Wednesday, June 09, 2010

"Os jovens não se interessam por política e economia"

Foi o que disse o Kevin Roberts, presidente global da agência de publicidade Saatchi&Saatchi no O Globo de hoje. "Estão mais interessados em música, entretenimento, esportes, etc..." É verdade, não se interessam e os poucos que se interessam acabam enveredando por alguma vertente do socialismo, ou seja, querendo estatizar ainda mais o estado de coisas. Quer dizer, esses poucos se interessam pela política, pelo jogo de poder, mas ignoram solenemente a economia, porque ela é um obstáculo à utopia, a estrutura da realidade não se curva sem consequências à "vontade política". Tentar resolver o problema da escassez através do uso da força (leis) é como uma declaração de intenções sem lastro e sem moral, porque a moral desaparece quando a força aparece. Esse desinteresse pelas leis econômicas é conveniente ao poder constituído, que pode então manipular os instrumentos de que dispõe ao sabor das eleições e dos seus interesses imediatos. Falam agora do aumento do PIB, mas quantas pessoas sabem do que realmente se trata o PIB? Quantas pessoas sabem das variáveis e maquiagens artificiais que compõem esse índice? Não têm a mais vaga idéia, mas ficam com a impressão de que o governo está fazendo o certo - a coisa aumentou, pô. Quando uma crise estourar lá na frente, essa maioria não vai conseguir estabelecer de maneira correta uma ligação entre causa e efeito, incapaz de compreender a raiz do problema, refém indefesa das politicagens de quem tem o controle da máquina governamental.

4 comments:

Anonymous said...

É a mesma parada da droga. A realidade é um pé no saco, então vamos pra uma pararealidade. Alguém precisa entender Caetano Veloso? Basta ouvir as músicas e pronto. Política requer inteligência e cultura, duas coisas que não andam juntas na mesma cabeça jovem. E política é um pé no chão da realidade,
então os bonecos colocam os ipods pra tocar. O pior é que os caras votam e, a meu ver, cada vez pior.

sol-moras-segabinaze said...

Verdade, e como os intelectuais que deveriam servir como guias pra essa gente estão comprometidos com a mentalidade estatista (até porque muitos trabalham pro estado), a coisa não anda mesmo.

Anonymous said...

Trabalhar para o estado é uma espécie de eufemismo, e pode ser traduzido para o portugues corrente da seguinte forma: "O cara descolou uma prebenda na fundação federal X, onde ganha um cacetão de dinheiro e vai lá toda quarta feira de tarde. Nos demais dias, escreve artigos a favor que são publicados na revista O País de Todos."

Anonymous said...

Eu, jovem que sou, obtemperaria que sou dedicado às causas sociais dos nossos cidadãos menos favorecidos, e por isso faço a pergunta que não quer calar: os dois funcionários nordestinos que sumiram no imenso buraco da sala já reapareceram?