Thursday, May 26, 2011

Green peace, war on mankind 2

"Qual o posicionamento na questão ambiental você considera plausível?" O direito de você usar a sua propriedade termina quando se inicia a propriedade do outro, ou seja, o dono da terra pode plantar, criar gado ou o que quiser dentro da sua propriedade desde que a sua ação não prejudique o outro, e isso serve na sua relação com o outro tanto na cidade quanto no campo. "Ou melhor, o que você considera ambientalismo não xiita?" Tudo o que eu disser aqui vai ser considerado "xiita" por quem imagina que a amazônia esteja acabando, que as marés estejam enchendo e que alguma catástrofe está prestes a acontecer caso o governo não multe ou prenda os agricultores e pecuaristas que não respeitam as regras e limitações impostas ao uso das suas propriedades. Se o homem quer frutas, verduras, legumes e cereais, ele tem que plantar; se quer carne, tem que criar animais. Ninguém desmata por sadismo, fazem isso pra satisfazer as necessidades e desejos das próprias pessoas. "Ou ainda, não há nada que preste no ambientalismo?" Eu também quero ar limpo, florestas frondosas e rios despoluídos, só não acho que o governo determinando isso de cima pra baixo sem levar em consideração as pessoas seja a solução. "E, se assim for, como você lida com as questões envolvendo o homem e o meio ambiente?" O homem também faz parte do meio ambiente, ele não é um forasteiro que veio perverter uma ordem outrora idílica e pacífica. Seres vivos se alimentam de outros seres vivos, um leão não vive um dilema moral ao atacar uma gazela, e essa é a diferença entre os animais irracionais e o homem, a sua consciência. Só que essa consciência - se quiser continuar operando, ou seja, viva - não o exime de lidar com a estrutura da realidade, pelo contrário, foi justamente ela quem permitiu à humanidade acumular conhecimento ao longo do tempo pra construir uma civilização em meio a um ambiente hostil.

13 comments:

Anonymous said...

"Qual o posicionamento na questão ambiental você considera plausível?" O direito de você usar a sua propriedade termina quando se inicia a propriedade do outro, ou seja, o dono da terra pode plantar, criar gado ou o que quiser dentro da sua propriedade desde que a sua ação não prejudique o outro, e isso serve na sua relação com o outro tanto na cidade quanto no campo. "

Perfeito, Sol, mas os caras estão cortando matas ciliares nas suas propriedades, queimando resíduo de cana e por aí vai.

Anonymous said...

Sol, parece programa da Regina Casé, mas quando a gente está escrevendo estas poucas linhas você sabe quantos hectares estão sendo desmatados? Quinhentos por dia. Multiplica por dez mil metros...

Anonymous said...

Sol, pergunta pro pessoal de Itaunas, no Espírito Santo, o que eles acham dessa cascata de maré enchendo.

Anonymous said...

Sol, o problema é que dá pra consorciar hortifrutis com floresta, mas e a ganância de derrubar aquela tralha toda e vender no mercado negro?
Dá pra criar boi estabulado, aproveitando esterco pra plantação ou biodigestor, mas dá trabalho. O que os pessoal não quer é trabalho. Jogar um cigarro no mato seco é sempre mais fácil, e sempre dá pra botar a culpa na combustão espontânea. Depois solta a boiada no capoeirão e não se fala mais nisso.

Anonymous said...

Sol, eles desmatam para satisfazer as necessidades deles mesmos. Não tem ninguém que fica pedindo pra hortifruticultor desmatar para plantar roça de batatinha.

Anonymous said...

Sol, se o governo não determina isso de cima para baixo não tinha mais floresta amazônica. Vai por mim, Sol, se não tem Lei Seca nego sai doidão do buteco dando porradão de carro e matando gente que tá chegando em casa de cara limpa. Caramba, se com o Governo enchendo o saco a realidade ambiental brasileira é essa pouca vergonha de gente fazendo o que quer na terra dele, imagina sem.

Anonymous said...

Sol, o homem chegou por último nesse vale de lágrimas e detonou o planeta.
Não quero que matem todo ser humano mas que pro planeta seria melhor, isso não tem a menor dúvida. Agora que a gente sabe após breves cinco milhões de anos como construir uma civilização (embora devamos considerar que em muitas regiões brasileiros isso está muito longe de acontecer) é hora de usar essa expertise (palavra que odeio) pra fazer as coisas bem feitas. Eu também mato uma porrada de mosquito, parada e por mim tudo quanto é mico estrela poderia ir pro beleléu - sem falar nos pardais, maravilhosa contribuição lusitana à Terra Brasilis - mas não acho bacana ficar matando onça só por esporte.

Anonymous said...

Você conhece coisa mais grave na categoria perverter a ordem outrora pacífica e idílica do que jogar uma bomba atômica no atol de Mururoa, no paraíso do Pacífico Sul?

Anonymous said...

Bicho come bicho por sobrevivência, mas só um bicho mata outro bicho para botar a cara empalhada na parede da sala, como peça de decoração. Não conheço nada mais perverso do que matar por esporte e expor a morte por ostentação.

Anonymous said...

O homem também não vive um dilema moral ao matar um bicho pra botar a pele no chão, como peça decorativa.
E deveria viver.

Anonymous said...

Sol, é de matar. Agora o Ministério Público (li no Globo digital) quer saber se o patrimônio de Palloci é compatível com o que a empresa dele ganhou neste período. Eles acham que a gente é idiota, Sol. A questão é saber quais as empresas que deram a grana e por que as empresas deram a grana e o que as empresas ganharam do governo no período depois que deram a grana. Estamos falando de venda de informação, tráfico de influência, mumunha, mutreta, picaretagem, safadeza e por fim, a bela palavra que Lula desencavou para ofender as elite e depois seu governo praticou com desenvoltura - segundo o ministro relator do STF no caso do Mensalão: a palavra maracutaia.
Repetindo: eles querem enganar quem?

Transeunte said...

Opa! Não deu para aparecer antes, mas queria agradecer por responder. Vou provocar um pouco. =] Vejamos, em resposta a primeira questão você fala sobre a ação de um prejudicar o outro, isso é bem complexo não? Tudo em algum nível acaba interligado como, por exemplo, um agricultor que usa determinado veneno na sua plantação pode acabar contaminando a vizinha. Já na sua segunda resposta fiquei curioso, como deveria ser tratado o agricultor e pecuarista, para usar seus exemplos, que não respeitem as limitações impostas as suas propriedades e, por conseguinte, prejudiquem os outros, vejamos alguns exemplos, se eles desmatarem áreas próximas as nascentes ou se despejarem poluentes em rios, qual seria a atitude plausível a ser tomada a fim de punir, se é que concorda com essa opção, e desestimular a prática danosa? Ainda, você fala sobre ninguém desmatar por sadismo, mas concorda que e plausível pensar em diversos motivos reprováveis que poderiam mover as atitudes do homem frente a natureza? Como, por exemplo, desmatar a mata ciliar de um lago para a construção de uma casa de veraneio (uia! Que chique não ?). Na quarta resposta não me parece tão diferente da maioria dos ambientalistas. A maioria defende o tratamento mais humano dos animais motivados pela consciência e, ainda, a preservação do meio ambiente como forma de garantir a sobrevivência do próprio homem o que poderia ser considerado tendo como motivação a consciência do ser humano.
Abraço!

sol-moras-segabinaze said...

"Vejamos, em resposta a primeira questão você fala sobre a ação de um prejudicar o outro, isso é bem complexo não? Tudo em algum nível acaba interligado como, por exemplo, um agricultor que usa determinado veneno na sua plantação pode acabar contaminando a vizinha."

Isso é o que economistas chamam de externalidade negativa e se, por exemplo, uma indústria jogar lixo químico num rio que vai prejudicar a propriedade alheia, ela é sim passível de punição.

"Já na sua segunda resposta fiquei curioso, como deveria ser tratado o agricultor e pecuarista, para usar seus exemplos, que não respeitem as limitações impostas as suas propriedades e, por conseguinte, prejudiquem os outros, vejamos alguns exemplos, se eles desmatarem áreas próximas as nascentes ou se despejarem poluentes em rios, qual seria a atitude plausível a ser tomada a fim de punir, se é que concorda com essa opção, e desestimular a prática danosa?"

A gente tem que ver se essas limitações são realmente razoáveis ou resultado dessa mentalidade que aponto aqui que vê o homem (e as suas necessidades e desejos) como a última das prioridades.

"Na quarta resposta não me parece tão diferente da maioria dos ambientalistas. A maioria defende o tratamento mais humano dos animais motivados pela consciência e, ainda, a preservação do meio ambiente como forma de garantir a sobrevivência do próprio homem o que poderia ser considerado tendo como motivação a consciência do ser humano."

A minha preocupação maior é como se dá o uso da força, se a coisa vai se dar de modo voluntário ou se vai haver imposição (violência). Acho ok os defensores dos animais e os vegans mais radicais fazerem campanhas de conscientização e tal, não acho ok usarem o governo pra impedir as pessoas de, por exemplo, criarem animais pra abate.

Pode parecer exagero agora, mas não duvido que a coisa acabe indo por esse caminho. Ab