Concorrência? GOOOOD. Privilégio? BAAAD. Repeat after me: Concorrência? GOOOOD. Privilégio? BAAAD.
Thursday, December 11, 2008
Wednesday, December 10, 2008
Tuesday, December 09, 2008
88
Sim, a minha opinião é de suma importância pra Humanidade. Não sei o que estão esperando pra me darem logo o poder total ou, no mínimo, a presidência da ONU. Como alguém isento de falhas e contradições, peço o seu voto pra continuar em escala mundial esse bonito trabalho em prol do Bem e da Verdade. I'm not kidding, that's the real deal, man! Se não me derem um único voto, volto com a cabeça erguida e a certeza do dever cumprido.
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O êxito do caminho do meio
Argumentar em cima de absolutos é divertido e testa a lógica, mas fica a impressão de se estar num mundo distante do cinzento cotidiano diário do dia-a-dia. Nem tão fatalista e nem tão idealista, eis o "caminho do meio". Pois acho que o alcançamos. A taxação atinge quase a metade da renda. Existe relativa liberdade de expressão, de ir e vir, de se associar e de se fazer o que se quer com o próprio corpo. Relativa, na medida em que a legislação coloca diversos senões nessas práticas com o intuito de nos proteger de nós mesmos. Mas não se vive num regime totalitário ou laissez faire, isso se deve reconhecer. Metade da mão de obra está na informalidade ou desempregada, numa demonstração cabal da vitória da média. Enquanto socialistas e liberais discutem pelos bares e fóruns da vida, o "meio-caminhismo" vai colecionando vitórias; ele, o cinza que satisfaz.
Tô certo ou tô errado 2?
Tá errado, obviamente. [really?] A política não se deixa levar por purismos de qualquer ordem. [ok] Política é a arte de resolver dissensões dando 1 passo pra trás pra depois dar 2 pra frente. [sei...] É o terreno do pragmatismo que ignora as ideologias e as quimeras adolescentes. [a causa da liberdade é uma "quimera adolescente"?] A acomodação dos interesses pra que a ordem impere. [ordem? você já saiu nas ruas do rio de janeiro?] Rupturas radicais não funcionaram, não funcionam e não funcionarão jamais. [quem aqui falou em "ruptura radical"?] Um mundo sem o uso da força preventiva que orienta as legislações seria a volta à barbárie, à lei do mais forte. [bullshit, man! quem usar de força está errado, seja aqui, na conchinchina ou na abstração libertária] Conforme-se ou se prepare pra viver uma existência de privação e solidão. [veremos]
Tô certo ou tô errado?
Libertários têm, por definição, problemas com a autoridade instituída de cima pra baixo. É bom que seja assim e, a não ser que essa autoridade seja reconhecida de maneira espontânea e natural, é uma abominação nascer e ter que obedecer "porque sim". Não estou falando especificamente da relação entre pais e filhos, onde a conformidade com certas regras a partir de uma certa idade não deixa de ser voluntária. O ideal, prum libertário, é que não existam leis que proíbam ou imponham comportamentos, sendo o limite de suas ações os direitos (vida, liberdade e propriedade) dos demais. Todo o entulho autoritário, venha com o discurso do "bem comum" que vier, deve ser abolido e enterrado.
Monday, December 08, 2008
O bicho vai pegar
Bater no nazismo não faz diferença. Ninguém - a não ser poucos grupelhos - ousa defender essa maluquice. Já o comunismo-socialismo é tão perigoso quanto e passeia por aí como uma alternativa não só respeitável como desejável à economia de mercado. Tem que ser desmoralizado como o totalitarismo cruel que foi, é e, se derem mole, pode voltar a ser. Lógico que os comunas aprenderam a usar a democracia pra ir minando aos poucos as liberdades individuais e não usam mais as táticas leninistas de revolução sangrenta. A coisa agora é gradual, no automatismo que postulados marxistas são usados na cultura e encontram eco em legislações que colocam o estado como o começo, o meio e o fim de tudo. Um fascismo benevolente (qual não se diz "benevolente"?) que deixa um espacinho pra liberdade econômica financiar a centralização de poder. As pessoas trabalham quase metade do ano pra sustentar o leviatã e os seus projetos de mediocrização geral sob a eficiente chantagem emocional da "justiça social". Mas a crise vem aí e os ventos da economia mundial não vão mais favorecer esse estado de coisas.
Quem é você para questionar Oscar Niemeyer?
Friday, December 05, 2008
Falando grego
Várias pessoas ficam denunciando o cartel de bancos privados que é o FED, criado em conluio com o governo pra proteger os seus interesses e manipular a moeda, uma fonte crucial de poder. Não é uma teoria da conspiração, é um fato confirmado, entre outras coisas, pelo recente resgate do governo americano ("contribuintes") a algumas dessas instituições sob a alegação de um "risco sistêmico". Pois bem, a maioria lê coisas desse tipo e apreendem o seguinte: Βήμα δυστυχής εργάστηκε ως έξι. Σαν σε θέμα μέχρι εικόνες, πες κι τύπους συγγραφής δοκιμάσεις. Πες μέση γεύματος χρειάζονται το, το για' νέες αυτήν δημιουργίες, ώρα πετάξαμε δημιουργείς αν. Uma que as pessoas don't give a damn! Outra que as coisas, mesmo com um assunto tão sério envolto em tanto mistério, melhoram. Ou não parece óbvio que o padrão de vida melhorou desde o início do século 20? As previsões de esfacelamento do dólar batem sempre nessa tecla, mas apenas uma minoria parece estar realmente interessada. Talvez essa minoria seja LOOOUUUUCAAAA!
Thursday, December 04, 2008
Gramscismo invertido
Não vejo grandes problemas quando estatistas em geral vêm dizer que os liberais são marxistas "com o sinal invertido". O marxismo não precisa ser consciente pra ter a hegemonia da mentalidade. A maioria das pessoas usa vulgatas classistas sem perceber, confundindo ideologia com "bom senso". Isso acontece quando essa visão de mundo atinge o seu objetivo e se estabelece no coração das pessoas, mesmo que isso vá contra as suas intuições e experiências pessoais. Não é à toa que Gramsci e o seu Moderno Príncipe (no caso brasileiro, o PT) são tão influentes. Maquiavelismo puro. No dia em que as pessoas aplicarem as teorias liberais numa conversa de bar sem causar espanto ou indignação, é sinal de que o Brasil está prestes a passar de um país subdesenvolvido a desenvolvido.
Wednesday, December 03, 2008
86
Em cartaz
Então o que esses caras tipo Peter Schiff e Jim Rogers estão dizendo? Que se o governo americano continuar inflacionando a moeda e se endividando, o dólar vai perder o seu valor e deixar de ser a moeda internacional. Que se o governo continuar manipulando os juros e salvando empresas ineficientes, a farra do crédito vai acabar levando o país à bancarrota, da mesma maneira que o Império Romano séculos atrás desmoronou numa montanha de déficits. Pode soar como um catastrofismo brabo, e os economistas do mainstream certamente tratam do assunto com desdém, como quem imagina que isso está longe de acontecer. Não sei. O fato é que a receita "austríaca" pra se sair da crise segue o bom senso: os americanos devem parar de consumir desbragadamente e começar a produzir e a poupar. It makes perfect sense to me. Mas não é o que pensam os atuais e os futuros donos do poder. We'll see.
Why Does It Always Rain On Me?
O que eu ganho defendendo o mercado? [deve estar a soldo de Wall Street...] Pessoalmente, muito pouco, pelo menos por enquanto. [haha!] Mas como alguém que desde sempre se interessou pela percepção que as pessoas têm das coisas, me soa quase como um dever externar a minha opinião. [ninguém pediu a sua "opinião", mas tudo bem...] Primeiro porque eu estudo pra caramba esses assuntos. [deixe de ler esses sites de merda e vá estudar direito constitucional, seu demente!] E segundo porque há uma distância enorme entre o que a minha intuição e as minhas leituras dizem e aquilo que é considerado como sendo o "senso comum". [já te passou pela cabeça que você pode estar simplesmente errado?] O mercado não age e nem tem uma agenda. [tem sim, a acumulação do lucro e a exploração do povo] Ele é amoral, o processo onde são realizadas trocas pros indivíduos atingirem os seus objetivos. ["amoral" my ass!] Quem age premeditadamente, tem uma agenda e distorce esse processo são os governantes. [mais um clichê revoltadinho!] Culpar o mercado pelos problemas econômicos é o mesmo que culpar a chuva pelo bueiro entupido. [ficou todo ensopado hoje, mané?!]
Tuesday, December 02, 2008
Quem pode ser contra "o povo"?
Tava lendo uma entrevista antiga do Dalai Lama na Rolling Stone e lá pelas tantas o repórter perguntou o que ele achava do comunismo. O Lama então respondeu que o ideal da igualdade conseguida à força nunca funcionou e que a caridade devia ser voluntária, "partindo dos ricos para com as suas comunidades, pois é do interesse deles que os mais pobres também tenham uma boa qualidade de vida". Sim, relações voluntárias que não passam por um ente que concentre poder e a esperança de todos, a fórmula clássica do desastre populista. Com o estado tomando a frente desse processo, a verdadeira solidariedade fica desestimulada ante os inúmeros impostos que se perdem na corrupção e na burocracia antes de chegar ao seu suposto beneficiário: "o povo", essa abstração que serve de chantagem emocional pra locupletação dos insiders demagógicos com o aval dos bem intencionados em geral.
85
É, fica botando videozinho pra parecer moderninho, in, cult... Não é o que você é de fato, é o que você quer que os outros pensem que você é. Tsc, tsc, tsc. Do que adianta isso se ninguém dá a menor bola? What a sickening display... Vá fazer algo de útil na vida! Pense na realidade. Seu ego vai cobrar um preço, pode esperar.
As corporações contra o mercado
"As corporações tendem a temer a competição, pois ela exerce uma pressão para que os preços caiam e os salários aumentem; além disso, o sucesso de mercado chega sem qualquer garantia em relação à sua permanência, já que depende da capacidade da empresa de superar suas concorrentes na busca da melhor forma de satisfazer as voláteis preferências dos consumidores – e esse tipo de vulnerabilidade às perdas não é nada agradável. Assim, não nos surpreende que durante toda história dos Estados Unidos as corporações tenham sido predominantemente hostis ao livre mercado. Na realidade, a maior parte do aparato regulatório existente – inclusive as regulamentações vistas, incorretamente, como restrições ao poder corporativo – foi efusivamente apoiada, propagandeada e, em alguns casos, até mesmo preparada pela elite corporativa" - Roderick Long (http://www.ordemlivre.org/node/429).
Monday, December 01, 2008
A ética e a economia da propriedade privada
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