Friday, April 03, 2009

O "bem comum" justifica até o genocídio

"O secretário da Fazenda paulista, Mauro Ricardo Costa, afirmou ontem que achou "pouco" a condenação de Eliana Tranchesi, dona da Daslu, a 94 anos e seis meses de prisão, e disse que quem sonega "deveria ser pregado na cruz"" (http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u545244.shtml). Tornada realidade a declaração do nobre burocrata que vive dos impostos pagos pela iniciativa privada, não sobraria nem uma viva alma despregada da cruz neste país. Qualquer um que comprasse um dogão na esquina deveria ser pregado na cruz. Qualquer um que pagasse por uma pilha-palito no camelô deveria ser pregado na cruz. Claro, o secretário está defendendo o dele coberto pelo manto invencível do "bem comum", mas as maiores barbaridades da história aconteceram tendo justamente o "bem comum" como justificativa moral. Baixar os impostos que fazem o Brasil estar na rabeira da liberdade econômica e do desenvolvimento, nem pensar. Eles são destinados ao "bem comum", com os políticos e burocratas sendo meros instrumentos isentos de interesses próprios na sua distribuição. São santos benevolentes, madres Teresas que mostram pra esses ricos egoístas e gananciosos como é que se faz justiça social.

2 comments:

teresa moras said...

Oi Solzinho,
restou correndo, sem tempo pra ler o texto.
mas soh pra ficar bem claro: os fins NUNCA justificam os meios. Esta ee uma das mentiras dos anjos caidos para nos enganar, olho vivo!
mil beijos e todo o meu amor, T

sol-moras-segabinaze said...

Concordo, tia. Beijo grande