It is called gold. You can take it to any country in the world and exchange it for local currency.
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Realmente, pensar fora do mainstream é coisa de gente romântica. A diferença é o tipo de romantismo e a percepção que as pessoas têm dele. For instance, românticos socialistas como Chico Buarque, Veríssimo ou Niemeyer recebem as honras de heróis nacionais lutando por uma causa justa. Não importa o resultado prático dessa causa, "eles são a favor dos pobres, pô!". Românticos liberais ficam jogados ali no escanteio, a ralé da escória, os FDP egoístas contra o altruísmo hipócrita. Ops, soltei um juízo moral nessa última frase? Foi mal, não resisti.
Are you caraize, man?! Terra chamando, Terra chamando... Deixar os bancos falirem e quebrar toda a economia? "Ela não quebraria, apenas se acomodaria aos preços reais." Bullshit! Paga-se pelos erros do passado e pensa-se num modo melhor de fazer as coisas a partir de agora. "Hummm..." Liquidez, liquidez, liquidez. "Mas não foi o excesso de liquidez que causou a crise?" Bullshit! Esses românticos...
Depois do arroubo idealista do post anterior, volto à realidade do cotidiano diário do dia-a-dia. Claro que esse estado liberal de coisas não se alcança da noite pro dia, se é que será alcançado. Mas é importante que as pessoas tenham contato com essa visão de mundo. A história se move numa combinação de necessidade e vontade, pragmatismo e idealismo. Por exemplo, a ideologia dos petistas é claramente anticapitalista, mas a realidade os obrigou a aceitar doses bem controladas de capitalismo. Nem mesmo Cuba abre mão de um mercado. Os liberais, no momento, devem apontar a participação decisiva do estado nas causas da crise. Os socialistas estão fazendo o de sempre, clamando contra o "neoliberalismo ganancioso". Numa democracia, a batalha pela percepção da opinião pública é crucial e a esquerda vem ganhando esse jogo. A história, ainda bem!, é dinâmica e o consenso de hoje pode ser o questionamento de amanhã.
Liberais são confundidos com os conservadores pelos socialistas e com os socialistas pelos conservadores por um motivo simples: liberais são contra a intervenção estatal tanto na moral (prioridade dos conservadores) quanto na economia (prioridade dos socialistas). Libere-se então as drogas, as uniões homossexuais e os contratos voluntários sem sindicatos obrigatórios ou monopólios de classe. Uma filosofia livre de juízo de valor que confia na capacidade do homem em fazer as suas próprias escolhas e arcar com as conseqüências. Pela primazia do indivíduo sobre a coletividade que não pensa, não age e não sente. Multidão é o menor denominador comum. Contra a ditadura da maioria e pela liberdade de expressão, associação e locomoção. Deixe fazer, deixe passar.
Segurança ou liberdade? O dilema que nos deparamos toda vez que apoiamos esta ou aquela política. "Vou dar um pouco da minha liberdade pra me assegurar um pouco de segurança". Esse é o raciocínio. Então o debate se trava no quanto de liberdade estamos dispostos a abrir mão. Com a percepção de que as pessoas não são confiáveis, é natural que o intervencionismo estatal cresça. Como a tendência dessas intervenções é aumentar cada vez mais (uma intervenção chama a outra), chega uma bela hora em que a liberdade individual fica a ver navios. Num país como Cuba, por exemplo, as pessoas viram escravas. Não chegamos nesse nível, mas alguns países vizinhos - amigos do partido no poder - estão caminhando nessa direção. Uma sociedade livre se baseia na confiança e na responsabilidade individual. Sem esses elementos, fica-se no meio do caminho, sem segurança e nem liberdade.
Liberalismo não se trata de "ganância" ou "de uma busca incessante pelo lucro em detrimento dos valores espirituais". Não é uma utopia, é colocar os pés no chão e entender que o consumo não está dissociado da produção. As pessoas podem perseguir uma vida franciscana ou opulenta, só não podem obrigar os outros a sustentar as suas escolhas. Isso incentiva o voluntarismo ao invés da coerção. Leio na grande mídia um chororô associando o liberalismo com um consumismo desvairado. Pelo contrário, a farra do crédito fácil, o desprezo à poupança e o estímulo aos gastos vêm justamente da doutrina corrente, keynesiana, que coloca a carroça na frente dos bois imaginando que o consumo vem antes da produção. Essa noção é o cerne da crise atual e o mercado agora cobra o preço.
No capitalismo, uma representação da vida, ou você ganha, ou perde ou empata (haha!). Se você, através do governo (impostos, inflação ou dívida), acaba com esse mecanismo de prêmio e punição, você acaba com os incentivos que fazem o capitalismo ser o que é. Óbvio que pros políticos não é interessante ser identificado com um período de depressão ou recessão. Então se transfere essa acomodação da especulação pra realidade pro futuro, quando você já estiver bem longe do poder. Não há frase mais representativa desse modo de agir do que aquela do "no futuro estaremos todos mortos". E é esse modus operandi o favorito de todos os governos do mundo.
"Comunismo na prática seria anarquia, não? Socialismo é a transe do capitalismo ao comunismo. Seria isso, não!?" Exatamente, aí nesse "transe" até o comunismo, a gente concentra todos os poderes no estado. Ele tem todo o poder, as pessoas que o controlam fazem e acontecem e os "anarquistas" ficam esperando que um belo dia esses dirigentes abram mão do seu poder total e estabeleçam o paraíso na Terra. Perguntar como isso aconteceria é um pecado pequeno-burguês! Aí um monte de idealistas compram esse plano genial, levam a humanidade pra escassez de 300 anos atrás e quem não concordar com esse estado de coisas vai pro correspondente moderno do gulag ou paredón. Uma coisa realmente maravilhosa. Viva o "socialismo libertário"!
Diogo Costa, editor do Ordem Livre (http://www.ordemlivre.org/), manda e-mail dizendo que, longe da oposição ao bailout ser uma espécie de "sectarismo liberal", essa injeção gigante de recursos do governo Bush é uma preocupação de economistas americanos tanto da direita quanto da esquerda. Aqui no Brasil, não há qualquer vestígio na grande imprensa de tal questionamento. Analistas de todas as tendências, da VEJA à Caros Amigos, parecem estar de acordo que o bailout não só é desejável como é absolutamente necessário pra manutenção do "sistema". O capitalismo sobreviveria muito bem sem esse aporte de recursos. Claro que alguns perderiam no meio do caminho, mas o sistema de trocas voluntárias assentado na propriedade privada vai permanecer criando riqueza como sempre criou. A importância da discussão, que não acontece no Brasil, passa pelo risco que a moeda americana corre com a sua banalização e pelo aprofundamento da tara regulatória causadora ela mesma da crise. Os links que o Diogo mandou: (http://www.foxnews.com/story/
12:00 - Uma águia com membros de felino olha cheia de más intenções para o bebê das 14:00, carregado por uma mulher com cara de estivador. Lá pelas 16:00 aparece uma tartaruga com o rosto de um burro (ou seria do Jar Jar Binks?). Na sua frente, um coelho muito apressado confere as horas: 17 e 30. Uma chinchila dá o ar da graça uma hora depois, seguida por um chapeleiro com um jogo de pernas um tanto maroto lá pelas 20 e 30. Perto das 23 horas, surge a Rainha, sempre temperamental e mandona. Alice, ao centro e sem as mãos, observa a tudo muito bolada.
Cara, ler jornais como o Globo nesses dias que correm é um exercício de paciência e tolerância. Na parte de economia, por exemplo, deu hoje o lançamento de um livro sobre Keynes, com a repórter dizendo que "mais do que nunca as lições de Keynes podem ser úteis neste momento de crise". Pfui! Assistir à GloboNews é outro desafio. Não bastasse até os "liberais" do canal se portarem como social-democratas, volta e meia aparecem "especialistas em geopolítica" (Emir Sader era comentarista ali) dando apoio intelectual aos bolivarianos do continente. A América Latina caminhando pra uma ditadura generalizada e os luminares achando isso tudo muito bonito! A Globo é mesmo a maior expressão do "politicamente correto" no Brasil. E o Lula ainda com 80% de aprovação... A idolatria ao estado atingiu níveis nunca antes vistos, um negócio realmente alarmante.
Grande Sowell. Esse aí dá um nó na cabeça dos politicamente corretos. Negro, libertário, contra cotas, contra Obama e contra o rococó liberticida que domina a intelligentsia. Tudo isso usando apenas a lógica e o bom senso amparados na história. Os artigos dele são sempre publicados aqui ó: (http://www.capmag.com).
"Once again I had to help Javier with the lovemaking scenes. The sequence requires him to grab Penélope Cruz, tear off her clothes and ravish her in the bedroom. Oscar winner that he is, the man still needs me to show him how to play passion. I grabbed Penélope and with one motion tore her clothes off. As fate would have it she had not yet changed into costume, so it was her own expensive dress I mutilated. Undaunted I flung her down before the fireplace and dove on top of her. Minx that she is, she rolled away a split second before I landed causing me to fracture certain key teeth on the tile floor. Fine day’s work, and I should be able to eat solids by August." (http://www.nytimes.com/2008/08/24/movies/24alle.html?_r=3&oref=slogin&ref=movies&pagewanted=all&oref=slogin).
Todos especulam o tempo todo. Será que vai chover? Será que vale a pena cursar essa faculdade? Será que aquela menina tá mesmo me dando mole? Será que Deus existe? Será que as ações da empresa X vão cair? Será que o FED vai subir os juros? Será que aquela menina vai na boate hoje? Será que eu dou em cima dela? Especular é sondar, escolher e pagar pra ver. A demonização de certo tipo de especulação faz parte do teatrinho estatista pra desviar a atenção das reais causas da crise e concentrar ainda mais poder no estado.
Pessoas que têm blog, orkut, MSN e toda a parafernália moderna de comunicação se colocam acima de pessoas que têm blog, orkut, MSN e toda a parafernália moderna de comunicação. Como se tornar esse "observador universal imparcial"? Mesmo que ninguém dê a mínima pro que o outro escreva ou faça, ainda assim vale a pena escrever e fazer, nem que seja pra aprender o que não escrever ou fazer. Qual a alternativa? O imobilismo blasé?