Monday, May 25, 2009

Os EUA são tãããão reacionários

Os movimentos civis e Martin Luther King. O feminismo. A contracultura, os beats, o psicodelismo, Timothy Leary, Abbie Hoffman, Woodstock e os hippies. Hollywood e os filmes marginais exploitation. Stan Brakhage, John Cassavetes e Woody Allen. South Park e Os Simpsons. Literatura gonzo e o New Journalism. A Revolução Americana e todos aqueles libertários maravilhosos, os "pais fundadores". Os abolicionistas, os transcendentalistas e as sufragistas. Frederick Douglas, Thoreau, Emerson e tantos outros que não vou me lembrar agora. O jazz, o soul, o funk, a disco, o hip hop e o rock. Claro que é uma generalização, uma generalização tão grande quanto a do ressentido que enxerga a grandeza alheia como imperialista e exploradora. Ora, não consumimos essas coisas nos achando a última jujuba do pacote? Que país reacionário é esse que nos deu a internet? Reagem porque a circulação de idéias (ainda) é livre, o debate (ainda) faz diferença e o indivíduo (ainda) não é um meio sacrificável ao coletivo. Estão tentando mudar isso. Quando a "Caros Amigos" dá uma capa simpática ao presidente "estadunidense", é porque a coisa tá feia. Ao ver um "progressista" brasileiro dizendo uma coisa, faça e pense o oposto. É potato.

5 comments:

Bianchni said...

Indivíduo e coletivo sempre têm que ser equilibrados, aqui como lá. Sem sacrifício do indivíduo perante o coletivo, país nenhum entra numa guerra (achemos ela justa ou não), só pra ficar no exemplo mais óbvio.

sol-moras-segabinaze said...

Pois é, olha vc aí dando um argumento excelente, mesmo que involuntariamente, contra a submissão do indivíduo ao coletivo.

sol-moras-segabinaze said...

Isso dá uma reflexão boa, Bianchini. Claro que existem guerras justificáveis moralmente. Se um ditador maluco pretende conquistar o mundo e submeter os países conquistados às suas regras autoritárias, é justificável que as pessoas se juntem voluntariamente e defendam o seu país, o seu território. Na verdade, estão protegendo as suas próprias propriedades, ao invés dos conceitos abstratos como Pátria e Nação usados pelos governos como chantagem emocional pra recrutar gente pros seus planos de expansão de poder.

Bianchini said...

Perfeito. Então, por extensão, temos proteger o coletivo é proteger os indivíduos que o compõem? OK, não em todo caso, mas pelo menos por definição?

sol-moras-segabinaze said...

Um estado que proteja a vida, liberdade e propriedade das pessoas.

Ou seja, que o estado deixe de meter o bedelho na economia favorecendo uns em detrimento de outros e se mantenha na função que os Founding Fathers imaginaram mais de 2 séculos atrás.

Não me oponho a isso, mas estamos bem longe disso, como vc deve saber.