Wednesday, January 28, 2009

Tentação totalitária

Tem dias em que o otimismo dá uma trégua e me vejo achando que todo esse esforço em defender as liberdades individuais é em vão. Que estou me enganando imaginando que a marcha em direção à estatização total possa ser detida com palavras que apelem à lógica e à experiência histórica. Se não entenderam ainda com os exemplos alheios, por que dariam ouvidos a alguns idealistas? Talvez os nossos vizinhos, ao entrarem numa fase avançada do "outro mundo possível" possam servir como um alerta do que pode acontecer, e já está acontecendo, por aqui. Mas vejo por aí mais simpatia que desconfiança com o que acontece com os Chávez e Morales da vida. Daqui a pouco as tensões e a inevitável escassez criarão conflitos nesses países e talvez a maioria entenda que esse não é um bom caminho a seguir. Talvez nem isso, já que os problemas podem ser creditados aos bodes expiatórios de sempre. Provavelmente será necessária uma crise de enormes proporções aqui mesmo, em que todos sintam na pele, pra que o encanto pelo socialismo seja finalmente quebrado e o liberalismo tenha alguma chance.

4 comments:

Fabio Marton said...

Eu fiquei tentando ler qual é o sabor do sorvete comunista.

sol-moras-segabinaze said...

Acho que dá pra ver, Fábio:

BROWN-SUGAR-CINAMON-ICE-CREAM-LOADED-WITH-?????-COOKIES-&-GINGER-CARAMEL-SWIRL.

Ou seja, uma confusão dos diabos.

Fabio Marton said...

Sério agora, eu não sou tão pessimista. O Brasil é filho do absolutismo, então as coisas aqui são mais complicadas, mas é preciso mostrar como o estatismo é a postura dos covardes, dos capachos - em resumo, a esquerda é brega, é pequena, é mesquinha. É preciso ganhar corações e mentes dos produtores culturais, e isso exige muito mais que argumentos econômicos. A coisa mais próxima que houve de uma contrcultura libertária foi Ayn Rand, acho que é necessário continuar seu trabalho.

sol-moras-segabinaze said...

Sim, argumentos econômicos lógicos não são o suficiente, sem dúvida, e por isso mesmo faço propaganda do individualismo e da Ayn Rand, que percebeu a submissão intrínseca do coletivismo, da moral altruísta, como ninguém. Tá ali do lado o seu léxico. Mas tenta falar em individualismo pras pessoas aqui no Brasil... Tem a coisa católica também, do sacrifício (mesmo que seja da boca pra fora), que aparentemente casou muito bem com o socialismo.