Thursday, August 09, 2007

Nome aos bois


Não tem muita alternativa, gente que defende comunismo, das duas uma: ou é por ignorância ou é por má-fé.
E o método é invariavelmente o mesmo: monopoliza-se fins sem se preocupar em debater os meios. Então a criatura se sente bem, "nobre", em alardear intenções sem se preocupar em casar os seus sonhos com a realidade. Acho que essa definição é influência do Rodrigo Constantino... rs
E o pior: ignoram a experiência histórica com a consciência tranqüila - "Quando alguém tão bom quanto eu estiver com o poder total, a justiça virá à Terra".
Um negócio realmente maravilhoso.
A maioria entra nessas viagens mesmo por uma ignorância bem intencionada, incapazes de olharem pra si mesmos e perceberem que o socialismo É escravidão, na mesma medida em que o capitalismo É liberdade.
Mas se comportam como crianças mimadas, como os "homens-massa" de Gasset, usufruindo dos confortos e liberdades que a humanidade atingiu sem se dar o trabalho de compreender o que permitiu tais avanços.
Outros não são ignorantes ou ingênuos, mas sim enroladores e mistificadores profissionais, que sabem muito bem o que estão fazendo ou defendendo. Aí o problema é outro, provavelmente de honestidade intelectual. E o que é "honestidade intelectual"? É não fingir que sabe o que não sabe, e nem fingir que não sabe o que sabe. Acho que essa definição é influência do Olavo de Carvalho... rs
Paulo, me fale dos desafios reais da sociedade brasileira, por favor. E como eles se encontrariam com a tal da "propriedade coletiva"?
A social-democracia escandinava, que você citou, apesar do seu welfare possui uma imensa liberdade econômica se comparada ao Brasil. Vá no site do Heritage e comprove. E estão se liberalizando cada vez mais, a última eleição na Suécia é um exemplo.
Portanto, falando de Brasil, o desafio real é tirar o máximo possível o estado das costas da atividade produtiva, diminuindo a burocracia e as regulações, mesmo que se mantenha algumas características do estado social.
Já seria um avanço.
Paulo, comunismo é "cachorro morto" uma pinóia!
Todo dia lemos opiniões, normalmente com viés favorável, de hipócritas como Veríssimo, Saramago, Niemeyer, Leonardo Boff, Chico Buarque e outros menos votados defendendo o comunismo.
Sem contar que estamos sendo governados por um partido com uma militância e uma história que não negam essa suspeição. José Dirceu, Tarso Genro, Dilma Rousseff, tudo marxista. Só não implantam aqui algo como o que Chávez vem fazendo ali porque o Brasil não é a Venezuela. Ainda.
Se fazer de "cachorro morto" é uma bela tática de prestidigitação intelectual. Dar nome aos bois é um bom modo de esclarecer as coisas.
O autoritarismo está no cerne do socialismo, e essa turma que nos governa é socialista de corpo e alma.

Crítica ao governo Lula


Homo Cordialis, tô contigo na sua crítica, mas não posso concordar quando você coloca a direita e a esquerda num mesmo saco. Ainda mais se formos considerar a "direita" como algo que seja próximo de um liberalismo, coisa que passou longe daqui, como sabemos.
GRAMSCISMO INVERTIDO
Essa nivelação não serve aos que, como você, querem acabar com os nós que travam o crescimento brasileiro. Deve-se bater sim na esquerda, que por definição quer sempre mais regulações, controles e impostos.
Essa esquerda, marxista ou não, é quem dá sustentação teórica e moral pro autoritarismo assistencialista que estamos vivendo. Desmoralizar essa impostura é uma tarefa urgente e permanente.
"Direita é igual a liberalismo SOL? Eu jurava que essa afirmação era uma ofensa, um injúria inaceitável para os liberais (sem aspas)."
Não foi o que eu disse, Artur. Esse é um problema de conceituação.
Prefiro diferenciar ESTATISTAS de LIBERAIS.
Esse é o debate, com as suas devidas graduações.
O problema é que "direita" no Brasil é associada ao coronelismo e aos militares, que são na verdade estatistas, sempre querendo algum privilégio às custas dos demais.
Como os esquerdistas.
Tem também os conservadores, que gostam do estado na hora de impor a sua agenda moral.
Liberais vão por outro lado, defendendo as liberdades individuais e a igualdade perante as leis.
"Concorda então que o liberalismo nunca foi uma força política de relevo no país?"
Concordo, mas isso não significa que essa situação vá durar pra sempre.
O jogo está em movimento.
E até um governo como o do PT tem que tomar eventuais medidas liberais, se quiser ter um mínimo de saúde financeira pra continuar com o seu assistencialismo sindical.
Sim Homo Cordialis, o estado brasileiro, do jeito que está configurado, é irracional.
Mas além do fisiologismo e do corporativismo, do estado como um fim em si mesmo, ele se alimenta sim de ideologias, que fornecem o arcabouço moral e teórico a esse estado de coisas.
Se a maioria das pessoas tem a impressão de que o socialismo é bom e justo, e de que o liberalismo é mau e injusto, qual a chance de se alterar esse círculo vicioso?
Por isso que a luta no campo das idéias é tão importante.
"Os liberais brasileiros não acreditam na democracia representativa? Como pretendem ser mais influentes nos processos decisórios no país, se continuam sem representantes?"
Artur, tanto acreditam na dinâmica democrática que estão aqui tentando mostrar, com argumentos, a superioridade econômica e moral do liberalismo.
Apelam à razão, com fatos históricos que corroboram com a tese.
Liberalismo trata de evolução, não de revolução.

Wednesday, August 01, 2007

LIBERAR AS DROGAS! UMA PROPOSTA IDIOTA!


O argumento principal pela legalização é o direito ao nosso próprio corpo, sem o qual nenhum outro direito é possível.
Pois é Johann, como ficariam os diabéticos viciados em açúcar?
O Waldemar pode ser bem intencionado, mas é autoritário. Aliás, o que tem mais por aí é gente assim, que imagina que o mundo deva ser regido pela sua escala de valores.
Waldemar, com a legalização vão existir impostos sobre a comercialização. Esse dinheiro pode bancar a recuperação dos viciados que voluntariamente queiram ser cuidados.
Sou homem, Waldemar. rs
Você tem o direito de propor o que quiser, mas eu tenho o direito de achar a sua proposta estúpida.
Por que esse fundo à parte das drogas? Não faz sentido separá-las de outras coisas que também fazem mal à saúde e sobrecarregam o sistema de saúde pública.
Gordura em excesso faz mal à saúde. Vamos colocar os usuários de óleo, margarina e manteiga nesse fundo também?
E o que dizer dos biscoitos? E a farinha de trigo? Um veneno! rs
Se bem que já estão tentando criminalizar a gordura trans... Melhor nem dar idéia... rs
Percebe a sinuca de bico?
O importante é que as informações estejam disponíveis e que cada um use do seu livre-arbítrio, arcando com as conseqüências dos seus atos.
Você pergunta: existe um modo "saudável" de usar drogas? Ué, o cara pode usá-las recreativamente sem se tornar um escravo delas, tendo uma vida produtiva, certamente que sim. Existem milhares de exemplos.
Waldemar, quando alguém, por exemplo, transa sem camisinha, contrai AIDS e usa o sistema de saúde pública, todos estamos pagando por isso.
Quando alguém se entope de açúcar a vida inteira, desenvolve diabetes e usa o sistema de saúde pública, todos estamos pagando por isso.
O mesmo valeria para as drogas. Qual a diferença?
Os impostos servem pra isso. A não ser que você questione a própria existência de um sistema público de saúde. Aí é outra discussão.
Waldemar, quem está dando voltas aqui é você. Os argumentos estão aí, se as drogas fazem mal à saúde, diversas outras coisas também fazem e nem por isso têm um fundo à parte.
Imagino que você leia Reinaldo Azevedo, com esse seu papo de "baladaboa". Também leio, e gosto quando ele bate no PT e na esquerda, mas ele, como você, é um carola que deixa a lógica de lado quando o assunto é um tabu pra sua religião.
Respeite a lógica, Waldemar, se a droga faz mal, outras coisas também fazem.
"Ok. Então vamos todos pagar pelo mal uso que outros fazem de seu corpo."
Maravilha Waldemar, sem ironia, acho promissor quando alguém chega em um debate com uma posição e tem a grandeza de mudar de opinião se confrontado com argumentos sólidos. Muito bom.
"Agora, e os outros casos. P. Ex. da pessoa que sob influência de droga psicoativa cometer crimes, ou causar prejuízo?"
Quando alguém atenta contra a vida, a liberdade e a propriedade alheias, aí sim o estado deve intervir e punir quem cometeu a infração.

O que você faria?


Um think tank liberal já existe, o Instituto Millenium: http://www.institutomillenium.org/
A reversão da hegemonia esquerdista não está ainda no horizonte. A intelectualidade socialista vem se formando há décadas e chegou ao nível atual também por causa da ditadura militar, que durou tempo demais sendo francamente estatista, entregando de bandeja a vitória moral aos comunistas.
É ler qualquer caderno cultural ou ver terroristas recebendo indenizações milionárias pra perceber isso. Os verdadeiros "vencedores" do golpe de 64 foram os esquerdistas agora no poder.
E está cristalizado no imaginário coletivo brasileiro: o socialismo é o "bem", o liberalismo é o "mal".
O "povo" pode até ser conservador em sua maioria, mas se acostumou às políticas demagógicas e acabar com esse ciclo vicioso vai ser difícil. A não ser que uma imensa crise aconteça (difícil e indesejável) e as reformas estruturais finalmente saiam do papel.
No Brasil é tudo do estado, pro estado e pelo estado. O paralelo entre o "peronismo" e o "varguismo" faz realmente sentido.
Não existe uma sede de liberdade de fato, e o conceito de isonomia perante as leis é letra morta diante da "luta de classes e raças". O que existe são pessoas e corporações defendendo os próprios interesses e reivindicando que o monopólio da coerção as beneficie às custas dos demais.
Resta aos liberais o combate no campo das idéias, num "gramscismo" invertido pra tentar, aos poucos, mudar esse quadro.

Monday, July 30, 2007

O Liberalismo em poucas palavras


por João Luiz Mauad em 03 de dezembro de 2004
Com alguma freqüência, amigos insistem para que eu defina, de forma resumida, o que vem a ser o "Liberalismo". Normalmente respondo que esta é uma tarefa muito difícil, já que se trata de um conjunto bastante abrangente de idéias, nascidas ainda na antiguidade com Aristóteles, passando por autores como Santo Tomás de Aquino, John Locke, Adam Smith, Frèderic Bastiat, Joseph Shumpeter, os pensadores da Escola Austríaca de Economia, com destaque para Von Mises e Hayek, além de, mais recentemente, Milton Friedman e James Buchanan, dentre outros. O que mais dificulta essa tarefa, entretanto, é que o liberalismo não é uma obra filosófica fechada ou uma doutrina pronta e acabada, mas encontra-se em permanente processo de evolução.
Todavia, deparei recentemente na internet com uma palestra do professor e escritor cubano Carlos Alberto Montaner - co-autor, dentre outros excelentes livros, do impagável "Manual do Perfeito Idiota Latino Americano" - proferida em Miami a 14 de setembro de 2000 (disponível em espanhol no site http://www.liberalismo.org/articulo/84/), na qual ele, com rara precisão e objetividade, traçou, em linhas gerais, o desenho do que costumamos chamar de "Liberalismo". Dessa conferência, pincei os seguintes trechos, os quais, espero, possam representar um resumo fidedigno das suas idéias essenciais.
"O liberalismo é um conjunto de crenças básicas, de valores e atitudes organizadas em torno da convicção de que quanto maiores forem as cotas de liberdade individual, maiores serão os índices de prosperidade e felicidade coletivas. Como conseqüência lógica da valorização da liberdade, os liberais pregam a responsabilidade individual irrestrita, já que não pode haver liberdade sem responsabilidade. Os indivíduos devem ser responsáveis pelos seus atos, vale dizer, devem ter em conta as conseqüências das suas decisões e os direitos dos demais. Os liberais lutam por uma sociedade regida por leis neutras, que não beneficiem pessoas, partidos ou grupo algum e que evitem, energicamente, os privilégios. Os liberais defendem, ainda, que a sociedade deve controlar de forma estreita as atividades dos governos e o funcionamento das instituições do Estado.
Para os liberais, o Estado foi concebido para o benefício do indivíduo e não o inverso. Valorizam o exercício da liberdade individual como algo intrinsecamente bom e como uma condição insubstituível para alcançar maiores níveis de progresso. Não aceitam, portanto, que para atingir o desenvolvimento tenha-se que sacrificar as liberdades, dentre as quais destaca-se a liberdade de possuir bens - direito de propriedade - já que sem ela o indivíduo estará sempre à mercê do Estado.
A essência desse modo de entender a política e a economia está em não determinar previamente para onde queremos que marche a sociedade, mas em construir as instituições adequadas e liberar as forças criativas dos grupos e dos indivíduos para que estes decidam, espontaneamente, o curso da história. Os liberais não têm qualquer plano ou desenho para o destino das sociedades. Ademais, lhes parece muito perigoso que outros tenham tais planos e arroguem-se no direito de decidir o caminho que todos devemos seguir, como é próprio das ideologias marxistas.
No terreno econômico, a idéia de maior calado é a que defende o livre mercado, em contraposição à planificação estatal. Para Ludwig Von Mises, "o mercado - a livre concorrência e a interação nas atividades econômicas de milhões de pessoas que tomam constantemente milhões de decisões, orientadas para a satisfação de suas necessidades - gera uma ordem natural espontânea, infinitamente mais harmônica e criadora de riqueza que qualquer ordenamento artificial que pretenda planificar e dirigir a atividade econômica". Dessas reflexões e da experiência prática se deriva que os liberais, em linhas gerais, não crêem em controles de preços e salários nem em subsídios que privilegiem uma atividade em detrimento das demais. Pelo contrário, as pessoas, atuando dentro das regras do jogo e buscando seu próprio bem estar tendem a beneficiar todo o conjunto.
Adam Smith e, posteriormente, Joseph Schumpeter demonstraram que não há estímulo mais enérgico para a economia do que a atividade incessante de empresários que seguem o impulso de suas próprias urgências. Os benefícios coletivos que se derivam da ambição pessoal dos empreendedores são muito superiores ao fato, também inegável, de que este modelo produz diferenças no grau de acumulação de riquezas entre os diferentes membros de uma comunidade. Quem, entretanto, talvez melhor tenha resumido esta verdade insofismável foi um dos líderes chineses da era pós maoista, quando reconheceu, melancolicamente, que "para evitar que uns quantos chineses andassem de Rolls Royce, condenamos centenas de milhões a utilizar, para sempre, a bicicleta."
Na essência, as tarefas fundamentais do Estado devem ser a manutenção da ordem e a garantia do cumprimento das leis, bem como o suporte aos mais necessitados para que estejam em condições reais de competir. Daí que a educação e a saúde coletivas, especialmente para os membros mais jovens da comunidade - uma forma de incrementar o capital humano - devem ser também preocupações básicas do Estado liberal. Em outras palavras, a igualdade que buscam os liberais não é a de que todos obtenham os mesmos resultados, mas que todos tenham as mesmas possibilidades de lutar para obter melhores resultados. Nesse sentido, uma boa educação e uma boa saúde devem ser os pontos de partida para que se possa ascender a uma vida melhor.
Politicamente, os liberais são, inequivocamente, democratas e acreditam no governo das maiorias, desde que dentro de um arcabouço jurídico que respeite os direitos das minorias. Isto quer dizer que há direitos naturais que não podem ser alienados por decisões das maiorias, dentre os quais destacam-se, principalmente mas não somente, o direito à vida, à liberdade e à propriedade.
Os liberais crêem que o governo deve ser reduzido (mínimo), porque a experiência os ensinou que as burocracias estatais tendem a crescer de forma parasitária, fomentam o clientelismo político, na maioria das vezes abusam dos poderes que lhe foram concedidos e malversam os recursos da sociedade. A história demonstra que quanto maior é o Estado, maior será a corrupção e o desperdício. Porém, o fato de que um governo seja reduzido, não quer dizer que seja fraco. Pelo contrário, deve ser forte para fazer cumprir a lei, para manter a paz e a concórdia entre os cidadãos, para proteger a nação de ameaças exteriores e para garantir que todos os indivíduos aptos disponham de um mínimo de recursos que lhes permitam competir na sociedade.
Os liberais pensam que, na prática, os governos, real e desgraçadamente, ao invés de representar os interesses de toda a sociedade, tendem a privilegiar os grupos que os levaram ao poder ou determinadas entidades de classe mais bem organizadas. Os liberais, de certa forma, suspeitam das intenções dos políticos e não têm quaisquer ilusões com relação à eficiência dos governos. Daí estarem permanentemente questionando as funções dos servidores públicos, além de não poderem evitar ver com certo ceticismo essas tarefas re-distribuidoras da renda, redentoras de injustiças ou propulsoras da economia a que alguns se arvoram.
O liberalismo, por conseguinte, coloca a busca da liberdade individual no topo dos seus objetivos e valores, enquanto rechaça as supostas vantagens do estado empresário, além de sustentar que a volúpia fiscal, destinada à re-distribuição da riqueza, geralmente empobrece o conjunto da sociedade, na medida em que entorpece a formação de capital."

Cortes de gastos: onde você cortaria?


Imaginem o desafio que seria privatizar a Petrobras, que tem na sua folha de pagamento metade da classe artística brasileira, com a outra metade batalhando na esperança de entrar nos patrocínios?
Isso num ambiente que reinvindica a cada dia mais e mais subsídios. É só ler os cadernos culturais.
Tudo do estado, para o estado e pelo estado.
As privatizações vão demorar. A maioria das pessoas ainda não entendeu que o estado não deve ser empresário, mesmo com toda essa crise aérea.
Até mesmo pessoas veementemente contra o PT não conseguem enxergar os benefícios das privatizações.
Invariavelmente quando me aventuro a discutir esse assunto, ouço a seguinte explanação: "Mas Sol, vai deixar os gringos controlarem um recurso estratégico? O estado tem mesmo que fomentar o desenvolvimento. Esse seu liberalismo é muito radical!"
É isso o tempo todo. As resistências são enormes às reformas que realmente mudariam alguma coisa por aqui.
Chega a desanimar, mas a luta continua. rs
Vitor Euzinho, ninguém nem falou em cortar os benefícios sociais. A não ser que você considere "benefícios sociais" os milhares de cargos comissionados...
Você que deveria mudar o seu disco: entra aqui, diz que os liberais são "limitados", mas não argumenta nada. Fica só nessas petições de princípio de comunista advogado da engenharia social.
Assim fica difícil.
Rodrigo, concordo contigo, mas acho que um discurso liberal mais realista deveria focar em saúde, educação básica e segurança, além de uma renda mínima.
Esse é um discurso liberal com chances políticas. Falar de estado só cuidando da segurança é lógico e tem o meu apoio, mas é suicídio eleitoral.
FCM, aprenda a se expressar e tente depois estabelecer um debate.
Sim Cristiano, falo de realpolitik.
Pessoalmente, concordo com o discurso libertário.
Vamos lá FCM, qual a sua proposta?
"Sol, é simples. Defendo o dialogo, mas pra mim vc e o Constantino são propagandistas liberais e reacionários e eu amo pessoas como vcs tendeu??? Resumindo: paredão!!!!! Aproveita enquanto o capitalismo te permite zombar do povo, vc nunca deve ter ido a um bairro periférico. Por lá tem muita gente esperando vc passar com o seu carro importado pra te dar um tiro na testa."

Wednesday, July 25, 2007

Oscar Niemeyer


"Quando chego perto de Brasília, parece um milagre. Fico pensando que seria quase impossível Juscelino ter feito aquela obra toda em três anos e meio. Hoje, para fazer uns dez edifícios, levam-se três anos. Em Brasília, era preciso fazer tudo: uma cidade inteira. Aquilo foi uma cruzada que mostrou que nós, brasileiros, podemos fazer alguma coisa. Brasília foi um momento importante para o povo brasileiro".

De fato, foi uma obra importantíssima pra afastar os políticos e burocratas da pressão da opinião pública e enriquecer empreiteiros. E qual o grande mérito em construir uma cidade se endividando e inflacionando a moeda? É só imprimir "dinheiro" e jogar a dívida pras próximas gerações. Com esse modus operandi, a dívida pública atinge hoje mais de 1 trilhão de reais e Brasília é a palhaçada que se vê. Não é esse tipo de "milagre" que o país precisa.

"Sempre digo: o importante é o homem sentir como é insignificante, é o homem olhar para o céu e ver como somos pequeninos. Jean Paul Sarte era pessimista: dizia que toda existência é um fracasso. Mas ele gostava da vida. Apoiou todos os movimentos populares e progressistas de libertação. O que acho – sempre - é que o homem tem de viver dentro da verdade, saber que não é importante".

Quer dizer que o homem não é importante? Não me admira o arquiteto ser um comunista. É a própria essência do coletivismo: o indivíduo não tem valor em si mesmo e é um meio sacrificável ao fim coletivo. E Jean Paul Sartre foi aquele mesmo que defendia Mao Tsé Tung, gente boa, e lutava contra a divulgação dos crimes stalinistas, "pra não macular os ideais socialistas da esquerda francesa". Eis aí o pensamento de dois verdadeiros "humanistas".

Não. Nunca passou por minha cabeça a idéia de que o que houve na União Soviética tenha sido uma coisa definitiva. Aquilo foi um acidente de percurso muito natural. Foram setenta anos de luta e glória. Os soviéticos viajaram para o espaço. Marx inventou uma história fantástica, criou uma esperança nos homens. Por que pensar que tudo acabou?”

O homem insiste! Deve sentir uma ponta de esperança quando vê o Chávez levando o seu país à miséria e à opressão. Não vou nem entrar nos números macabros da experiência soviética, que podem ser encontrados no "Livro Negro do Comunismo", mas o fato é que O SOCIALISMO NUNCA VAI DAR CERTO. Primeiro, e esse é o motivo mais importante, porque trata o ser humano como gado, escravos de um comitê central que decide o que se vai comer, falar, publicar e pensar. Como tal controle é IMPOSSÍVEL, só resta a força e o terror pra se tentar implantar as taras autoritárias dos planejadores. Segundo, porque sem o mecanismo de mercado, da oferta e da procura, o cálculo econômico fica às cegas. Isso foi demonstrado já em 1922 pelo austríaco Mises, mas para os crentes totalitários a lógica não passa de um "mero detalhe" que a realidade contrapõe ao sonho.

Um "sonho" que matou mais de 100 milhões de pessoas e levou todos os países que o adotaram à miséria e à escravidão, mas que ainda goza de prestígio entre a elite "pensante" desse país. Desmoralizar essa farsa é uma tarefa inadiável pra todos aqueles que tenham respeito pela verdade e apreço pela liberdade.

A filosofia da liberdade

http://www.youtube.com/watch?v=B7DVlC3kXrM

Tuesday, July 24, 2007

Duas perguntas aos Liberais


A situação do negro isso, a situação do negro aquilo... Esses esquemas mentais que pretendem circunscrever indivíduos "da mesma cor" em uma mesma categoria são um equívoco.
Ainda mais num país MESTIÇO como o Brasil. Muitas vezes o "negro" (na maioria das vezes mulato) é tão descendente de africanos quanto de europeus ou de índios. Essa mestiçagem, um fato da realidade que poderia servir de exemplo pra outros países, é ignorada quando se deseja recrudescer o conflito, a mesma tática de sempre do vitimismo e coitadismo que separa e destrói ao invés de unir e construir.
Essa "luta de raças" ACIRRA o racismo.
Sobre as universidades, elas deveriam ser privatizadas, com o governo se concentrando na educação básica e concedendo bolsas aos alunos carentes com maior potencial. Isso me parece mais justo que o critério de "raça" ou "cor da pele".
Glauco, você com essa pose de libertador zapatista não passa de um autoritário, que imagina que o mundo deva ser regido pela sua escala de valores.
O racismo deve ser combatido no campo moral, e não através de regras que atentem contra a propriedade privada, impostas de cima pra baixo. Se o demente desse taxista não gosta de negros, problema dele, que vai se prejudicar diretamente com essa discriminação estúpida.
Ou você acha justo o governo legislar sobre quem pode ou não entrar na propriedade alheia?
Brilhante! Acaba-se com a propriedade privada e pronto, o paraíso na Terra toma forma!
Sem propriedade privada, Glauco, o indivíduo fica à mercê do estado, indefeso, escravizado. Propriedade privada é a decorrência natural da posse do próprio corpo, sem a qual nenhum outro direito é possível.
E, por falar nisso, quem estaria no poder nesse país imaginário sem propriedade privada? Imagino que alguém com a "clarividência" de um Glauco, ou mesmo de um Euzinho.
Estamos feitos. rs

Monday, July 23, 2007

Concentração de poder


Excelente discussão. É realmente crucial descentralizar o poder e colocá-lo mais ao alcance dos eleitores. Mas aqui no Brasil aconteceu o contrário: transferiu-se a capital federal, que concentra os recursos e deixa estados e municípios com o pires na mão, pro meio do nada, longe da pressão da opinião pública.
Aí virou uma festa: políticos, burocratas, lobistas e grupos de pressão trocando favores numa cidade de proveta.
Discutir a democracia não é o mesmo que aboli-la. Deixar a maioria decidir os mínimos detalhes da vida cotidiana é perigoso e dá margem pra castração das liberdades individuais e perenização da demagogia. O processo político brasileiro, aliás, me parece ser um retrato do que acontece quando a ignorância encontra a demagogia.
Por isso que é importante limitar o poder político às suas funções básicas. Democracia sim, ditadura da maioria não.

Sunday, July 22, 2007

Sérgio Cabral


Melhor que os governadores anteriores, a maioria cria do brizolismo, uma tragédia que se abateu sobre o Rio de Janeiro. Tem um discurso correto de combate ao crime, ao mesmo tempo em que defende a descriminalização das drogas, num posicionamento claramente liberal.
Me parece realista e pragmático ao se aliar ao governo federal. Tem carisma e, de fora, me parece ser do bem. Voto nele sim contra candidatos à presidência do PSDB ou do PT.
Estou tentando ser realista, Guilherme. Não é o candidato dos sonhos libertários, mas levando-se em conta a realpolitik, é melhor (menos estatista) do que Serra ou qualquer um do PT.
Não tem nenhum papo de "salvador"... Um liberal não tem ilusões em relação ao estado.
Bruno, criancinha, não sou fake.
Artur, apenas dei o meu posicionamento sobre o tópico. Que tal você, pra variar, dar o seu parecer sobre o tema sem se esconder atrás dos seus "autores reconhecidos"?
Vamos lá, Artur, nos brinde com a sua análise sobre o Sérgio Cabral, por favor.
E aí Artur, o que as suas leituras "isentas" te dizem sobre o Sérgio Cabral? Ou, como de praxe, você vai desviar sem assumir nenhuma posição objetiva sobre o assunto?
Trechos da entrevista:
"A ordem pública não é um 'papo careta', um contraponto aos direitos humanos. É civilidade"
"Aqui, as pessoas se habituaram a ver bandidos dando tiros nas ruas. Temos de descontaminar o Rio. Não é normal e nós não podemos nos acostumar com isso."
"Os Estados Unidos proibiram o álcool, o que levou o país a um altíssimo nível de corrupção e a um grau de degradação moral sem precedentes. O que a gente tem de avaliar é a relação custo-benefício da proibição. Quantas pessoas estão morrendo direta ou indiretamente por força do comércio ilegal das drogas? Será que não é mais fácil legalizar e criar políticas públicas na área da saúde, para a conscientização, para o controle?"
Artur, diga pra nós o que exatamente significa "dualismo estrutural", por favor.
E quanto ressentimento com o Harry Potter, hein? Na certa você deve ter alguns filmes latino-americanos, pagos pelos contribuintes a fundo perdido, que retratam a "colonização imperialista" pra indicar aos não-udenistas, não? rs
Essa esquerda hidrófoba ODEIA o sucesso.
Sobre a "mão invisível", não importa o nome que se dê ao fenômeno, mas o fato é que a soma dos esforços dos indivíduos correndo atrás dos seus próprios interesses, trocando produtos e serviços de forma voluntária, é o que possibilitou o desenvolvimento e a prosperidade da humanidade.
Isso mata os planejadores autoritários como o Artur de raiva, mas é a realidade.
Isso é uma inferência sua, Matheus. Muita coisa pode acontecer até 2010. E o discurso pelo controle dos gastos públicos não é tão "marginal" assim. O lance é ter coragem pra enfrentar os grupos de pressão que não querem largar o osso.
Piada. O cara é um pterodátilo ideológico, um comunista, e vem falar que o liberalismo é que é religião...
O Requião é maluco, mas a maior ameaça já está no poder: o PT, com seus ideólogos marxistas do tipo Tarso Genro e Marco Aurélio Garcia, seus terroristas "por um mundo melhor" do tipo Dilma Rousseff, com a sua massa de manobra dos sindicatos e "movimentos sociais"...
Muita gente com o rabo preso com o poder que ora nos governa. Inclusive empresários e banqueiros. E o núcleo desse poder ainda acredita e trabalha diuturnamente com a intenção de nos aproximar cada vez mais da tragédia que é o modelo socialista.
Se esses gramscianos vão conseguir o seu intento, se as nossas instituições são sólidas o suficiente pra resistir ao patrimonialismo que avança, isso é o que veremos.
O estrago dessa hegemonia populista-estatista-esquerdista já foi enorme, mas bola pra frente, atentos aos políticos - eles existem! - que defendem uma plataforma em prol da autonomia individual.

Preconceito contra policiais?


Os policiais são um reflexo do estado de coisas.
Estão aí pra acomodar o statu quo, a servir os governantes da ocasião e seus interesses. Aliás, curioso notar como todos os secretários de segurança do Rio se tornaram políticos. Eleitos.
A simbiose entre marginais e policiais acontece, principalmente nos crimes sem vítimas, e esse pacto não escrito é quebrado quando os governantes sentem que precisam "dar uma satisfação à sociedade". Aí acontecem operações espetaculosas que não se sustentam a longo prazo.
Isso tudo, aliado à impunidade e à desmoralização sistemática promovida pelos "intelectuais orgânicos", resulta na situação atual.
Juliano, é óbvio que são generalizações. Ninguém disse que não existem policiais honestos. É lógico que existem.
Mas imagine um policial carioca no meio dessa guerra contra as drogas ou envolvido com a repressão ao jogo...
Você sabe, essas coisas não deixam de existir só por causa de uma lei. Nessa zona cinza é onde acontecem os esquemas.
Pelo menos é o que me parece.
Não é interesse nenhum dos liberais que as forças de segurança estejam desmoralizadas, mas essa é a realidade. Ou você discorda?
"Como um liberal, que é exatamente quem defende os direitos naturais dos individuos, pode não nutrir desprezo por policiais? Como?"
Peraí Fernando. Os policiais existem justamente pra defender a vida, a liberdade e a propriedade e garantir a aplicação da lei.
O problema é essa legislação paternalista que pretende proteger o cidadão dele mesmo e acaba criando essas zonas cinzas.
Não é tendo "desprezo" pelo estado ou pelos policiais que vamos melhorar alguma coisa. Temos que usar antes a razão do que a emoção.
Seria realmente mais produtivo mirar essa energia na mudança das leis autoritárias que restringem a liberdade individual - como a proibição do jogo e das drogas.
Os policiais são apenas um sintoma de algo mais amplo.

Publicar em Papel? Pra quê?


Júlio, há uma confusão aí. É claro que todos fazemos juízos de valor, a todo momento. Mas você há de convir que as preferências são subjetivas. Não existe um juiz universal arbitrando o que é bom ou ruim. Ainda bem.
Sem falar que ninguém obriga ninguém a gostar disso ou daquilo.
Por isso que desqualificar o mercado por si só é um erro. O mercado é um processo, não é um ente autocrático que determina o que vai ou não vai vender. Quem determina o sucesso comercial de algo são os consumidores, que julgaram que aquele produto valia mais do que o seu suado dinheirinho.
Lembre-se também que as demandas são infinitas, mas os recursos são escassos.
A propaganda pode criar um desejo, mas este não cria uma necessidade, que por sua vez não gera um direito. Deu pra entender?
Além disso, não se pode dissociar o consumo do próprio ambiente que o circunda. Se o que vende é "baixa literatura", isso é conseqüência de um estado de coisas maior. Mas repare que mesmo na Europa e nos EUA, o que mais vende normalmente não é o que mais agrada à crítica especializada. Isso me parece um fenômeno universal.
Sem contar que muito do que hoje é considerado "alta literatura" não vendeu nada em sua época - e o tempo tratou de dar valor. Então me parece natural que as "massas" busquem uma leitura mais "fácil". Isso não obriga crítico nenhum a gostar da Bruna Surfistinha.
"A discussão sobre a função social da arte é antiga. Tão antiga! desde que o capitalismo tomou posse da vida da gente, estabeleceu valores, criou o que a gente chama hoje de classe média. Então artistas (incluindo aqui todas as formas de arte) ficaram meio que sem saber se entravam na dança do valor capital ou se escondiam na torre de marfim."

Não tenho nenhum reparo ao texto da Paula, exceto essa parte, que considero fundamental. O capitalismo não foi algo que surgiu do nada e arbitrariamente "estabeleceu valores". O capitalismo é um sistema natural e espontâneo, que reflete as preferências e necessidades dos indivíduos. Esse processo vem se aprimorando desde o escambo, escorado nas trocas voluntárias, no dar e receber.

E qual a razão de me concentrar nisso?

Porque o perigo dessa discussão do que é "bom" ou "ruim" é algum ente "superior", o estado, se arrogar o direito de decidir o que deve ou não ser publicado, o que deve ou não ser consumido, o que deve ou não receber alguma espécie de subsídio - isso sempre às custas dos demais.

O estado deve se manter fora dessa equação tanto na literatura como na arte em geral. A espontaneidade da criação não deve ser submetida a critérios políticos, ao sabor da autoridade da ocasião com acesso aos recursos públicos e aos mecanismos de coerção. Não vi ninguém aqui falando disso, mas pra mim esse é um aspecto crucial da discussão.

Thursday, July 19, 2007

EDITORIAL DO JORNAL O GLOBO

Excelente. Os editoriais do "O Globo" vão normalmente nessa linha, tangenciando o liberalismo, ao contrário da parte cultural, que mergulha feliz nos porões do esquerdismo "politicamente correto" e faz campanha aberta pelos subsídios estatais.

Outro jornal com bons editoriais é o "JB", apesar da comunistada que domina também a parte cultural.

Uma possível conclusão é que os ideais libertários não serão absorvidos verdadeiramente enquanto a cultura estiver dominada pela noção do "estado-benevolente-venha-nos-salvar-do-capitalismo-selvagem".

Pelo menos é o que me parece.

Malachai, não é função do estado proteger o indivíduo dele mesmo. O livre-arbítrio está aí e a liberdade não existe sem a correspondente responsabilidade.

Malachai, em qualquer ângulo que você enxergue a questão das drogas, a intervenção do estado é nefasta. Além do fato desse paternalismo ser próprio de sistemas coletivistas, que sacrificam as liberdades individuais em nome de um "projeto comum" definido sabe-se lá por quem, a criminalização alimenta o banditismo com o mercado negro de algo demandado pelas pessoas.

Não vai ser uma lei que vai mudar esse fato, as drogas existem e continuarão a existir.

Essa é uma questão de princípios muito séria, que um partido libertário digno desse nome não deve capitular.

De qual "mudança" você está falando?

Exemplifique, por favor.

Não existe uma "solução" pronta no caso das drogas. Elas estão aí, cada um vai lidar com elas à sua maneira.

Uns vão consumir, outros não. Uns vão usá-las de forma recreativa, outros podem se prejudicar com um consumo irresponsável.

O importante é que as informações a respeito dos seus respectivos efeitos estejam disponíveis e que o estado lance mão de tutelar o indivíduo. Cada um responde por seus atos.

A criminalização não é um problema específico brasileiro, mas a pressão pela revisão dessa legislação autoritária deve começar desde já.

De qual maneira o MV Bill ajuda na questão das drogas?

Na única vez que o vi discorrendo sobre o assunto, ele dizia que elas poderiam até ser legalizadas, "desde que a comunidade tivesse o controle sobre a comercialização".

Absurdo.

Malachai, não vejo o MV Bill "ajudando" o povo da comunidade. O que eu vejo é ele insuflando "luta de classes" e "luta de raças" com o apoio da intelectualidade esquerdista chic, que adora dar voz e palanque aos "oprimidos" da ocasião.

Aliás, o que não falta é ONG (organizações paraestatais) dando recursos públicos pra esse tipo de proselitismo.

Não é glorificando a miséria e a favela que as coisas vão melhorar por aqui.

André, os usuários e os traficantes estão interconectados sim. Não é questão de simplesmente combater os traficantes e pronto, problema resolvido.

A legislação está errada, é imoral e tem que mudar.

A partir do momento que a pessoa drogada viola os direitos do outro, aí sim o estado deve intervir e punir quem cometeu a violência.

Liberdade negativa, ausência de coerção.

Saturday, July 14, 2007

Rand, facista [sic] e lésbica?


Euzinho, explique aonde que Ayn Rand era "facista", por favor.
Ayn Rand: razão e liberdade
por João Luiz Mauad em 02 de setembro de 2005
(...) Somente numa sociedade onde todas as relações são voluntárias, se reconhecem e protegem os direitos fundamentais do homem à vida, à liberdade e à propriedade, sem os quais nenhum outro pode ser exercido, haverá prosperidade. Para Rand, esse é o único sistema baseado no reconhecimento dos direitos individuais, que longe de ser um mero sistema econômico, é um sistema de organização social e moral, onde o governo tem participação importante, porém restrita, para evitar o uso da força física de uns contra os outros e para dirimir questões oriundas das relações entre os indivíduos.
(...) Em toda a sua obra, Ayn Rand deu grande ênfase ao eterno dualismo platônico do altruísmo e do egoísmo, procurando mostrar quão deletéria pode ser a noção de que o egoísmo é nocivo, enquanto o altruísmo seria, necessariamente, benéfico. Nathaniel Branden, um dos seus mais brilhantes discípulos, cuja extensa relação conta ainda com nomes do porte de Milton Friedman e Alan Greenspan, tratou de forma contundente e inequívoca desta polêmica:
“Um dos grandes problemas que enfrenta a sociedade livre é a dissonância entre os valores que realmente contribuem para melhorar o bem-estar das pessoas e aquilo que se convencionou chamar de “nobre” ou “moral”. Enquanto persistir tal incongruência, a batalha pela liberdade não poderá ser definitivamente vencida. No Século XX sofremos rebeliões virulentas contra os valores da razão, da objetividade, da ciência, da verdade e da lógica por parte de filosofias como o pós-modernismo, pós-estruturalismo, desconstrutivismo e determinismo histórico. Não é mero acidente que todas essas correntes de pensamento sejam estatólatras, pois onde não impera a razão, o que sobra é somente a coerção.”
E aí Euzinho, cadê o "facismo"? E ela não era lésbica, se é que isso faz alguma diferença nos seus argumentos.
Netto, importante é discutir idéias e não pessoas. Se Hoppe deu alguma declaração racista ou homofóbica, ele está errado.
Não sei do que se trata essa tal de "Qualidade populacional", Desonetto. Dá pra você me explicar sem que a baba corra pela sua boca? Com links, se possível.
Que cretino... rs
E como o cupim Netto chegou pra desvirtuar o tópico, relembro ao Euzinho a minha pergunta:
Aonde está o "facismo" de Ayn Rand?
Os cupins retardados continuam sem mostrar o "fascismo" de Rand. "Xingue-os do que vc é, acuse-os do que vc faz". Lênin fez escola.
Aliás, Euzinho, que bela declaração de intenções e princípios que você dá com esse novo avatar... Esclarece bem o que você defende.
Cupim Netto, acompanhe o meu raciocínio dessa vez, porque a minha paciência com desonestos histéricos tem limite:
Rand era uma INDIVIDUALISTA, alguém que colocava o indivíduo como um fim em si mesmo, de forma alguma sacrificável em prol de qualquer projeto coletivista, seja ele fascista, socialista ou nazista.
Rothbard, que fundou o Partido Libertário americano inspirado em muitas das idéias de Rand, pode ter notado uma certa aura de culto em torno da figura realmente carismática de Rand, mas isso não invalida as IDÉIAS dela. Entendeu ou tá difícil?
Essas contradições, Netto, são das pessoas que, por ventura, possam ter confundido uma escritora com alguma espécie de divindade. As idéias dela preconizam independência intelectual e autonomia individual.
Mas é mesmo um obstinado da desonestidade esse tal de Netto!!
Você, mais uma vez, cola trechos de pessoas alegando coisas estranhas sobre Rand. Dessa vez, o trecho diz que para ela fumar era "uma obrigação moral". Realmente, soa como um absurdo.
Tente então, ao invés de se apoiar em possíveis desafetos de Rand (MUITOS!), descobrir você mesmo algum trecho onde ela defenda a "obrigação moral" de se fumar cigarro. Não fujo de fakes covardes inimigos da liberdade, Desonetto, mas paciência tem limite.
Eita indiano... Que chutaço, hein? rs
Aliás, é enorme o contingente de indianos nas comunidades sobre a Ayn Rand aqui no orkut.
Um dos lemas do positivismo era "Viver para outrem". NADA A VER com o individualismo racional randiano. Aproveito então pra citar o Barão de Itararé, um dos grandes pensadores desse nosso país:
"Espírito positivo, como pensador, o Barão de Itararé revela-se superior a Augusto Comte, o chefe do positivismo. Senão, vejamos alguns pensamentos do filósofo de Montpelier e os conceitos de Itararé sobre o mesmo tema: 'Os vivos são sempre e cada vez mais governados pelos mortos', dizia Comte. Itararé não se conforma e responde: 'Os vivos são sempre e cada vez mais governados pelos mais vivos'. 'Viver para outrem' - aconselha, de forma genérica, o fundador da Religião da Humanidade. 'Viver para o trem' - é o que recomenda Itararé, numa mensagem dirigida especialmente aos ferroviários."
Ei indiano, coloque aqui ARGUMENTOS, se é que os têm, contra as IDÉIAS centrais de Ayn Rand.
Os caras ficam aí falando bobagens tentando desqualificá-la, mas nem tangenciam o pensamento dela.
Rand, Mises, Hayek... Todos esses LIBERAIS têm muito a nos dizer nesse momento em que estamos soterrados de coletivismo e cercados de projetos de ditadores por todos os lados. O cabra pode até achar o discurso randiano radical demais, mas a gente precisa equilibrar esse pêndulo ideológico atual, onde só o discurso de esquerda parece ser permitido.
Por que o Bad não pega as idéias de Rand e tenta mostrar o erro?
Ora Bad, Rand era humana, não era santa, perfeita ou imune aos sentimentos. O que a filosofia dela tenta fazer é valorizar o indivíduo, colocando-o em primeiro lugar na escala de valores. Ela também reconhece a existência de uma "realidade objetiva", que independe de nossas opiniões ou subjetividades. Cadê o erro desses princípios?
Indiano, estou começando a achar que você é cretino como uns e outros aqui nesta comunidade. Demonstre o "fascismo" dela ou pare de lançar suposições sem nenhuma base.
Não há nenhuma pretensão de "perfeição", Bad.
Esse é o mesmo argumento dos que condenam o capitalismo, "por ele não ser 'perfeito'".
Ora, quem aqui é "perfeito"?!
Não é que "tudo aquilo que vc não consegue racionalizar é inválido". Aquilo que você não consegue racionalizar fica ali, no terreno do desconhecido. E quanta coisa ignoramos ainda, não? Mas não é porque ignoramos diversas coisas que não devemos correr atrás do conhecimento assentados na razão.
Você é mestre em montar espantalhos.
"Mas ao pobre, não se concede humanidade".
Que sensacionalismo! Os pobres têm tanto potencial de usar a razão quanto qualquer um de nós, Bad. O que o estado pode fazer pra ajudar é melhorar as OPORTUNIDADES, com um sistema de educação básica eficiente. Mas não é o que acontece: 70% da verba da educação vai pro ensino superior fazer proselitismo anticapitalista.
"O que Ayn rand faz é absolutizar e mistificar o indivíduo, ao ponto de considerar o egoísmo como um valor moral absoluto."
Como assim?! O que ela faz é colocar o indivíduo como protagonista de suas ações, não devendo nada a nenhuma instância superior, sendo livre pra ser egoísta, altruísta ou ambos, desde que não viole os direitos dos demais.
Aliás, curioso notar como a nação dita mais "egoísta" do mundo, a americana, ser também a que faz mais doações e atos de solidariedade.
Pra quem quiser ler uma crítica HONESTA do objetivismo, escrita por um dos mais próximos e famosos colaboradores de Ayn Rand, segue o link:
"For eighteen years I was a close associate of novelist-philosopher Ayn Rand whose books, notably The Fountainhead and Atlas Shrugged, inspired a philosophical movement known as objectivism. This philosophy places its central emphasis on reason, individualism, enlightened self-interest, political freedom—and a heroic vision of life’s possibilities. Following an explosive parting of the ways with Ayn Rand in 1968, I have been asked many times about the nature of our differences. This article is my first public answer to that question. Although agreeing with many of the values of the objectivist philosophy and vision, I discuss the consequences of the absence of an adequate psychology to support this intellectual structure—focusing in particular on the destructive moralism of Rand and many of her followers, a moralism that subtly encourages repression, self-alienation, and guilt. I offer an explanation of the immense appeal of Ayn Rand’s philosophy, particularly to the young, and suggest some cautionary observations concerning its adaptation to one’s own life."
Nathaniel Branden até hoje nutre profunda ADMIRAÇÃO por Ayn Rand, mas isso não significa que ela seja isenta de críticas. Ninguém é.

Friday, July 13, 2007

Uma comunidade de filosofia e de péssima filosofia


Homo Cordialis, as discussões aqui, ou em qualquer fórum sobre política e economia, acabam invariavelmente sendo polarizadas entre liberais e intervencionistas, e isso é normal. A economia não é um campo à parte, independente das idéias políticas, ideológicas ou filosóficas que dão sustentação à prática.

Dito isso, e considerando a nossa conjuntura altamente burocratizada e estatizada, é natural que o discurso liberal assuma ares de radicalismo, uma vez que vai contra o statu quo e ameaça os privilégios de quem está satisfeito no poder.

Te digo também que é contraproducente pro desenvolvimento do Brasil se colocar o socialismo e o liberalismo num mesmo saco. Veja a definição de liberalismo:

O liberalismo clássico é uma ideologia ou corrente do pensamento político que defende a maximização da liberdade individual mediante o exercício dos direitos e da lei. O liberalismo defende uma sociedade caracterizada pela livre iniciativa integrada num contexto definido. Tal contexto geralmente inclui um sistema de governo democrático, o primado da lei, a liberdade de expressão e a livre concorrência econômica.

O liberalismo rejeita diversos axiomas fundamentais que dominaram vários sistemas anteriores de governo político, tais como o direito divino dos reis, a hereditariedade e o sistema de religião oficial. Os principios fundamentais do liberalismo incluem a transparência, os direitos individuais e civis, especialmente o direito à vida, à liberdade, à propriedade, um governo baseado no livre consentimento dos governados e estabelecido com base em eleições livres; igualdade da lei e de direitos para todos os cidadãos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Liberalismo_cl%C3%A1ssico

Homo, vc tem algum reparo ou é contra esses princípios? O liberalismo não foi algo inventado ontem pelo Constantino como o coitado fake deu a entender, ele tem uma base teórica e prática de séculos.

Essa visão de mundo claramente se choca com a visão socialista, e o conflito é inevitável.

Sim Rafael, vamos discutir a questão dos incentivos. Quais são os incentivos gerados pela atual estrutura estatal?

Vamos ver pra que lado essa balança pende...

Sim Djalma, concordo com vc. Esse é o ponto, o estado não estimula a livre-iniciativa, ao contrário, os incentivos estão no poder político, nos lobbies e grupos de pressão.

Antes de haver recompensa pelo mérito e esforço individuais num contexto de trocas voluntárias, se premia os "amigos do Rei" e as guildas barulhentas.

E pode anotar: quanto maior a intervenção estatal, maior a corrupção.

Por isso que a luta libertária deve ser pela desburocratização e diminuição do aparato estatal, que do jeito que está configurado desperdiça recursos escassos e destrói os incentivos à produção.

Friday, May 04, 2007

Ultra Violeta - 04 de maio de 2007

na insalubre masmorra do castelo medieval / com as mãos atadas aos grilhões do mal / ultra violeta maldiz o seu algoz / o terrível señor feroz / déspota do reino da fantasia autoritária / "não gostou? já pra solitária!" / onde delírios pessoais tomam formas de leis / e homens de collants se imaginam reis
pois qual foi o crime de ultra? ora, señor feroz dispõe do monopólio da força e acha que a pessoa não pode isso e não pode aquilo que a sociedade - ele - imagina ser o melhor pra sociedade - ele - tem-se em alta conta e diz que tanto controle é "pro bem da própria sociedade" - ele - vinha há tempos perseguindo ultra violeta - folclórica figura do condado com dons de druida que colore a vida dos vassalos com suas poções de efeitos mágicos
ah, mas não era apenas a poção que incomodava o carola feroz - ultra violeta, bon vivant inveterado, também promovia festanças regadas a comes, bebes e jogos - bingo! a legalização do jogo é pra ontem aqui a jogatina é outro monopólio estatal
questionado pela população do feudo desde o último arrocho de impostos, feroz pretende reafirmar seu reinado de terror oferecendo violeta como um exemplo do que acontece quando alguém sai da linha - ó, horror medieval - na realidade babando de inveja da popularidade de seu cativo no condado, que na surdina conspira uma insurreição
de fato, violeta é um totem na vila: alto astral, o druida boêmio anima o feudo fica sabendo da data de sua execução - ó, horror medieval - e servos e vassalos unem-se para resgatá-lo bebendo uma poção by violet e convocando o dragão de estimação da revolução vai invadir o castelo de señor feroz tem uma ponte elevadiça e um lago com jacarés não são páreos para dragões
enquanto isso, ultra esfomeado come o pão que o diabo feroz amassou com requintes de crueldade as suas bolas clamam piedade aos ceús! como señor é mau - ó, horror medieval - nos intervalos das torturas eles conversam e violeta tenta jogar uma luz à razão do déspota já se esvaneceu numa névoa de ressentimento e prazer sádico em breve nos cinemas: épico feudal estrelando o dragão da bondade contra o collant faceiro do déspota era a piada preferida do último bobo da corte já era
sim, o bom humor e a paciência totalitária têm limites, e o clero também reprovava enfaticamente o lifestyle de violeta, que tem mais uma culpa no cartório: um affair com señorita ferocita, fogosa espanhola insatisfeita com o semi-celibatário feroz - "sexo só pra procriação!" - ih, os carolas vão chiar - "ih, não vão nem espiar" - pois perderão isso: o fabuloso resgate de ultra violeta pelo dragão de estimação da revolução soltando fogo pelas ventas
é bom avisar pros corações se prepararem - as liberdades individuais dos servos inexistiam questionamentos e dúvidas sobre a bravura e coragem de ultra violeta, que suporta o castigo feroz estoicamente - até que, sangrando, vira-se de súbito para o seu feitor e lança: "já comi a sua mulher" equivalia naquele momento a uma antecipação de sua execução - ó, horror medieval - então señor feroz, exaurido pela surra violenta que aplicava em violeta, senta-se, coloca a mão na cabeça e chora, chora copiosamente como nunca se viu um déspota chorar é uma cena e tanto - "ultra, sou infeliz! toda essa vontade de controlar a vida dos outros é fachada, meu sonho é liberar o meu verdadeiro eu" já entendeu que o señor feroz precisa mesmo é de uma boa picardia medieval homossexual naquela época sofria pra caramba, o dragão tá se enroscando lascivamente com os jacarés nadam felizes na poção mágica de ultra violeta só não vai quem já morreu

Sunday, April 01, 2007

Nelson Rodrigues - 01 de abril de 2007


Então é aquilo. O cabra não concorda com determinada coisa e logo exclama com um chopp na mão: "As autoridades têm de tomar alguma providência!!" Esse autoritarismo quase involuntário, que pretende medir o mundo com a régua de suas emoções, acaba por criar uma cultura reivindicacionista, onde proliferam grupos de pressão e lobbies atrás de privilégios e "direitos" às custas dos demais. Essa é a própria essência do "capitalismo" brasileiro. Desde empresários sedentos por protecionismos e subsídios até estudantes "conscientes" atrás de meia-entradas e passes-livres, todos querem uma casquinha patrocinada pelas "otoridades".
Eu fiquei na calçada vendo a passeata passar com esta obsessão de ver um preto. Apenas um. Já me satisfaço com um preto. O que vi foi o Arnaldo Jabor, meu diretor que dirigiu o filme “Toda a Nudez Será Castigada”, chupando chicabom. E quando ele deixava de lamber o chicabom dizia “participação, participação, participação” e depois dava outra lambida no picolé.
Lógico que algumas reinvidicações são justas e podem, a grosso modo, ser resumidas numa frase: "A liberdade de um termina quando começa a do outro". Quando um liberal diz que o estado deve proteger a vida, a liberdade e a propriedade, é disso que ele tá falando. Mas o conceito de justiça predominante entre a intelligentsia brasileira é mais amplo e se escora, principalmente, na aversão à realidade objetiva e ao seu bode expiatório: o capitalismo.
Não sei se me entende: mas quando o homem se faz grupo, multidão, maioria, unanimidade, torna-se um idiota no meio de idiotas. Não estarei insinuando nenhuma novidade se afirmar que nunca houve uma multidão inteligente.
Quando os integrantes do partido no poder foram pegos comprando o Legislativo, não se viu uma viva alma dos famigerados grupos de pressão (CUT, UNE, MST, PC do B, PSTU, P-SOL, etc) protestando nas ruas contra o PT. São cúmplices. Poucos também se mostraram indignados com a marca de 50 mil assassinatos por ano. Esse recorde não comoveu a "sociedade organizada". Mas bastou o presidente da maior nação capitalista do mundo desembarcar no Brasil, em busca de acordos comerciais benéficos pra ambos os lados, pra uma penca de jovens luditas, auto-denominados "progressistas", tocarem a zorra em todo o país com suas bandeiras vermelhas de sangue do socialismo e de seu herdeiro natural: o ecologismo radical.
Verdade, o aquecimento global CAUSADO PELO HOMEM não é nenhum consenso no meio científico e esse documentário do Channel 4 inglês confirma isso. Mas o que são os fatos perto da ânsia em deter o monopólio da virtude? Seria bom - interrogação - desenvolver fontes de energia menos poluentes? Claro que sim. De lambuja ainda diminuiria o poder de déspotas do Oriente Médio e da América do Sul. O problema todo é criminalizar o progresso em nome de um "humanismo" que deixou como herança 150 milhões de mortos no século passado. Ecologistas radicais e esquerdistas são assim, unha e carne. O socialismo "científico" não funcionou e não funcionará jamais - uma vez que ignora a natureza humana e a lógica econômica - só sendo "aplicável" através da tirania e da opressão. Enquanto a intelectualidade brasileira não admitir isso com todas as letras e em voz alta, nada feito, continuaremos patinando na mediocridade.
Ainda ontem dizia o Otto Lara Resende: — "O cinema é uma maneira fácil de ser intelectual sem ler e sem pensar". Mas não só o cinema dá uma carteirinha de intelectual profundo. Também o socialismo. Sim, o socialismo é outra maneira facílima de ser intelectual sem ligar duas idéias.
OK, imagino que a maioria absoluta das pessoas que se declaram de esquerda, ou se identificam com os postulados esquerdistas, seja bem-intencionada. Sem dúvida nenhuma. No entanto, o que essas pessoas parecem não compreender é que foi justamente o tão demonizado "capetalismo" que elevou o padrão de vida a níveis nunca antes imaginados, com abundância de alimentos e bens a preços cada vez menores. Graças também à ciência e aos "gananciosos" laboratórios farmacêuticos, a expectativa de vida aumentou tremendamente. E é justamente o acúmulo de capital (poupança) que torna isso tudo possível. O capitalismo é um processo que favorece a criação, a inovação e as trocas voluntárias, valorizando o mérito e os consumidores. Isso, claro, num ambiente favorável à livre-iniciativa, o que NÃO é o caso do Brasil. O sistema é perfeito? Não, mas o ser humano é perfeito?
A Rússia, a China e Cuba são nações que assassinaram todas as liberdades, todos os direitos humanos, que desumanizaram o homem e o transformaram no anti-homem, na antipessoa. A história socialista é um gigantesco mural de sangue e excremento.
E os pobres? Ficam melhor sob o capitalismo, mesmo esse "capitalismo de estado" praticado por aqui. Qualquer pessoa humilde hoje possui celular e televisão. A obesidade é um problema maior que a desnutrição. De fato, viver não é um picnic. Não existe um estado de abundância natural, então se você quer consumir, tem antes que produzir. Ou ser ajudado por alguém que produza, i.e., trabalhe. Ou, em último caso, receber alguma bolsa do governo, o que me parece razoável. Mas é crucial que o estado garanta uma economia livre do excesso de regulações, impostos e reservas de mercado que travam o fluxo das oportunidades. Toda essa burocracia asfixiante é exercida em nome dos "direitos" dos trabalhadores de carteira assinada, porque a maioria tá mesmo é respirando o ar da informalidade. Ou desempregada. Não é à toa a febre dos concursos. Só que é impossível todos serem funcionários públicos - quem cria riqueza e paga essa conta é a iniciativa privada. Enfim, aquele meu blá blá blá de sempre.
Não me obriguem a colocar uma tabuleta com a inscrição – ironia – nas minhas coisas. Se o comunista é esquerdista, é libertário, então sou “reacionário”.

Sunday, February 18, 2007

Giuliano Gemma - 16 de fevereiro de 2007


Trilha sonora western-spaghetti:

forasteiro amoral chega no povoado, entra no bar, encara os caubóis, bebe um trago, joga um carteado, perde, não paga, é desafiado num duelo - vence, mata, arrepende-se, a_moral desperta - "que tipo de pessoa sou eu?" - se toca, desmonta, chora de babar / afoga as mágoas com whisky barato até o xerife chegar
O uso da razão é o suficiente? Sabe-se que roubar é errado. Propriedade. Que escravizar é errado. Liberdade. Que matar é errado. Vida. Parece simples, mas vai explicar a origem do Universo... Complicado, a não ser que você seja um criacionista, giuliano gemma, também conhecido no velho-oeste como gegê das quebradas, reza desesperadamente aflito pela sua alma penada vagando solitária no domínio sulfúrico do coisa-ruim - a imagem não é bonita, mas como salvar a alma do arrependido gegê? esse esforço de purificação espiritual está registrado em "confesso que pequei" - título da autobiografia que mister gemma prepara enquanto aguarda a sua execução na forca, sentença decidida em rito sumário pelo xerife-ateu, um tipo bem incomum naquela época
Então beleza, posso redimir meus pecados confessando e pagando penitência. Equivale a um exame de consciência. Por favor religiosos, qualquer coisa me corrijam. O problema é: quais são esses pecados? Quem os define? Jesus era mesmo filho de deus com uma virgem? Deus? É possível conciliar fé e razão? Não sei, mas desde que se tocou de suas maldades, gegê das quebradas vem tendo altos insights sobre o karma premia quem faz o bem e pune quem faz o mal - aí o relativista exclama: "karma maniqueísta!!" parece com "calma maquinista!! menos carvão aí nesse forno que o trem desembestado assim não vai conseguir parar na próxima estação" desembarca o capelão vai dar a extrema-unção em gegê, nessa altura já uma pequena celebridade por conta de seu best-seller autobiográfico
Não há dúvida quanto à contribuição das religiões cristãs no arcabouço moral da civilização ocidental. Os religiosos, por outro lado, também hão de convir que intolerâncias dogmáticas aconteceram e ainda acontecem - são humanos - e que a própria Bíblia tem passagens contraditórias e subjetivas que dão margem a várias interpretações conflitantes. "Aí entra o livre-arbítrio". Ou seja, no fim das contas, a compreensão da realidade objetiva fica mesmo a cargo do indivíduo, com suas limitações e circunstâncias, gegê causou um imenso estrago por onde passou, cobiçando a mulher alheia, se embriagando, cafetinando, trapaceando, escalpelando e engatilhando o seu revólver prateado sempre que era contrariado - resumindo: o homem era uma praga de gafanhotos invade repentinamente o povoado do xerife-ateu declara imediato estado de emergência, já que, por falta de plantações no árido faroeste, os insetos famintos estão atacando os habitantes em polvorosa, sobrando inclusive pro capelão, que escapa entocando-se na própria batina
Então me parece razoável admitir que o indivíduo pode sim construir uma base sólida de valores assentado apenas na razão, sem a necessidade de um deus arbitrando. O ruído na comunicação entre ateus e religiosos é previsível e acontece sempre que os descrentes questionam a veracidade das histórias fantásticas que servem como base, por exemplo, do cristianismo. "São metáforas, ignorante arrogante!!" Os religiosos então contra-atacam, alegando que a vida sem uma explicação metafísica é "vazia" ou "sem sentido". "O sentido da vida é a vida!!"
Vamos combinar então / essa questão não tem solução.
infestada de gafanhotos e com giuliano gemma trancado sozinho na cela, o povoado - outrora pujante cenário de filmes italianos de bang-bang - está agora vazio / fantasma, a última vítima de gegê das quebradas vem do além cobrar a sua dívida mortal com o bandoleiro sinceramente arrependido, que pede perdão de joelhos tanto ao ectoplasma quanto a deus, que faz um trato com o fantasma-carrasco: "poupe a vida de gegê que eu te levo direto ao paraíso, sem intermediários" - o fantasma assente com a cabeça e - ato contínuo - deus dispersa os gafanhotos com um sopro, abre a cela de gegê das quebradas com o pensamento e faz correr os créditos: the end

Tuesday, October 31, 2006

Frédéric Bastiat - 31 de outubro de 2006

Então beleza. Foi só evocar a arenga anti-privatização pro candidato dos "pobres contra os ricos" disparar e ganhar. "A desigualdade social diminuiu." De fato, mais impostos e regulações pra sufocar a produção e apertar o cabresto que une o partidão e a população. "Entre a liberdade e a igualdade, prefiro a mensalidade." Oh boy...

ESSES NEO-LIBERAIS SÃO MESMO UNS DESGRAÇADOS INSENSÍVEIS. ONDE JÁ SE VIU, FALAR NESSE TOM COM OS SOCIALISTAS... VAI TOMAR MARACUJINA MEU FILHO

A fantasia igualitária reinante não comporta nenhuma medida liberalizante. Tudo-do-Estado-para-o-Estado-e-pelo-Estado. Sim, 60% da economia tendo que passar pelo crivo de Brasília, aquele equívoco que um dia há de virar fantasma. Ou então se transformar num enorme cassino, como uma Las Vegas do Planalto. Seria mais lucro.

ATÉ FAZ UM CHARME, UMA RIMA POBRE AQUI OUTRA ALI, MAS ESSE MONOTEMA JÁ ENCHEU O SACO. VAMOS FALAR DE FUTEBOL? DE POESIA?

Crescimento econômico? É só acionar o wishful thinking e dizer assentado no vácuo que o PIB aumentará "entre 5 e 6 por cento". Cortar gastos? Sai pra lá demônio "neo-liberal". E a minha demagogia, onde fica? Vou guardá-la no fundo da gaveta e falar a verdade? Nem fudendo.

LÁ VEM ELE DE NOVO COM ESSA LADAINHA... PÕE UMA COISA NESSA SUA CABECINHA LIBERALÓIDE: NÃO FAZ DIFERENÇA O QUE VOCÊ PENSA, DESISTE DESSE PAPO DE LIBERDADE, SÃO TODOS UNS FDP E A ÚNICA SOLUÇÃO PRA HUMANIDADE É UMA HECATOMBE NUCLEAR

É Lula de novo, com a força do povo. É Lula de novo, com a força do ovo.

"COM A FORÇA DO OVO"... ESSA FOI PROFUNDA... GEMA COZIDA TEM MAIS COLESTEROL, SABIA? KEEP ON THE GOOD WORK, ASSHOLE

Carambola, eu jurava que as privatizações tinham sido boas. Bem, nem pra todo mundo, os políticos perderam algumas moedas de troca no toma-lá-dá-cá. A arrecadação subiu, o emprego aumentou e os serviços melhoraram. Mas o que as evidências podem fazer contra a ideologia? Contra a fé, os argumentos não convencem. "O correio é nosso!!" Olha, quando a imaginação chega nesse nível, é porque a coisa tá feia. "Feia não, neo-liberal preconceituoso, a coisa tá esteticamente prejudicada."

O ENTREGUISTA DE MEIA-TIGELA, ESSE VENDIDO AO CAPITAL ESPECULATIVO VEM COM ESSE BLÁ-BLÁ-BLÁ ACHANDO QUE É O TAL. SE O ESTADO NÃO FIZESSE LEIS E CONTROLASSE A ECONOMIA, EU NÃO TERIA FÉRIAS E NEM O DÉCIMO TERCEIRO

Será? "O que se vê e o que não se vê." - Bastiat.

PRONTO, AGORA O REACIONÁRIO COLOCA UMA CITAÇÃO CHEIA DE "CONTEÚDO"... É O FIM DA PICADA VIU?

E o candidato adversário deu pra trás. Nem pra defender a privatização o homem serviu. Foi pautado bovinamente pelas mentiras "republicanas" do partido que criou mais uma estatal pra glória nacional: a MENTIROBRÁS. Além dos cargos comissionados pra companheirada, também vai abrir concurso em breve. Aguardo ansioso pelo Edital.

QUER SABER DE UMA COISA, MALANDER? NÃO DOU A MÍNIMA PRO QUE VOCÊ ACHA OU DEIXA DE ACHAR. ALIÁS, PAREI DE LER LÁ ATRÁS

Acompanhe, eleitor do "rouba, mas é de esquerda": o Brasil só vai sair dessa armadilha de juros altos e baixíssimo crescimento se cortar impostos, gastos e diminuir a dívida pública. Só vai crescer realmente com mais liberdade econômica e menos burocracia. Enfim, o Brasil só vai se tornar um país melhor quando abandonar essa crença refutada pela história do Estado como motor do desenvolvimento.

LACAIO NOJENTO, ME CITA UM PAÍS 100% LIBERAL? "O QUE EU TÔ DIZENDO, SENHOR OU SENHORA DE ESQUERDA, É QUE OS PAÍSES COM MELHOR NÍVEL DO VIDA SÃO JUSTAMENTE OS QUE TÊM MAIOR LIBERDADE ECONÔMICA. O CHILE É UM EXEMPLO NA AMÉRICA DO SUL." VOCÊ É UM PUXA-SACO DOS IMPERIALISTAS, NÃO SABE DO QUE TÁ FALANDO E NUNCA MAIS OUSE ME INTERROMPER!!

Mas estamos numa democracia e os fatos não apitam muito. Apelos emocionais do "estado bom contra o mercado mau" parecem funcionar melhor. Mais 4 anos andando de lado então. Sem falar nos perigos autoritários ensaiados no primeiro mandato do fraterno companheiro de Fidel, Chávez e Morales. Duvida?

HILÁRIO!! ESSE FINAL BEM "TEORIA DA CONSPIRAÇÃO" ENTÃO... FOI DO PIRU