Wednesday, July 25, 2007

Oscar Niemeyer


"Quando chego perto de Brasília, parece um milagre. Fico pensando que seria quase impossível Juscelino ter feito aquela obra toda em três anos e meio. Hoje, para fazer uns dez edifícios, levam-se três anos. Em Brasília, era preciso fazer tudo: uma cidade inteira. Aquilo foi uma cruzada que mostrou que nós, brasileiros, podemos fazer alguma coisa. Brasília foi um momento importante para o povo brasileiro".

De fato, foi uma obra importantíssima pra afastar os políticos e burocratas da pressão da opinião pública e enriquecer empreiteiros. E qual o grande mérito em construir uma cidade se endividando e inflacionando a moeda? É só imprimir "dinheiro" e jogar a dívida pras próximas gerações. Com esse modus operandi, a dívida pública atinge hoje mais de 1 trilhão de reais e Brasília é a palhaçada que se vê. Não é esse tipo de "milagre" que o país precisa.

"Sempre digo: o importante é o homem sentir como é insignificante, é o homem olhar para o céu e ver como somos pequeninos. Jean Paul Sarte era pessimista: dizia que toda existência é um fracasso. Mas ele gostava da vida. Apoiou todos os movimentos populares e progressistas de libertação. O que acho – sempre - é que o homem tem de viver dentro da verdade, saber que não é importante".

Quer dizer que o homem não é importante? Não me admira o arquiteto ser um comunista. É a própria essência do coletivismo: o indivíduo não tem valor em si mesmo e é um meio sacrificável ao fim coletivo. E Jean Paul Sartre foi aquele mesmo que defendia Mao Tsé Tung, gente boa, e lutava contra a divulgação dos crimes stalinistas, "pra não macular os ideais socialistas da esquerda francesa". Eis aí o pensamento de dois verdadeiros "humanistas".

Não. Nunca passou por minha cabeça a idéia de que o que houve na União Soviética tenha sido uma coisa definitiva. Aquilo foi um acidente de percurso muito natural. Foram setenta anos de luta e glória. Os soviéticos viajaram para o espaço. Marx inventou uma história fantástica, criou uma esperança nos homens. Por que pensar que tudo acabou?”

O homem insiste! Deve sentir uma ponta de esperança quando vê o Chávez levando o seu país à miséria e à opressão. Não vou nem entrar nos números macabros da experiência soviética, que podem ser encontrados no "Livro Negro do Comunismo", mas o fato é que O SOCIALISMO NUNCA VAI DAR CERTO. Primeiro, e esse é o motivo mais importante, porque trata o ser humano como gado, escravos de um comitê central que decide o que se vai comer, falar, publicar e pensar. Como tal controle é IMPOSSÍVEL, só resta a força e o terror pra se tentar implantar as taras autoritárias dos planejadores. Segundo, porque sem o mecanismo de mercado, da oferta e da procura, o cálculo econômico fica às cegas. Isso foi demonstrado já em 1922 pelo austríaco Mises, mas para os crentes totalitários a lógica não passa de um "mero detalhe" que a realidade contrapõe ao sonho.

Um "sonho" que matou mais de 100 milhões de pessoas e levou todos os países que o adotaram à miséria e à escravidão, mas que ainda goza de prestígio entre a elite "pensante" desse país. Desmoralizar essa farsa é uma tarefa inadiável pra todos aqueles que tenham respeito pela verdade e apreço pela liberdade.

1 comment:

sol-moras-segabinaze said...

Trechos da entrevista extraídos do site do Geneton Moraes:

http://www.geneton.com.br/archives/000055.html