Friday, February 27, 2009

O direito do cidadão à servidão

Continuando com a minha quixotesca cruzada contra a burocracia cultural, no O Globo de hoje rolou um texto da Bárbara Heliodora comparando a gestão na prefeitura carioca da comunista do Brasil Jandira Feghali à nomenklatura soviética. Óbvio, claro e cristalino. Se a programação dos teatros depende da aprovação dos comissários do povo (uia!), então está instituído o "centralismo democrático" com a cabeleira da Jajá no comando. Mais uma vez, a crítica vai até um certo ponto, de onde não passa sob o risco da diabólica palavra privatização ser evocada, para o horror, o horror da classe artística em conluio permanente com o estado. Por que a prefeitura tem uma rede de teatros? Por que existe uma secretaria de cultura? Por que existe um ministério da cultura? Questões que a verve da veterana crítica teatral não contemplou, como se o dirigismo cultural fosse um dado da natureza, um imperativo categórico, "um dever do estado e um direito do cidadão".

2 comments:

Carlos Dias said...

Pô, você sempre escreve estado com caixa baixa. Não é assim. É Estado, com E. Nosso amigo, protetor e - no meu caso - provedor.

sol-moras-segabinaze said...

hehehe

Boa, Carlão.