Wednesday, April 29, 2009

A dinâmica de um almoço grátis roqueiro

Nunca tinha ido, velho desse jeito, a um Open Bar. Quando me convidaram pra inauguração da nova Drinkeria Maldita em Copacabana - com "bebida e comida liberadas" - ligou uma luzinha na minha cabeça: "Como assim? É só chegar e ir pegando a caipirinha?" Desconfio quando a esmola é grande. Mas lá fui eu com os meus ao novo empreendimento dos camaradas do Grupo Matriz. O Zé, um dos donos, tava na porta e foi logo avisando: "Tá um caos." De graça, nego é capaz de querer até injeção na testa. Óbvio, o lugar tava lotado, com algumas celebridades e várias semi-celebridades. O bar, como era de se esperar, parecia a bilheteria do Maracanã em dia de final. Pessoas conhecidas pela classe eram vistas equilibrando 3 copos de destilados no meio da multidão e os garçons que surgiam com os salgadinhos eram atacados pela turba do rock. Claro que não existe almoço grátis, a coisa era um investimento pras pessoas conhecerem o lugar e voltarem depois pagando. Mesmo com a falta de modos de alguns (eu incluído), o evento foi um sucesso, mas me deu mais um exemplo de que aquilo que é de todo mundo, não é de ninguém; de que a base da civilização é mesmo a propriedade privada. Quando você paga pelo que consome, você pesa custos e benefícios que só você mesmo, na sua subjetividade e no seu bolso, pode avaliar. De "graça", a confusão vira a norma.

7 comments:

Johann Heyss said...

Não costumo gostar de blogs, mas o seu é bem legal

sol-moras-segabinaze said...

Valeu, Johann.

Danilo Carvalho said...

Ótima análise, Sol!

Igor T. said...

Estarei lá, domingo, torcendo pelo Fogão.

sol-moras-segabinaze said...

Ih, rapaz, fica pro ano que vem. hehe

Igor T. said...

pois é... Só vi umas mulheres torcedoras do framengo lá, acho até que tinham dentes, mas pode ser só impressão minha. Tinha também um cabeludo vestido de vela de exu caveira, e pagou a conta com moedas. Saiu devendo dez centavos. Ficaram uma tricolorzinha linda e três vascaínos e torcendo a favor do meu time. Botafoguense mesmo, só eu. Enfim... o que é esperar um ano perante a eternidade de glórias que faz a História do alvinegro? Perspectiva é tudo.

Abs,

sol-moras-segabinaze said...

Força, companheiro.