Monday, April 26, 2010

Super-Ego

Então duas datas emblemáticas se passaram emblemáticas do que eu ia dizer e não vou dizer porque não quero me repetir. Mas se eu não me repetir, vou repetir quem? Os outros? Isso seria a morte de alguém metido o bastante pra dizer isso. Metido a quê é que são elas. Metido ao quê é que são eles. Nenhum sexismo aqui, apenas um jogo inocente de palavras. Mas do que eu tava falando mesmo...? Das datas. Desditas e mais alguma tentativa de poesia barroca barrada pelo alter-ego do super-ego. Aliás, nunca fizeram um Super-Ego, o justiceiro moral dos Joselitos da vida? O Woody Allen podia filmar e emplacar o seu primeiro blockbuster. Rolariam altos sermões céticos a respeito da inutilidade de tudo e do papel da sorte em todo o processo de nada. Ele teria poderes telepáticos que não usaria por uma questão ética, Super-Ego não se acha no direito de invadir assim o espaço do outro. Teria também o poder da lógica, associando causas e consequências aos que confundem as coisas. A = A. A não é uma interpresentação de A ou uma versão diferente de A tão válida quanto qualquer outra. Não, A = A. As pessoas podem achar que o Super-Ego é um cara que só pensa nele, mas perceberiam ao longo do filme que exatamente por pensar nele mesmo que ele quer o melhor pros outros, sabe que os outros só vão respeitá-lo se ele respeitá-los antes. Uma torrente de razões amarradas a uma trama envolvente que não se esquece nunca da emoção, aquela força que nos impele a tirar o A do sofá e se aventurar na rua até o shopping, onde Super-Ego é exibido em 3D.

4 comments:

Clinio said...

kkkkkkkk, sensacional, Sol!!! Abs

sol-moras-segabinaze said...

:-)

Haemocytometer said...

Tenho o filme perfeito para você se basear no desenvolvimento desse herói: a consciência é o mocinho, e o sono da razão cria monstros. http://en.wikipedia.org/wiki/Forbidden_Planet
E, como é com Batman, os vilões são sempre mais interessantes ;)

sol-moras-segabinaze said...

Boa.