Tuesday, June 01, 2010

Lacaio Neoliberal contemporiza

Caetano Veloso escreve em sua coluna que "os princípios liberais resistem mais em mim do que a hipótese comunista. O que sobrepõe a ambas as visões é o sebastianismo de Agostinho da Silva. Este era claramente antiliberal em economia, mas tinha horror a regimes de força". Não há como ser "antiliberal em economia" sem fazer uso da força, eis a contradição permanente do "progressismo": paz, amor e uma arma na cabeça na área econômica que, não se engane, engloba todas as outras áreas. Não existe liberdade sem liberdade econômica, existe apenas uma liberdade parcial tutelada pela autoridade central. "Fatia da União em empresas brasileiras cresce 50%". O pessoal do PT sabe que a socialização dos meios de produção não funciona, nunca funcionou, então falam em "estado indutor". Indutor do dirigismo, ou seja, o lance agora não é mais o socialismo, é o fascismo mesmo, gente. "Sindicatos têm mais de 270 reivindicações". O pessoal sindicalizado que conta com uma legislação especial (uso da força, Caetano) pode se dar ao luxo de exigir coisas, ainda mais sob um governo de aliados sindicalistas. "Mas, Lacaio Neoliberal, por que isso não seria bom?" Porque essa minoria de trabalhadores insiders desfruta de "direitos" às custas dos trabalhadores outsiders. Você já passeou pelo Centro do Rio e viu a quantidade de camelôs e indigentes que vagam por ali? Onde estão os "direitos" dessa gente? Esse sistema sem liberdade econômica em que vivemos é, na realidade, uma guerra entre gangues pelo controle do uso da força, Caetano.

2 comments:

Anonymous said...

Sua idéia de que "área econômica engloba todas as outras" me parece muito próxima da "superestrutura" de Marx. Vc não acha que incorre num marxismo?

sol-moras-segabinaze said...

Não incorro em marxismo, incorro em liberalismo. Se as pessoas adultas são impedidas de se engajar em trocas voluntárias - quaisquer que sejam elas - então há uma interferência indevida do poder. Ou não?