Tuesday, March 10, 2009

Esses fundamentalistas são looouuuucos!

Óbvio que o primeiro iluminismo nos países islâmicos deve partir de seus próprios habitantes, sem imposições de fora pra dentro. Ao mesmo tempo, fica difícil ter uma política de não-intervenção total quando os camaradas estão lá construindo uma bomba atômica com a intenção declarada de varrer um país do mapa. Como é que fica? Deixa os caras bombardearem Israel pra, só depois, reagir? Uma política de não-intervenção se afina com a filosofia da não-agressão, mas quem garante que os fanáticos religiosos vão ser assim tão nobres e racionais? Se o Hamas, patrocinado pelo Irã, ainda não conseguiu destruir Israel, não foi por falta de tentativa ou vontade, mas por falta de um poderio militar que superasse o dos israelenses. O que esses camaradas fariam caso tivessem uma bomba atômica? Esperariam o OK da ONU? Do Obama? Do Osama? De Allah? Complicado.

5 comments:

João said...

Noutro dia, estava falando com um camarada meu: policial ver um vagabundo de fuzil na mão "guardando" uma rua de favela e atirar sumariamente nele é legítima defesa. Legítima defesa de todo mundo que mora ali e que, mais ou menos, sofre as consequências disso.

sol-moras-segabinaze said...

Complicado, João. Tem favelas aqui no Rio onde a polícia nem entra. A gente tem várias faixas de Gaza, com a polícia dando murro em ponta de faca. Deixaram a coisa chegar num ponto lamentável. As ocupações são ilegais, os camaradas não pagam o que os legalizados pagam, mas ao mesmo tempo têm que pagar os serviços aos traficantes e milicianos... Quer dizer, virou um território à parte mesmo.

João said...

É isso mesmo, Sol.

A política dita como humanista de evitar incursões da polícia (refiro-me à polícia em sua função legítima de dar segurança) nas favelas é grande responsável por esses absurdos territórios à parte, negando a seus moradores a segurança que, mal e porcamente, a gente recebe "no asfalto".

Nada foi tão escroto com os pobres do Rio do que isso.

sol-moras-segabinaze said...

Verdade.

Você, por acaso, é o João da comunidade da Paradiso? Desculpe a indiscrição, mas fiquei curioso.

João said...

Tranquilo. Vi a inicação do blog lá.