalismo" e acabam aqui num textinho antigo: (http://sol-moras-segabinaze.blogspot.com/2008/08/cristianismo-e-capitalismo.html). Não acredito em deus, alma, inferno e nem acho que a Bíblia seja guia pra alguma coisa, tamanhas as suas contradições. Mas, para ser justo, não vou fazer parte do coro que vem condenando a igreja católica nas últimas semanas por causa de suas recomendações em 2 assuntos: AIDS e aborto. Por mais natural que seja o ato sexual, sempre existe o momento em que se decide passar do pensamento à ação, e ignorar isso é tirar do indivíduo o seu livre-arbítrio e tratá-lo como um animal escravo de seus instintos mais primitivos. Ninguém é obrigado a transar e o sexo, mesmo com camisinha, tem conseqüências. No caso da AIDS, não há dúvida de que um comportamento promíscuo aumenta as chances de contágio. Não é moralismo, é lógica. O aborto é mais complicado e o caso da menina de Recife que causou esse escarcéu não foi de sexo voluntário, foi estupro. Acho então que o aborto se justifica, por mais que isso doa o coração. Mas não crucifico a igreja nesse assunto porque o aborto não pode mesmo ser banalizado. Vi ontem novamente o "Juno" e aquela menina bonitinha fez a coisa certa. Não se achava em condições de criar aquela vida, deu à luz e à quem desejava muito aquela criança. Todos nós já fomos fetos.

2 comments:

Anonymous said...

Todos nós já fomos esperma, porque a masturbação então é banalizada?

sol-moras-segabinaze said...

Nós somos o encontro do esperma com o óvulo. Sozinho o esperma não cria ninguém.

E ainda bem que existe a masturbação! Eis aí um grande processo civilizatório.