Thursday, April 07, 2011

Camelo e o "fundamentalismo materialista"

Antes de comentar a reportagem do O Globo com o Marcelo Camelo, devo dizer que gosto do Los Hermanos e das músicas dele junto com o Hurtmold, só que nada disso faz diferença pra discussão, a questão é de princípio. "O compositor acusa, no fundo dessas questões, o que chama de "fundamentalismo materialista". Um pensamento que sustentaria a reação ("De uma classe média dateniana, com um caráter denuncista escroto") à autorização dada pelo Ministério da Cultura para que o blog de poesia de Maria Bethânia captasse R$1,3 milhão." O valor é subjetivo, mas, nesse caso, o dinheiro é público. Não adianta evocar o Datena pra tentar desqualificar quem questiona essa política de escolher A em detrimento do resto do alfabeto. Qual o critério pro governo escolher A e não B, C ou D? Denunciar essa arbitrariedade não é "escroto", escroto é achar que o artista A tem direito ao dinheiro de todos, inclusive daqueles que não concordam com isso ou não gostam desse artista. "As pessoas entendem o valor de uma barra de ouro, mas não entendem o valor de Bethânia declamando poesia." Quem entender o valor de um blog de poesia da Bethânia pode, voluntariamente, colaborar financeiramente com ele. Quando se mete o governo no meio, esse aspecto voluntário desaparece, você vai ter que pagar mesmo que não queira. Ninguém é obrigado a dar valor ao ouro, todos são obrigados a dar valor aos escolhidos do MinC. "Da mesma forma, pensam que é justo baixar música de graça (...)" A única maneira de se cobrar pelo partilhamento de arquivos é controlando a internet, inclusive a troca de e-mails. A web é fluida demais pra isso funcionar, mas veja por outro lado: por causa dessa facilidade de acesso às músicas, mais pessoas passam a conhecer e gostar do trabalho do artista, que pode então ganhar dinheiro fazendo shows, por exemplo. "(...) não pagar direito autoral em baile de carnaval. Sem música do Braguinha você não faz baile!" Como é que se calcula isso? Uma banda de bloco ou baile toca "A cabeleira do Zezé" e passa a dever quanto pro João Roberto Kelly? Vai ter em todos os blocos e bailes um fiscal do Ecad anotando: "tocou duas do Braguinha por 10 minutos, 5 do Kelly por 20 minutos, etc"? Saíram uns mil blocos nesse último carnaval, tem fiscal suficiente pra controlar tudo isso? E quem vai pagar esses fiscais? E quem vai fiscalizar esses fiscais? Se eu assoviar a música da Rebecca Black pra fazer uma graça, eu vou estar devendo algo a ela? Se eu pegar o violão e tocar uma música do Camelo numa rodinha (é só uma hipótese), tenho que pagar direito autoral também? "O segurança ganha, o cara que vende confete ganha, só o autor, que dá sentido àquela festa, não ganha." Eu entendo que esse seja um debate complicado, mas fico curioso pra saber como vão fazer pra cobrar por cada música executada em cada festa que se faz no Brasil se mal conseguem fiscalizar o que se toca na rádio. "Nesse debate, estou à direita da direita. Se for questionar propriedade, questiono primeiro a da barra de ouro, um elemento químico que existe independentemente de nós." O ouro pode existir independentemente de nós, a barra de ouro não, é um processo longo e trabalhoso desde extrair o ouro da natureza até transformá-lo em barra. Você pode pegar uma barra de ouro, você não pode pegar uma música. A barra de ouro é tangível, a música não. O João Roberto Kelly pode continuar tocando as suas marchinhas mesmo quando outras pessoas as executam, o dono de uma barra de ouro não pode mais usufruí-la se alguém roubá-la. O ouro é escasso, a capacidade de se executar uma música - ainda mais na era digital - não. Agora, se você quiser que o próprio João Roberto Kelly execute as suas próprias músicas, ele tem todo o direito de cobrar e você tem todo o direito de pagar ou não. O caso Bethânia não deixa escolha: o MinC já decidiu e você tem que pagar mesmo que não queira. O valor é subjetivo, mas, nesse caso, o dinheiro é público e isso faz toda diferença. (http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/04/06/marcelo-camelo-lanca-disco-elogia-sao-paulo-se-diz-direita-da-direita-na-questao-dos-direitos-autorais-924176443.asp)

110 comments:

Anonymous said...

A gente vai ter que pagar pela Bethanização pessoniana. Ocorre-me perguntar: as pessoas acessarão o blog para ouvir Bethania declamar Pessoa, ou para ouvir um poema declamado de Fernandito? Respondo: não tem a menor importância. O importante é que alguém decidiu que alguém vai ouvir Pessoa na voz de Bethania e alguém vai pagar. O alguém sou eu. É você, caro Sol.Somos todos nós. No fim das contas a gente sempre paga. Não pagamos a Cidade da Música? Não pagamos o obelisco de Ipanema e depois pagamos sua demolição? Não pagamos os mensalões consecutivos? Não pagamos as pontes que levam nada a lugar algum? Os hospitais que não saem do papel? Não pagamos mais de um trilhão de reais ano passado em tributos? Não somos um povo, Sol: somos um trem pagador. E, como sempre, estão assaltando a gente.

Anonymous said...

Ruminando o Camelo,eu não quero ser obrigado a pagar para ouvir Bethania. Se eu quiser vou lá e pago. O valor de Bethania declamando poesia é o mesmo valor de Bethania cantando, extraordinária cantora, excepcional declamadora, mas com meu dinheiro, não.A vida de Fernando Camelo deve ser um deserto.

Anonymous said...

Retificando. Escrevi um post chamando o Camelo de Fernando. Ele chama-se Marcio Camelo. Sorry

Anonymous said...

Fundamentalismo materialista, é? Mais 50 anos e Camelo estará escrevendo tão complicado quanto mano Caetano.

Anonymous said...

Todos eles reclamam do patrulhamento blogniano Bethaniesco Pessoístico (estou escrevendo empolado pra ver se assim fico parecendo inteligente igual o Camelo) mas ninguém reclama da ditadura de Fidel Castro. Ora, perguntará um Camelo, o que uma coisa tem a ver com a outra? Tudo: em ambos os casos, quem paga é o povo.Sem ser consultado.

Anonymous said...

Artista adere. Imediatamente. No caso do mensalão não lembro de artista juntando o peso de sua voz para reclamar da espoliação do dinheiro do contribuinte por meia dúzia de políticos que o relator juiz do STF chamou de "quadrilha organizada." Mas tudo quanto é Camelo se apressa a dizer que o dinheiro público deve sim ser colocado na voz de Bethania para declamar Pessoa. Por que será?

Anonymous said...

Eu, de minha parte, devo declarar que não baixo música de Camelo nem de graça.

Anonymous said...

Então, num momento da discussão, um ato falho: a barra de ouro. Trata-se disso. Barra de ouro. L'argent. Vil metal.

Anonymous said...

Caramba, a gente camela o ano todo para ganhar um dinheirinho para pagar imposto e alguém decide investir esse dinheirinho (que virou um dinheirão) na voz de Bethania declamando Pessoa. Só idiotas teriam alguma coisa contra os dois. São o máximo. A questã, entre outras - como a nebulosidade por onde transita semelhante decisão - é que existem melhores maneiras de se empregar dinheiro de imposto.

Anonymous said...

Num post lá em cima, escrevi que estão assaltando a gente. Naturalmente não há de ser Bethania, que assalta somente nosso coração ao apoderar-se dele.

Anonymous said...

Concordo com o anônimo, Sol: não baixo música do Camelo nem de graça!

Anonymous said...

Todo mundo entende o valor de Bethania declamando poesia e o valor de Bethania cantando. E compra CD. E baixa música. E paga. E dá uma força pro blog, financeira, se quiser. Agora, tudo isso voluntariamente. Sem querer, já é demais.

Anonymous said...

Seria o caso de alguém que sabe o preço de tudo e o valor de nada? (A frase é de Oscar Wilde.)

Anonymous said...

Os artistas são todos hermanos.

sol-moras-segabinaze said...

hehe

Anonymous said...

Adorei fundamentalismo materialista!
A frase é melhor que tudo que os Hermanos fizeram até hoje!

Anonymous said...

Caráter denuncista escroto é o máximo da argumentação a que Camelo se propõe? Me parece pouco, não?

Anonymous said...

É mais fácil um dromedário passar pelo buraco de uma agulha do que um artista ser contra uma ação que lhe dê dinheiro.

Anonymous said...

Beyonce não foi cantar para os Kadhafi por um milhão de dólares? Esses artistas...

Anonymous said...

Vendo as argumentações de Camelo, só consigo pensar: é um artista!

Anonymous said...

A gente percebe pelas argumentações de Camelo que artistas sempre vão com muita sede ao pote de ouro.

Anonymous said...

A charge era um artista indignado, no tempo da ditadura, falando mal do governo diante de uma determinada coisa. Um sujeito ao lado pergunta: o que você fez, disse tudo isso pra eles? Não, o artista respondeu, mas vou fazer um poema es-cu-lham-ban-do!
Era uma charge do Henfil da época do Pasquim. Não sei por que lembrei disso agora.

Anonymous said...

Senão vejamos. O cara é artista. Faz uma proposta para o Minc: eu declamo X poemas do Pessoa e coloco num blog. Tudo isso pela módica quantia de um milhão e trezentos mil dinheiros. O Minc topa. Alguém descobre. Aí é que mora o perigo: alguém descobriu. Senão, seria outro blog desses que ninguém acessa. Ora, se tudo redundaria num blog que ninguém acessaria, para que gastar um milhão e trezentos mil dinheiros com isso?

Anonymous said...

São Paulo está sob suspeição: Camelo elogiou a cidade!

Anonymous said...

Estou lendo essas postagens todas e numa coisa sou obrigado a concordar: eu jamais baixaria uma música dos Los Hermanos de graça!

Anonymous said...

Sugiro uma campanha - "eu não baixo música do Camelo nem de graça".

Anonymous said...

Atravessamos o deserto do Saara, o sol estava quente e queimou a minha cara, alalaô. Tem a ver.

Anonymous said...

Policiais tomam enérgicas providências. Políticos instauram rigososas sindicâncias. Empresas prometem revisão nos processos de fabricação. Artistas dão piti. Que coisa! E tudo isso com o mesmo fim: explicar o inexplicável. Ou inextrincavelmente destrinchar o inexplicável.Eles são bons nisso.

Anonymous said...

E tem mais: minha amiga Berê concorda!

Anonymous said...

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Meus amigos tem sido campeões em tudo. Mas bota dinheiro na parada pra tu ver.

Anonymous said...

Artistas não são irmãos. São filhos.

Anonymous said...

Vê lá se D. Canô se mete em blog.

Anonymous said...

Não baixo música do Camelo de graça.
Farei um adesivo assim.

Anonymous said...

"Beyonce não foi cantar para os Kadhafi por um milhão de dólares? Esses artistas..." Isso é verdade?

Anonymous said...

D. Canô sabe das coisas.

Anonymous said...

Não custa nada aos cofres públicos perguntar: se o autor do projeto de declamação dos versos fosse o Albertino Jurêncio, lá de Itabiboca, nosso Camelo viria com tanta fúria vingativa defendê-lo?

Anonymous said...

Caro Sol, tenho acompanhado atentamente a deblateração em seu blog a respeito de Maria Bethania, e entendi tudo até agora, menos uma coisa: vão devolver o dinheiro?

sol-moras-segabinaze said...

Não sei, difícil, parece que os plebeus têm alguma espécie de débito com a aristocracia da música.

sol-moras-segabinaze said...

Ou do cinema, ou do teatro, ou da indústria, quem hoje em dia não fica com o pires na mão atrás de algum privilégio dado pelo governo?

lietchka said...

sobre isso tudo, gostaria apenas de esclarecer para o Camelo que não só o ouro, mas a imensa maioria dos elementos químicos que constituem o UNIVERSO - incluindo (infelizmente) Maria Bethania e (felizmente) o sol que se põe - existe independentemente de nós. menos Carta Capital, mais Discovery. #ficadica

Anonymous said...

Lietchka, você tem toda a razão. O argumento do Camelo é tão tosco que fiquei tão perplexo a ponto de não comentar.

Anonymous said...

Estamos vendo em ação a Bahia S.A. Sem preconceito.

Anonymous said...

Digamos que Bethania não é exatamente uma artista fracassada, ao contrário. Tem quase 50 anos de carreira de maior sucesso. Digo isso porque a expressão pires na mão me faz lembrar de pessoas necessitadas, o que não é o caso. Li não sei onde que se você quer conhecer um cineasta brasileiro que vive nas tetas do governo, basta procurar na vieira souto ou delfim moreira. Todos eles preocupados com as
questões sociais. Deles.

Anonymous said...

Beyoncé na festinha dos Kadhafi. Vi na televisão. Ou é burrice ou ignorância, mas também pode ser cupidez.

Anonymous said...

A.C.M.B. Associação dos Contribuintes de Maria Bethânia.

Anonymous said...

Acho Bethania como declamadora um pouco exagerada. Ela tem uma espécie de má compreensão do problema e não sabe filtrar nuances do texto. Mas devo dizer que para a maioria das pessoas sua interpretação de versos é muito boa, dramática, com todas aquelas grandiloquências desnecessárias. Como cantora ela desafina um pouco mas é brilhante intérprete de algumas canções, sobretudo aquelas em que a grandiloquência é fator de engrandecimento e não de inútil barroquismo. Se alguém me perguntasse - disse-me um amigo - se eu gostaria de ouvir Bethania interpretando Pessoa, sim, eu gostaria, mas se me perguntasse se deveriam fazer isto com dinheiro público, eu diria não, não deveriam.

Anonymous said...

Parece que o negócio todo se resume à barra de ouro.

Anonymous said...

A Bahia é tudo menos sociedade anônima.

Anonymous said...

Parece-me que o anônimo das 9:18 não gosta é de artista.

Anonymous said...

Não havia muito antigamente um programa de rádio, coluna de jornal, algo assim, chamado "A Poesia é Necessária?"

Anonymous said...

Camelo não é aristocracia da música.

Anonymous said...

"Parece-me que o anônimo das 9:18 não gosta é de artista." Negativo. O anônimo das 9:18 não gosta é que enfiem a mão no seu bolso.

Anonymous said...

Dentro da categoria aristocrata musical ou artístico, Camelo e seus hermanos passam longe. São simpáticos, etc, mas são uma espécie de Bruno & Marrone mais descolados, (sem menor preconceito com Bruno & Marrone). Porém, como todo mundo do chamado mundo das celebridades - e do qual Caetano é o principal exemplo - acham-se todos donos da verdade. Acham que em seus comentários ouve-se a voz de deuses infalíveis a distribuir verdades como benesses. Artistas são pessoas que têm um determinado dom para tocar piano, pandeiro, sanfona, e fazer letras de música, cordel e hinos evangélicos e, quando de circo, enfrentam leões armados de coragem e chicote, e pulam de um trapézio ao outro enquanto a gente fica lá embaixo de boca aberta e, em alguns casos, fazem sumir um elefante diante de duas mil pessoas. (Eventualmente artistas também fazem a mágica de conseguir patrocínio público para declamar versos, razão de ser deste post do blog.) Não sei se a super exposição da mídia faz artistas pensarem serem mais do que são e daí começam a cometer desatinos, dar palpites sobre física quântica,
lições de neurolinguística e, vez por outra, a defender sua classe. O bom e velho espírito corporativo. Assim como jamais vimou ou veremos médicos acusando médicos de erros crassos em casos públicos,jamais vimos ou veremos artistas vindo a público declarar que sim, a senhora declamadora não deveria fazer isso ou aquilo com o dinheiro público. Vai ver tudo isso é dinheiro a menos na conta devido à facilidade de baixar músicas pela internet (apresso-me a juntar-me a meus pares postadores - para ver que o corporativismo existe até para comentaristas da internet - e dizer que jamais baixei, baixo ou baixarei música do Camelo de graça)
e dessa forma artistas têm que trabalhar nas estradas da vida, dar mais shows aqui e ali, uma vez que minguaram-se os compradores de cds e haja show para manter o saldo bancário fora do vermelho. Devo dizer a bem da verdade que acho que Camelo acha o que acha porque acha mesmo, independente de subidas e descidas de seu saldo médio, e que ao defender Bethania defende a cultura em seu sentido mais social, abrangente, atingindo a todos através da internet o que, sob esse ponto de vista, é mesmo louvável. Porém não. Ao que parece Camelo defende o santo dinheirinho mesmo. Além da frase brilhante - "se for questionar propriedade, questiono primeiro a da barra de ouro, um elemento químico que existe independentemente de nós." - que nos lega para a posteridade internética, Camelo brinda-nos com outra - esta furiosa: "De uma classe média dateniana, com um caráter denuncista escroto." Além da delicadeza do comentário, podemos traduzir o sequinte da camelônica frase: comentar tudo aquilo que parece condenável sob o ponto de vista ético, ainda que válido sob o ponto de vista legal, não passa de denuncismo. Denuncismo escroto. Camelo não estava vivo quando a classe artística em peso, com o barulho do seu silêncio, acusou, julgou e condenou Wilson Simonal pelo alegado crime de dedodurismo. Pois passaram-se os anos e verificou-se que tudo não passava de um engano. Ledo e ivo engano, diria a patota do Pasquim, na época, um dos principais caluniadores de Simonal. Pois é. Passam-se os anos.

Anonymous said...

Havia sim uma coluna de jornal, escrita por Rubem Braga. Um dia o jornal acabou com a coluna "A Poesia é necessária" - e na primeira oportunidade RB publicou uma crônica chamada "A poesia não é mais necessária."

sol-moras-segabinaze said...

Show de bola.

"Comentar tudo aquilo que parece condenável sob o ponto de vista ético, ainda que válido sob o ponto de vista legal, não passa de 'denuncismo'."

Isso aí.

Anonymous said...

A verdade é que a verdade passa muito longe dessa ficção que se convencionou chamar de artista.

Anonymous said...

Ei, e esse negócio de nunca baixei música de Camelo nem de graça for um manifesto, tô a fim de assinar.

Anonymous said...

Na boa, Camelo e Bethania são iguais a estes posts - já deram o que tinham que dar. Sem ofensas.

Anonymous said...

O Flamengo foi campeão com os vascaínos errando os penaltis, o Corintians vai disputar com o Santos o título de campeão paulista, Russef está com pneumonia, Bin levou um teco bem aqui no laden da cabeça e foi ao encontro das onze mil virgens que há no céu (hahahaha)e o post não saiu do lugar. Ele assistirá impávido ao fim dos séculos que, aliás, está próximo. Ou, pelo menos, mais próximo do que o próximo post. Valha-me Deus! Tem coisa aí. tenho para mim que nosso astro rei encontra-se enfronhado em negócios multimilionários envolvendo a criação de um blog na tv, ao vivo, com direito ao comparecimento de toda a trupe que por aqui aparece, menos o próprio. Minhas tentativas de saber a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade com senhorinha que trabalha em importante agência de notícias à beira mar plantada tem sido infrutíferas. Mesmo um casamento ao qual compareci com o tortuoso fim de obter informações solares não se revelaram proveitosos, exceto para os nubentes, claro. A verdade é que a soja está bombando, e ao que me consta sol possui herdades magníficas além baía para onde suas atenções estariam voltadas. Enquanto isso thiago chega no trabalho de skate e boné checkered flag, sem contar que possui uma caneca do homem aranha. Enfim, efemérides.

sol-moras-segabinaze said...

hahaha

sol-moras-segabinaze said...

Apareça no twitter, mestre Anonymous.

Anonymous said...

Responda rápido, quem vc prefere ver: o corpinho desnudo de nossa presidente ou o corpinho sem vida de Bin Laden. Cartas para a redação.

Anonymous said...

Os 6 da Marinha gringa na verdade eram 20. (Li no Washington Post) Não dá mais pra confiar em fuzileiro naval americano. E mais. As instruções eram o suprassumo do pragmatismo: partiam do princípio de que todo mundo dentro da Bin house estava armado e, portanto, o negócio era atirar primeiro e perguntar depois. Objetividade é isso aí.

Anonymous said...

Segundo diz a impresa gringa, 6 fuzileiros entraram nos aposentos e todos eles atiraram em Bin desarmado.
Dizem os americanos que Bin atirou dois aviões contra 3 mil americanos desarmados. Não sei o que pensar diante de tal argumento. Se a vida for olho por olho, dente por dente, o futuro da humanidade será cego e banguela.

Anonymous said...

Entrar no tuíter é fácil. Difícil é sair.

Anonymous said...

Asteróide em rota de colisão com a Terra em novembro. Vão acertar? - minha mulher pergunta. Não, respondo. Incompetentes, ela encerra o assunto

Anonymous said...

Deus prefere os ateus.

Anonymous said...

OP número 2 do Sadat, teve a cabeça decepada durante enforcamento. Os muçulmanos reclamaram dizendo ser uma injúria. Os amaericanos jogaram bin no mar. Os muçulmanos consideraram uma injúria. Vida de muçulmano é muito chata.

sol-moras-segabinaze said...

hahaha

Anonymous said...

Jornalista em cata de notícia deve correr pro mar. Primeiro teve a tsunami. Depois acharam a caixa preta do avião da Air France. Os caras jogaram o Bin no mar. Por falar nisso, está uma praia espetacular, Berê não me deixa mentir.

Anonymous said...

A notícia de hoje é que Bin morreu mesmo, disse A Base. Que é a tradução da Al Caida, que já nacionalizei. Quer dizer que não vão fazer sebastianismo com o Bin. Muito estranho. Duvido que Bin não tivesse deixando uns 10 vídeos diferentes se dizendo vivo, etc. Just for fun. Não.
Árabe não tem senso de humor.

sol-moras-segabinaze said...

Obama e o Osama Aquaman:

http://www.youtube.com/watch?v=PE9HUtYwW1Y

Anonymous said...

Finalmente sexta feira. Mais ou menos como viajar do Rio a Los Angeles de ônibus e o ônibus fazer a última parada. Viajar de ônibus quanto mais pra longe melhor. No primeiro dia você acha muito estranho. No segundo dia parece que você nunca nada na vida exceto estar naquele ônibus.

Anonymous said...

As coisas andam rápidas. Já é segunda. Astaire dizia que sempre era segunda para quem trabalha. Bogart dizia que trabalhar era coisa que ele fazia entre duas viagens. Tanger, década de 30. Meu tio Silvio ficou amigo de uma moça que o convidou para uma festa num veleiro. Era de Errol Flyn. Quantidades industriais de mulheres, lindas, queimadas de sol. Oitenta anos depois todos mortos. Feito este post. Alguém ainda em algum futuro desencavará o que dissemos séculos antes.

Anonymous said...

Foi um bom jogo. Não deu pro Nadal. Mas a namorada dele é show.

Anonymous said...

Existe alguma coisa com toda segunda feira que nos prende à cama. Que nos faz tomar longos banhos. Enormes cafés da manhã. Desejar trânsito engarrafado. Sonhar em ficar preso no elevador. Querer morte de primo distante. Uma pane no gerador. Fogo no décimo andar. Súbita vontade de pular pela janela. Quebrar uma perna.
Deslocar o braço. Descolar a retina. Perfurar o tímpano. Pegar dengue. Luxar o dedão do pé. Ter lesão do esforço repetitivo no cérebro. Atear fogo às vestes. Comprar uma passagem de ônibus para Santo Antão, no sertão pernambucano.
Nadar até as Cagarras.Ir a pé até Ushuaia. Ser preso por engano. Abrir o supercílio. Fechar a conta no banco. Dirigir sem freio até São Paulo. Ir de costas até o Maranhão. Dar um pontapé no guarda da esquina.
Engolir uma água viva. Armar uma barraca na linha do trem. Sequestrar o bondinho do Pão de Açucar. Qualquer coisa menos trabalhar.

sol-moras-segabinaze said...

São muitas opções, poucas remuneradas.

Anonymous said...

João disse:

73 comentários. Esse blog é espontaneamente mais cotado que o da Bethânia hehe

Anonymous said...

De tudo aquilo que se sabe, menos do que um por cento se sabe mesmo de verdade. E deste um por cento metade pode ser mentira e a outra metade irelevâncias. Estava eu a estatisticar essas coisas não sabidas quando se me veio à lembrança o caso do caseiro pallociano. Ora, se na época ele disse que disse o que depois disse que não disse, que credibilidade teria hoje para afirmar que é o que pode não ser?

Anonymous said...

Agora a gente já sabe porque o cara é considerado o fodão do FMI.

Anonymous said...

Em casa, doente. Abro o blog, na esperança que logo se tornou vã. Nada mudou. Sol mudou-se para outro sistema estelar. Talvez triste com a confus~~ao do MEC ensinando errado os pobrinhos. Aliás, pobrinho. Muito barulho por nada. Os caras apenas disseram que a língua muda, o que é verdade, e que existem certos e certos dependendo do contexto. Sobre o fato de que falar errado pode ser constrangedor, mais produtivo seria um decreto que na falta de nome batizarei de Bolsa-Dente. Porque falta de dente também constrange. Falta de dinheiro constrange - tente internar seu filho em hospital sem ser do governo e ver o que eles te pedem. Enquanto isso a ABL lança nota de repúdio, quando é a sociedade quem deveria lançar nota de repudio à ABL depois da eleição de Sarney pra imortal. Logo pra imortal!

Anonymous said...

O txroço é muito complicado. É fácil fazer graça, como escrever errado, errar concordância ou colocar logo de uma vez o resumo de tudo: um vídeo do Lula falando aquelas coisas.
Porém há que sistematizar. Hoje não, porque estou doente.

sol-moras-segabinaze said...

Esse relativismo lingüístico segue a mesma toada do relativismo moral e parte da mesma galera. Isso não é coincidência, é um método.
9:31 AM May 17th via web

Nenhuma surpresa, esse pessoal que fala em "preconceito lingüístico" é o mesmo que junta socialismo e liberdade sem medo de ser feliz.
12:16 PM May 16th via web

Copistas: "A professora passava no quadro, eu copiava, copiava, mas não entendia nada." Tipo teoria da comunicação e pós-modernismos.
12:04 PM May 16th via web

Brasil: se a gente não é capaz de acertar, declara-se - por lei e medida provisória - que o erro é igual ao acerto e estamos conversados.
11:52 AM May 16th via web

Se você notou o meu erro de português no tweet anterior, se controle e saiba que não há erro, apenas interpretações classistas.

Anonymous said...

Jobim deu declaração metendo o pau na Firjan. O pessoal da Firjan se defendeu da melhor forma que há: com argumentos, fatos, números, provas. E ainda de lambuja a nota chamou o ministro de deselegante. Ponto. (Como o ministro gosta de falar). É por isso que digo e repito: levaram embora o Jobim errado,

sol-moras-segabinaze said...

hehehe

Anonymous said...

É isso que dá a gente ser incompetente e não conseguir entrar no diabo do tuiter, homessa!

Anonymous said...

Ainda que o post pareça interesseiro e interessado,é interessante.

sol-moras-segabinaze said...

Sempre fui muito interessado, de maneira interesseira, pela palavra interessante.

Anonymous said...

Não existe nada mais difícil do que pensar. A frase é de Pascal. Devia ter uma plaquinha com a frase em cada unidade do Ministério da Cultura.

Anonymous said...

Tava no hotel, entro a negona, botei o joca pra fora, ela fez que ia, não foi, acabou fondo, adespois desfondo, me deu uma tapa e rapou fora. Aé chegaram os homi pra me prender. Sô otoridade, qualé?

Anonymous said...

O post da firjan parece interesseiro por ter o autor certa familiaridade com a família firjan, a própria, não a presidencial. Enfim, tudo acaba numa cobertura quase a beira mar.

Anonymous said...

Congonhas é chá. Porém antes era mato sumido, ou caa nhonha. A gente teria que falar canhonha. Por isso que fico constrangido toda vez que vou a Congonhas ver o Aleijadinho.
Que dizia: hoje vocês me chamam de Aleijadinho, mas a posteridade me conhecerá como Antonio Francisco Lisboa. Aleijadinho também o era, mentalmente.

Anonymous said...

Vou a Bertioga constrangidíssimo. Bertioga é muriqui oca, que virou buriqui oca, casa de muriqui, um macaco. Depois o povão cravou: Bertioga. Só pra me constranger.

Anonymous said...

Tudo isso é muito bacana, mas o Almodovar fez um filme inspirado em Pitanguy e em Caetano Veloso. Que estranha mente colocaria os dois no mesmo saco? Dizem que o filme é lindo.

Anonymous said...

Descobriram planetas que não dependem de sistemas solares. É para lá que o Sol deve ter ido, mudar de ramo.

Anonymous said...

Enquanto isso o tuíter bomnbando e eu não sei entrar no diabo do passarinho.
Sempre tive problemas com passarinhos.
A gente caçava pardal com alçapão e depois batia a cabeça do bichinho no chão. Meu tio achava que assim ia matar todos. Ele morreu tem 41 anos. Deveria ter uma porrada de pardais lá em cima esperando ele com o bico afiado, se é que ele foi lá pra cima.

Anonymous said...

Recebi um email que dizia: "Não existem universos paralelos." Agradeci da forma mais educada de que sou capaz. A gente nunca sabe quem está do lado de lá da boutade. Se é que é boutade. E alguém ainda sabe o que é boutade?

sol-moras-segabinaze said...

Tive que ir no Google.

Anonymous said...

João Roberto Kelly e um piano, os dois não podem ser vendidos separadamente. Na minha memória, JRK aparece fagueiro em indefectível piano, a cantar pimpão marchinhas carnavalescas entre mulatas, e tudo em branco e preto e o quadro da tv correndo disparado e a gente acertando o controle da horizontal. Quem manda ser velho?

Anonymous said...

Estava de bobeira li de novo as observações camelísticas.
Cansa.

Anonymous said...

Camelo que não anda não engole sapo.

Anonymous said...

Na boa, o post cansou. O motor bateu 500 mil km e agora não liga nem morta.
Falei com minha amiga Berê para fazermos uma campanha para trazer o blog de volta à vida. Berê jurou por todos os santos que iria postar um post póstero postulante. Necas. Berê quer mais é que a semana acabe, este caminhão carregado de chumbo que empurramos ladeira acima desde segunda. Eu também. Meanwhile, Thiago flana por Londres com namorada. Depois vão a Barcelona, só de sacanagem.Vai comprar doze ipads e não sei quantos
mcbooks. Vem muito Paz e Amor pela frente. Disseram que a pizzaria Camelo abriria no Rio. Pronto: botei um pé no post e posso trabalhar em paz.

sol-moras-segabinaze said...

Guiada por Deus. RT @tomleao eu so acamparia numa fila (e ainda assim por algumas horas) se anunciassem a chegada de uma nave espacial.
3 minutes ago via web

O povo espoliado por 500 anos reivindica que também se instaure a justiça social nos RTs, onde uns recebem tantos e outros tão poucos.
12 minutes ago via web

Inclusão digital, um país de todos. RT @KosherX 90% de impostos em um modem 3G? Isso é mesmo real? http://is.gd/rzOHw7
33 minutes ago via web

Claro que o imposto sobre os games tem "um motivo plausível", i.e., aumentar a arrecadação do seu amado governo pra fazer justiça social.
about 1 hour ago via web

Drama: "Informed Citizen - If you use price ceilings on goods and services, won't that create shortages? Government - YOU HATE THE POOR!"
about 1 hour ago via web

Cotidiano: essa parada do Palocci é briga interna do PT, surgiram muitos "consultores" no partido depois que ele chegou ao poder.
about 1 hour ago via web

"Preços em Miami são 65% menores do que em São Paulo." Deve ter a ver com o Custo Brasil, mas o Mantega diz que tá tudo bem, então esquece.
about 1 hour ago via web

E se, ao invés de meter o malho no Caetano, no Chico Science, no Hurtmold e na Tulipa Ruiz, o Ed Motta falasse mal do Restart e da Sandy?
about 1 hour ago via web

Anonymous said...

Palloci palociou enquanto deputava pelo PT. Pode? Não me parece. Mas o PT é rei de responder uma coisa diferente da pergunta que foi feita. Eles batem na tecla de que Palocci fechou a birosca dois dias antes de ser inistro. Agora se sabe que enquanto deputava a birosca ganhou meros 20 milhões de reais. Lucro em 2006: 160 mil reais. Lucro no ano da eleição: 20 milhões de reais. E todos vociferam no senado contra os pulhas da oposição, principalmente jucás e calheiros, esses impolutos cidadãos.A CLASSE POLITICA BRASILEIRA EH UMA VERGONHA!

sol-moras-segabinaze said...

E por associação eu diria que o povo brasileiro, que elegeu esses caras, também é uma vergonha.

É um ciclo retroalimentador.

Berê said...

Helloooo alguém aí? o blog está fazendo aquele barulhinho de vento com feno rolando ou é impressão minha?

Anonymous said...

Muito triste mesmo.

Anonymous said...

Nelson Mota desanca a canaia no Estadao online de hoje. E eu acrescento frase de minha larva: só existe coisa pior do que petista no poder; petista fora do poder. Ficam lá em cima da carne seca ao sol querendo pegar uma lasquinha, botar uns ovinhos. Até conseguirem lugarzinho no contrafilé com modesto salarinho de vinte ilar por mês, mais direito a empregar a família, fora as empresas sob nomes fajutos que abrem para gerir seus negócios - porque política é um negócio, certo?

Anonymous said...

Antes ninguém votava. Depois analfabeto e mulher não votavam. Depois liberaram as mulheres para o voto. Depois liberaram os analfabetos. Deu no que deu. O IBGE divulga o número de analfabetos funcionais aptos para o voto? Isso dá uma tese.

sol-moras-segabinaze said...

Tocado (opa!) pelos apelos.